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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

4 de novembro


- Você tem de tirar fotos em dias como esse!
- Pega a máquina e tira você mesma. Vai lá!
- Olha só que céu! Gostou
- Lindo mesmo!


*Saudade desse dia!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Diário de Bordo

Cac, 26 de outubro de 2009.

Capitão,

Hoje fui ao teu encontro. Sei que por ali te escondes desta vida que te pertenceu. Consola-me saber que há este lugar, onde sempre poderei te encontrar. Disseram-me uma vez que é muito bom olhar o rio quando se está triste, é como se ele levasse embora pelo seu curso todas as tristezas que há, de quem o contempla.
Acredito que nem por fotografias se explica a imensidão do rio dentro de mim. Enxerguei toda nossa vida, através daquele espelho.
A chuva logo veio e eu pude enxergar além, e não tive medo. Tenho a certeza de que parte de mim partirá para sempre, e a outra viverá de memórias e reminiscências de uma vida perfeita, ainda que diante de tantos percalços.
Perder não é fácil, e é com lágrimas nos olhos que aