Mostrando postagens com marcador 2009. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2009. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Dorme...




Dorme–dorme,
Frô do cerrado.
Dorme, dorme...
Florzinha da infância...
Dorme–Dorme,
Se o vento por aqui não passa
Dorme, dorme
Faço-te um carinho.
Dorme, dorme,
Enquanto o vento não te acaricia.
Dorme–dorme,
Frô do cerrado.
Dorme, dorme...
Sob a poeira
Da rua, do tempo.
Dorme–dorme,
Leve consigo as memórias da menina.
Dorme–Dorme...
Sonhe e Sonhe.

domingo, 29 de novembro de 2009

Peito Vazio...

Há momentos que não se tem forças para dizer o fundamental. Deixo Cartola cantar por mim...

Nada consigo fazer
Quando a saudade aperta
Foge-me a inspiração
Sinto a alma deserta
Um vazio se faz em meu peito
E de fato eu sinto
Em meu peito um vazio
Me faltando as tuas carícias
As noites são longas
E eu sinto mais frio.
Procuro afogar no álcool
A tua lembrança
Mas noto que é ridícula
A minha vingança
Vou seguir os conselhos
De amigos
E garanto que não beberei
Nunca mais
E com o tempo
Essa imensa saudade que sinto
Se esvai



terça-feira, 24 de novembro de 2009

"Jardins da Infância"

"Como num conto de fada, tem sempre uma bruxa pra apavorar"




Dessa vez Maria resolveu ir de vez. Ela era um pouco mais esperta, ou pelo menos pensava que era.

João sem medo atravessou a floresta em busca de um quê. E da hora de voltar, recordou-se das "migalhas dormidas do teu pão". As procurou, sem êxito algum.

Será culpa de algum passarinho?

E agora João? Não sabes o caminho de volta?



"Agora era fatal

Que o faz-de-conta terminasse assim

Pra lá deste quintal

Era uma noite que não tem mais fim

Pois você sumiu no mundo sem me avisar

E agora eu era um louco a perguntar

O que é que a vida vai fazer de mim?"
* Eu não ia postar, mas os dedinhos coçaram... esse episódio precisava ser registrado...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Sensações

Aqui está tudo bagunçado... como meu espírito...

Vou sentir falta de mentir para a minha avó para brincar na rua... de voltar com o joelho ralado mas com o coração feliz... das lembranças que tenho do Dino e de como ele me salvou quando eu prendi o joelho no portão de madeira da casa da vovó... De quando ríamos escondidos da vovó quando quebrávamos um pato da estante dela... de sentir medo das estórias fantásticas do amazonas do vovô... e de como ele falava “ô jequeri”...

Vou sentir falta das vezes que sonhei com um quarto só meu, onde eu poderia espalhar meus ursos de pelúcia e minhas bonecas, que ficavam guardadas sem eu poder brincar... Vou sentir falta da risada de quando eu peguei a minha bola roxa escondida e brincando estourei na rua...

Vou sentir falta dos caldos que papai fazia no “Tô à Toa”, eram sempre “de arrebentar a boca do balão”... e do cheiro das orquídeas que floriam e que ele trazia para dentro de casa...
Vou sentir falta do cheirinho da lasanha que mamãe fazia... e da simpatia que eu e a Lola fizemos para as visitas irem embora, para assistirmos Dança com Lobos, comendo lasanha e de sobremesa brigadeiro... Será que jogar sal para fora de casa espanta visita?

Vou sentir falta de dar voltas no campo dos freis de bicicleta, e daquela vez que todo mundo foi me ver e eu fui dar um tchauzinho e caí me ralando inteira... eu tinha acabado de aprender a andar... E se a princesinha do Paraguai é a Capital das Bicicletas, nunca pertenci de fato a região, porque sempre fui barbeira...

Vou sentir falta da Tia Maria do cachorro quente... E da praça cheia de crianças... de quando eu me sentava no chão para conversar com os hippies nos festivais... das largadas nos domingos... das vezes que sentei à beira do rio, para escrever, pensar, chorar, namorar, fumar um cigarro escondido... Vou sentir falta da Praça Duque de Caxias, e de quando lá os flamboyants florescem... E do bêbado que sentava no mesmo banco que eu...

Vou sentir falta de quanto era bom cantar Vamos Fazer um Filme nos corredores da escola, e quando fazíamos competições de cantar Faroeste Caboclo sem errar... E o Saulinho sempre cantava direitinho... De quando fugíamos da sala para ouvir Jon Bom Jovi cantando Jane don’t take you love to town... e quando a Naty chorava por causa do Lu no banheiro... das vezes que eu tive vontade de arrancar os cabelos da Aline quando ficávamos de mal... e das vezes que fazíamos as pazes e escrevíamos bilhetinhos toda semana... De como era engraçado rir das piadas da Gra... De como era bom ser rebelde com a Flavinha... de pedir um pedaço de maçã para a Nathália... de dividir o cachorro quente nas sextas-feiras com quem pudesse... de como era legal ler Romeu e Julieta com o Rodrigo... Vou sentir falta do formigamento na barriga quando eu passava por certa sala... e quando via o Gui no corredor... dos jogos da escola e de quanto aposentei meus tênis e virei torcedora, porque era uma negação em esporte..

Vou sentir falta dos almoços nos domingos na casa do Tio Marcos e da Tia Rita... de quando o Rafinha ficava lá em casa... da vez que tive de colocar Mogli e dançar como os elefantes para fazer ele comer a pêra... de quando íamos tomar banho de piscina e ele pedia um “exagelado”... dos domingos na casa da Tia Dê... de quando o Kauê estava aprendendo a tocar violão, e o Tio Marcos pedia “Do seu lado” e errava toda a letra... de quando decidimos aprender a dançar forró... e das festas juninas na nossa casa... da vez que casei com o Saulinho, com um vestido de noiva lindo... e de como o Rô deitou no meu colo...

Vou sentir falta das festinhas em casa... das milhares e milhares de garrafas de cerveja... e de como às 3h da madrugada nos sentíamos, Chico, Vinicius, Elis, e até nos apresentávamos como Os Tribalistas... E o que falar da nossa fase Pink Floyd? Das vezes que o Saulinho ligava na minha casa e dizia que era Marcelo e que “tinha me visto na praça e tinha me achado gatinha, e que estava mó a fim de ficar comigo... Da vez que ri na cara do meu futuro namorado quando ele disse “que estava mó a fim de ficar comigo”. De quando apagávamos as luzes da área e sentávamos no fundo do quintal para olhar as estrelas... e contávamos estrelas cadentes... ouvindo Summertime com a Janis... De como choramos ao sentir que a escola estava no fim... e que todos iríamos para um lado... até descobrirmos que existiam as férias e a saudade era forte... e ainda pudemos reinventar a amizade por 6 anos e diversas vezes... quando brigávamos e pedíamos desculpa em seguida...

Essas sensações de 23 anos, têm estado aqui... É como se todas lembranças armazenadas, após serem lembradas... e sentidas... Deveriam ser guardadas num baú... Vou levá-las na mudança...

O que intriga é que tenho certeza do que passou... e do agora... apesar do medo do amanhã... esse nunca me fez tão bem como agora... Ir embora é aceitar que isso tudo realmente passou... e que papai não está mais aqui... E que a identidade dessa menina que fui aqui... fica aqui...

Estou suspendendo por um tempo os posts aqui. Minha vida está como a sala bagunçada de livros daqui de casa... meu quarto nem existe mais... daqui uns dias vou ter de enfrentar algumas burocracias, em meio a estudos... o concurso em janeiro... o conflito de passar pelo exame da ordem ou não? E em 27 dias tudo poderá acontecer... e ainda o sentimento de que desde que ele se foi já faz quase um ano... Voltarei apenas para desejar-lhes um bom final de ano...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

E agora, José?

"A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José ?
e agora, você ?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José ?"

O vinho também acabou...
E agora Maria?

eu vou dormir em paz...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

4 de novembro


- Você tem de tirar fotos em dias como esse!
- Pega a máquina e tira você mesma. Vai lá!
- Olha só que céu! Gostou
- Lindo mesmo!


*Saudade desse dia!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

...





O corpo quer, mas a alma inquieta não permite.


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Eu conheço essa batida.

"Meu amor, meu bem me leve
De ultraleve
De avião, de caminhão
De zepelim..."

Saiu do trabalho. E já havia parado de chover, mas a rua continuava molhada. Ela ergueu as barras da calça, que estavam ainda por fazer. E olhando para o chão, como era de costume, viu pétalas espalhadas, de que momentos antes era uma rosa. Pensou que poderia ter sido ele passando por ali, que tentando forçar uma coincidência provocada, para agradá-la (ela gostava de provocar tais coincidências), fora ali contempla-lá ao final da tarde, mas como ela se atrasou, deixara as pétalas caídas para que pudessem colorir o seu dia, que tinha sido um pouco cinzento, de uma natureza morta, de uma selvageria cimentada... Aquele não era o lugar onde ela amou um dia.

Bem-me-quer, Mal-me-quer, Bem-me-quer... Bem-me-quer, Mal-me-quer, Bem-me-quer...

E ela se repetia: - O meu amor tem esse jeito assim: singular e só meu. Para os corações como o dela, o amor durava demasiadamente pouco tempo, mas de tamanha intensidade, não sendo possível mensurar.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Questionamentos





Algum dia sentiu que o que faz parte do teu presente não te pertence mais, cada vez que o segundo passa?
Ou aquilo que mais ama não fará mais parte de tua essência futura?
Ou que o lugar no mundo que pensou pertencer é de um eu seu que ficou no passado?
E não adianta forçar-se... tudo não é mais como antes. O cenário mudou. Algo para aqui.
Algum dia sentiu felicidade por mudar, sem olhar para trás? Será pecado? Se sim, condenado estou. Fadado ao destino inevitável do novo.





segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Diário de Bordo

Cac, 26 de outubro de 2009.

Capitão,

Hoje fui ao teu encontro. Sei que por ali te escondes desta vida que te pertenceu. Consola-me saber que há este lugar, onde sempre poderei te encontrar. Disseram-me uma vez que é muito bom olhar o rio quando se está triste, é como se ele levasse embora pelo seu curso todas as tristezas que há, de quem o contempla.
Acredito que nem por fotografias se explica a imensidão do rio dentro de mim. Enxerguei toda nossa vida, através daquele espelho.
A chuva logo veio e eu pude enxergar além, e não tive medo. Tenho a certeza de que parte de mim partirá para sempre, e a outra viverá de memórias e reminiscências de uma vida perfeita, ainda que diante de tantos percalços.
Perder não é fácil, e é com lágrimas nos olhos que aceito o vento, e as gotas doídas da chuva. E que a chuva traga o alívio imediato.

Até breve,

Não te esqueças de cevar os peixes e deixar que as águas permaneçam cristalinas. Não me esqueço nunca de teu sorriso.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Nota de esclarecimento...


Cantei tanto "Quero" na voz de Elis, que foi inevitável buscar "um refúgio que seja seguro"! Estou a dias de um concurso, que não é tudo que quero, mas é tudo que preciso. Estou na casa dos meus "tios padrinhos", aproveitanto para fazer uma revisão, e descansar um pouco... Como preocupação e ansiedade dão rugas, nada como cuidar da pele, e rir um pouco pintando a cara... E que fique claro não é propaganda de livro! rs.. Boa Semana a todos, em poucos dias eu estarei de volta.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Se eu quiser falar com Deus...

Sem nada, ainda, a dizer... ouvindo música por aí, encontrei essa música que para mim é inédita, e esta veio com um alívio imediato... Bem, se eu quiser, "tenho que me aventurar"...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Coração Bobo




"(...) a gente se ilude, dizendo: "já não há mais coração..."




Para amar, sonhar, tentar... e não desistir...

domingo, 6 de setembro de 2009

Dia Singular...


Lembram-se daquelas tardes que falo, de crianças brincando à beira do rio, um coração suspirando, e o rio confidente? Então, apresento-lhes pelo olhar da Dary, não digo nada pois as imagens dizem tudo... lindo não? Não coloquei todas, mas convido vocês a olharem mais aí no link!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

À Srta. Dorothy...

Eu assumo estar um pouco piegas... na verdade sempre fui... mas cheguei ao extremo. Ao meu próprio limite, mas nem tão pouco perto de uma racionalidade plausível. No entanto não estou aqui para falar de mim.

Já lhes contei de Srta. Dorothy, não é? E das nossas presepadas? Essa aqui também? "Pois é, pois é, pois é..." Amanhã dia 03 é aniversário da parceira de chá das cinco e tequilas intravenosas. O porquê de um post para ela? Não há um quando a gente reconhece a amizade em uma pessoa, mas em detrimento da minha pieguice, e arrumações para ir embora, fui guardar as minhas cartas (sim, ainda guardo todas, exceto algumas que foram pro lixo com fotos e hipocrisias da vida ¬¬', ainda não sou perfeita). E dentre as que guardo, achei um cartão simples de aniversário, impresso da Internet, datado de 24.04.2006 (meu aniversário), e com ele vieram as lembranças da faculdade e de todas amizades conquistadas. O que mais me chamou atenção foi a frase escrita: "Que a nossa amizade continue e que se fortaleça cada dia mais, e que de nasça (ou revele) força suficiente pra enfrentar tudo".

Bem, para aqueles que acompanharam os ventos de 2006,2007,2008 e 2009, sabe que a nossa amizade não passou incólume, pois nada é perfeito. Passamos por situações chatas, mas momentos alegres também. Tanto que no meu último aniversário, quem estava comigo colecionando copinhos vazios de tequila? e cantando "Mariposas"? (é, aquela música daquela dupla sertaneja que não sei o nome, ai gente bêbado é dose!) e claro que se era tequila, para quê falar português, se espanhol combinava mais? O fato é que graças a Lulisa chegamos bem em casa e cedo, pois nossas mães nos ensinaram a voltar cedo para casa, então antes da meia noite eu estava de porre dormindo como um anjo.

E por esses dias estudando, é o que tenho feito, quando não estou dormindo, comendo, trabalhando ou postando, li uma poesia, daquelas de livro de ensino médio, simples, bonita e perfeita para o momento, e "para quem está se preparando para as flores":


A tempestade
Para que os cajueiros possam florir caiu esta chuva
que apagou as estrelas e encharcou os caminhos.
Água e vento derrubaram as cancelas antigas,
quebraram telhas, vergaram árvores, suprimiram cercas,
desalojaram abelhas e marimbondos,
enxotaram os pássaros predatórios,
e o galinheiro é um cemitério de pintos amarelos.

Este é o regimento do mundo: relâmpagos e raios
antes da flor e do fruto.

-Lêdo Ivo-

"Dentre as muitas coisas que eu" também "queria te dizer e desejar nesse dia" e que "resume quase tudo". É de que são necessárias as tempestades, e florir é inevitável! Feliz aniversário amiga!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Segredo

Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você...




Quero chegar em casa pela manhã. Dar bom dia as flores cheias de orvalho. Sentir o cheiro do café forte. Ver a porta aberta. E sentir finalmente que estou em casa. Não se preocupe é só um sonho... despertarei em qualquer instante... mas por enquanto deixa eu te chamar de lar?




Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Pela estrada de tijolinhos amarelos...

Primeiramente quero pedir desculpa pela ausência geral, em postagens e comentários, tenho lido mas não comentado... sabe quando a vida cotidiana suga qualquer comentário plausível sobre qualquer assunto... muito que ouvir, mas nada a dizer... e o tempo não tem sido muito amigo, às 22h estou morta de cansada sem coragem de abrir o notebook que não passa 5 min ligado, está com problemas, e brigar com meu irmão por uns minutos no computador seria impedir que a paz que tanto busquei reine por mais um tempo...

O que há de novo? Estou há dias de um dia que poderá definir a minha vida. Engraçado! Pois há um ano atrás eu estava doida com a monografia, sem tempo algum também. E o tempinho que me resta entre o intervalo de estudos e afazeres, dedico a sair, e aproveitar meus instantes aqui nesta cidade, que ora eu amo, ora odeio... e odeio por uma razão egoísta, reconheço.

Há pouco tempo descobri algo, e não consigo ler ou estudar, porque eu precisava colocar para fora, dividir com alguém que sei lá onde poderia sentir comigo tudo isso... Eu amo aqui, mas sei que não há razão para continuar aqui... Eu não posso exigir um tempo que anda não existe, para qual nem eu mesmo estou preparada... Eu amo aquela pessoa, mas não há razão para continuar um conto de fadas que não existe... e essa historia mais ou menos é assim:

Há um tempo atrás, iniciou-se um sonho: um homem casou-se com uma relutante mulher que queria ser cidadã do mundo. Vieram, pois, de lugares opostos, sonhos diferentes, e se encontraram praticamente no centro deste continente... Ele se apaixonou por um rio, e valendo-se do que seus ancestrais faziam, instalou o sonho de constituir uma família próximo a este rio, como se pudesse plantar seus "amigos, seus discos e livros e nada mais"... filhos, netos, bisnetos, alegria, amor, vida... o sonho de viver em uma sociedade longe de grandes centros, da loucura urbana, onde se pudesse parar horas para olhar o rio, e pôr-do-sol colorido neon... um sonho perfeitamente belo... acontece que este lugar se tornou pequeno para ambições saudáveis de quem quer voar... seria um sonho que deu errado?

Acreditei por muito tempo que sim! Eu cresci, mas o lugar não cresceu comigo. E dói muito ter que partir, e na verdade nem sei porque estou pensando nisso, neste momento. Mas já me acostumei com o fato de que não sou muito comum, que se alguém sente "1", eu sinto três vezes mais forte... é a intensidade meu pior defeito, mas é o que me faz ser quem sou.

Voltando ao sonho... ele não deu errado... ele se realizou... por longos 30 anos... mas simplesmente perdeu o sentido, como uma revolução sem paixão. E digo-lhes... é necessário sonhar sempre... mas não persistir no mesmo sonho, se não é o que te faz feliz... Estou como a minha casa, algumas coisas começaram a sair... outras mais precisosas já estão sendo guardadas dentro de caixas... este sonho está com os dias contados, quem quiser acreditar, estará comigo... quem não quiser, compre uma pipoca e assista... pois para quem achava que não fôssemos capazes de sonhar, depois de tudo... este é o nosso novo sonho: temporário, porém mágico.

O importante é que vamos, e eu aprendi não olhar para trás, eu demorei a fechar aquela porta entreaberta... mas agora ela está fechada... demorei a virar a página, mas está agora virada, é inevitável...

Peço licença, para mais uma ausência, pois não basta sonhar, a luta faz parte da vida... e terei algo incrivelmente lindo, uma nova jornada, uma nova saga, em um outro lugar... como diria a Srta. Dorothy, que agora mais conhecida como Dorothy de La Mancha, "Somewhere over the rainbow, way up high", deve sim existir um lugar onde os passarinhos podem voar, por que então eu também não poderia voar?

No mais, o Chico está com a esperança de deixar de ser um "Cowboy fora da lei", não tem dado problema algum, tem sido um gentleman... e está fazendo um escuro horrível.. mas eu ainda estou cantando...

Quanto ao selinho que ganhei outro dia... (peço perdão a quem me deu) somente agora é que irei postar... Obrigada a Helinha que me presenteou com esse selinho... e que eu passo à:

Nay do "Mais uma Vez"

Clarinha e seu Infinito Partiular

Candy do Palavras Paralelas

Lekkerding do Egine

Pollyanna do "Eu caçador de mim

As regras são:
Respostas:

1. Você é casada? Não.
2. Tem quantos filhos? Não tenho filhos.

3. Fuma? Só charutos cubanos (hehehehe)
4. Bebe? Sim, quando estou alegre adoro!
5. Tem compulsão por algum tipo de comida? Geralmente é Brigadeiro, mas ultimamente estou viciada em bolacha wafer de limão, alguém tem aí? o.O
6. Prefere frio ou calor? Frio!! estou dando adeus aos poucos ao calor..
7. Prefere doce ou salgado? Os dois, de preferência goiabada com queijo;
8. Qual sua profissão? Sou fera, sou bixo, sou anjo e sou mulher...
9. Último filme que você viu? "Orgulho e Preconceito, precedido de Casablanca"
10. Qual foi o dia mais feliz da sua vida? não há um dia certo, mas há aqueles em que o sol nasce, e eu sinto que amo a vida.


- Indicar 05 blogueiras para receber o selo e avisá-las!
Bem, já estão indicadas as moças, mas se o selinho referisse a "moços" saibam desde já.. iriam todos ser indicados... ^^

beijos da Morena Flor..

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

...

PASSANDO DESGOSTOS E AGOSTO... ESPERANDO SETEMBRO...


quinta-feira, 30 de julho de 2009

A magia de ser filha...

A correria da vida tem me impedido de ter qualquer tipo de inspiração, que não seja para terminar uma peça inicial, ou atualizar-me sobre este vasto mundo jurídico... Novidades: 1- o fato de eu estar empenhada em relembrar algumas coisas do incício de faculdade, para aumentar meus conhecimentos, me preparando para algumas aventuras que vêm pela frente, tendo por principal objetivo: ir embora! 2- Decidi enfrentar o bicho papão da minha vida... além de ser a "doutorinha simpática", decidi portar a carteirinha, estudando para isso! 3 - O Chico está de escapamento novo!! Depois de fazer a graça de quebrar em plena quinta-feira a noite quando eu estava na rua com as amigas curtindo um tempo bom!

Bem, quanto ao título do post, refere-se a essa época, meio capitalista, mas que meu pai fazia questão de ser lembrado, mesmo fingindo não querer ganhar presente. Não contei o quanto era ciumento, apesar de parecer alguém totalmente liberal, nos discursos da "Mesa 14", quem conhece sabe o que estou falando. Eu era doida para ir aos barzinhos com papai, ouvir as discussões sobre a universidade, sem mesmo estar lá. Mas ele nunca deixava eu ir, e se eu chegasse de surpresa, ele me olhava com aquela cara "de quem comeu e não gostou meesmo", me perguntando "o que você está fazendo aqui", "o que você quer"... hilário lembrar! Eu, as vezes ficava, contra a vontade dele. E, as vezes, passo olhando para aquele canto, no Beto... ah que saudade.

Outro fato que demonstraria o seu jeito torto de ser, descobri uma vez quando dei de presente a minha mãe 3 pares de sandálias, por ter um pézinho, que inspirou "A pata da Gazela", a dificuldade em encontrar sapatos não infantis no número 31 ou 32. Fez ele fechar a cara durante a semana inteira! Mas logo chegou o "dia dos pais" e eu comprei o perfume de lançamento que vi nos outdoors pela rua.

Vocês já podem imaginar, não posso ver um comercial de celular que choro... por isso, digo-lhes, vou ficar um pouco ausente, até que a saudade se acalme aqui, pois não conseguiria falar de nada a não ser dele. Aos que ainda tem o papai do lado, dê-lhes um abraço por mim. Aos que não, sintam-se abraçados por mim, eu sei das suas saudades.

E... quero lhes falar sobre um novo espaço o "O menino, o Vento e a Pipa", título de uns dos textos escritos pelo meu pai. Onde serão postados, textos, crônicas e poesias escritas pelo famoso ESUARK., condinome usado pelo meu pai, nos tempos de faculdade.

Aos amigos que o conheceram, fica meu convite para os comentários e lembranças que tiverem! Aos que não conheceram, fica o convite para viajar nas entrelinhas do meu pai-poeta!


Enorme abraço, da então Morena Flor, Nayara Krause.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

"Tratado" sobre amizade...


Como o poeta, “eu poderia suportar, embora não sem dor, que perdesse todos os meus amores, mas enlouqueceria, se morressem todos os meus amigos”. Embora eu tenha descoberto que de repente um milhão de contatos tenha se tornado um grupo seleto e muito querido... Mas a vida passa é assim que acontece... De repente aquele “conta comigo” tem a sua real importância em determinadas fases da vida... Uma vez ouvi a minha mãe dizer que “nas alegrias escolhemos nossos amigos, e nas tristezas são eles que nos escolhem”... Agradeço a essa força maior, por mim chamada de Vida, por essas pessoas que me escolheram... Embora a vida doida, em que corremos contra e do tempo, como Alice e o Hook... E quando paramos um pouco para ver a banda passar, percebemos quanta coisa mudou.


No final do ano passado, uma amiga me deu uma idéia de escrever sobre os nossos amigos, e contar de cada um... Foi quando eu fundei o “Aventuras e Desventuras”, com a morte do meu pai, minha inspiração se esvaiu... deixei de lado como um sonho inacabado... Talvez fosse difícil reconhecer que parte dessa paixão pela amizade verdadeira tenha vindo dele... Herdei do meu velho, muitos amigos queridos e essa “coisa” de ser amigo... não falarei de todas as pessoas que considero pois ficaria dias e dias falando... mas de pessoas que fazem o meu dia-dia mais agitado e colorido...

E nesse dia, aproveitando “os embalos de férias-sábado a noite”, não podia deixar de falar dessas pérolas que eu descobri na minha vida... E mais uma vez agradeço! Desejo paciência a quem ler, pois para uma semana corrida, não terei tempo de postar, eis que será uma leitura um pouco extensa... E lá vamos nós!!

GENTE HUMILDE

Tem certos dias em que eu penso em minha gente... 04 xícaras de Como Nossos Pais do Belchior, 02 colheres de sopa de Meu caro amigo do Chico Buarque, 01 colher de chá de Wish you were here do Pink Floyd, 03 ovos de Help dos Beatles, e uma pitada de S.O.S. do Raul Seixas para terminar a bagunça, a loucura, a alegria, o carinho... de que é essa minha Gente Humilde!

“Nascidos no início da década de 50, incompreendidos, pois tinham pensamentos muitos à frente daqueles que os rodeavam, fundadores e apreciadores da cultura difundida nos anos 60, curtiram tanto os anos 70, sofreram muito com a repressão na época da Ditadura Militar, não agüentaram as mudanças dos anos 80, e partiram para lua com o seu moço do disco voador, num domingo, missa e praia céu de anil, com idéias de curtir as tantas estrelas por aí...

Mas no decorrer da viagem, ocorreu aquele tal de Big-Bang levando todos e tudo para lugares diferentes... Alguns até viraram estrelas, como Raulzito, e a nossa querida Elis... Outros pegaram carona com um molequinho que se dizia príncipe e estava fugindo de uma rosa furiosa, e voltaram para o Planeta Terra... Decidiram nascer ainda na década de 80, para dar conta de implantar a idéia de uma nova juventude e consciência...

Embora ainda muito jovens... eram telepaticamente ligados devido a força que os unia... Foram parar na mesma pequena cidade, na mesma escolinha, onde “meu lanchinho” era a música da época... Ali cresceram e escreveram suas histórias...

Cresceram ali naquele lugarzinho, fim de mundo, que as vezes parece Deus esquecer. Embora, muito pequeno, com pessoas de mente pequena, é ainda hoje, um lugarzinho muito amado... onde ainda pode-se andar sem medo de “perigo na esquina”... E quanto a idéia de que um dia de aqueles nos venceram é falsa... pois o sinal nunca está fechado para nós... porque ainda somos jovens!!

É impossível não falar sobre os tempos de escola, ali foi o grande palco de grandes acontecimentos... pois foram os tantos que quiseram, que esbravejaram, mas nunca conseguiram... pois preferíamos mesmo era participar dessa metamorfose do que ter as velhas opiniões formadas sobre tudo...”

Os apelidos, brincadeiras, as brigas e reconciliações, e os infinitos “eu te amo de amizade”, nos marcaram muito, nem mesmo a distância pôde desfazer uma amizade tão forte. Cada qual com seu jeito peculiar... com quem passo horas conversando e rindo seja lá sobre o que estivermos falando...

Gra, amiga poliglota, com suas manias de colocar apelidos, e fazer caretas desconcertantes quando estamos rindo, e de dizer eu te amo quando está “alegre”, e se não fosse por ela eu não teria decorado “Angie” ou “João e Maria”, eu sou a amiga Tanis que ela mais ama!

Flavinha com a aquela cara de gente arisca, para quem não a conhece, dona de um coração enorme, que deixa depoimentos amáveis quando se precisa dela, mas que vêm com a ordem para apagar, pois afinal ela tem aquela “pose”;

Naty, um coração sensível demais, amiga para todas as horas, da indecisão de uma roupa para sair, para atender ao telefone as 6h00 da manhã quando o meu pai se foi. Sair com ela é uma aventura... pode acontecer de tuuuuuudoo! Ela é a Klersu que a gente mais ama!

Sasá, meu herói favorito, um exemplo de perseverança e persistência, ele é para mim melhor que o Power Ranger Azul, apesar de ter comido meu cachorro quente na época da escola (não que eu não tenha perdoado hahaha);

Lineee! Mara é a palavra que a define. A gente se estranha, mas a gente se ama.

Nathália, amiga que abandonou o barco em 2001, para estudar com os metidinhos da outra escola (hahahahaha), extremamente pontual, (exceto o último sábado hahaha), eu A-D-O-R-O ouvi-la tocando “Como eu quero” do Kid Abelha!

Lui, amigo muito querido, futuro papai (e eu futura titiaaaa), a quem desejo boa sorte nas fraldinhas, devo-lhe as lembranças quando escuto algo do “Grande Encontro”.

Rô, embora num planeta a parte, nunca responder e-mails, é alguém que causa saudade;

Pupilo, “filho” de Flavinha, por quem nos sentimos responsáveis nos “embalos de sábados a noite por aí”, a quem sempre atendo as duas da madrugada, sempre me perguntando onde eu estou;

LULUZINHAS

Ao fim dos tempos de escola, eu me senti como Maysa... “Meu mundo caiu...”. Até fazer novas amizades na faculdade... As Lulus, eu arrisco a dizer, que o surgimento se deu aqui em casa. Os meninos combinavam futebol e a gente o chá da tarde. E foram vários chás... Cachorro-quente... Bolo Prestígio e Brigadeiro!

Lulisa, a magrelinha mais amada do Brasil, vive um pouco na lua, mas faz parte da personalidade calma e “da paz” dela. Ela foi a fada madrinha no dia de “contos de fada” em que a Alice e a Dorothy resolveram tomar tequilas e hablar en español (haha a gente te ama).

Jô, nossa eterna presidenta, perdida lá onde Judas perdeu as botas, mas eu morando aqui nessa cidade não posso falar nada, a não ser sentir saudade de Xuliene (por força do hábito, convivendo com a Viví).

Thaís, como ela mesmo diria, PUTA QUE PARIUU, gente boníííssima. De estupim curto, de coração enorme. Com ela não há meias verdades. Eu afirmo e confirmo, ela é a nossa miss.

Cínthia, ou diria, Srta. Dorothy, sem sapatinhos vermelhos, amiga para qualquer hora, desde o primeiro cartão de aniversário recebido na faculdade á cantorias en español no dia do meu último aniversário. Amiga é amiga e filha da puta é filha da puta, eu tomei 06 doses de tequila e ela também, eu passei mal e ela também. Dos contos de fadas à realidade cruaaaa!

Vivieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee! Há quem a gente chame de irmã, e há quem se auto-intitule membro da família. Ela que não tem um pingo de vergonha na cara conquistou a ferro e fogo um lugar na família. Vai ganhar um prêmio, por ouvir taaaaaaaaanto sobre príncipes, cross-fox, arcos, flechas e peixes-bruxa. Impossível escrever sobre ela sem chorar de saudade.

PARAQUEDISTAS

Big – (Ou Xin, ou Din-Don) É o meu ultra, mega, super, grande amigo. Uma pessoa muito mais que especial, meu Charlie favorito.

Di – mesmas histórias, ao mesmo tempo, mesmos pensamentos, quase que irmã gêmeas, só não nascidas no mesmo dia.

Luti – Morávamos na mesma cidade, e nunca nos vimos, a conheci numa festividade em uma cidade pequena próxima a nossa e daí não larguei mais. (hahahaha) “Isso não te pertence maaaais!” Adoro suas frases feitas, e quanto tenta me colocar pra cima.

Antonio – Um grande achado! Com ele tenho certeza de que verdadeiras amizades não se baseiam em cobranças, e sim em valores.

Dary – um escândalo de pessoa! Aaaaaahhh A-D-O-R-O!!! Cada risada é um flash!!

Lê – It’s very cool to talk in english and spanish with her. Cinema é uma boa pedida também, nem que seja só para olhar a fila gigantesca e optar por comer um lanche.

Termino aqui ratificando que “enlouqueceria, se morressem todos os meus amigos”... um pouquinho, mas bem pouquinho dessas grandes pessoas que fazem parte da minha vida, da minha história... "Como é grande o meu amor por vocês!!!"


E é claro não poderia esquecer de agradecer aos queridos amigos blogueiros pelos comentários e recados... e o mais importante pelo apoio e carinho sincero expresso aqui...

FELIZ DIA DO AMIGO A TODOS VOCÊS!!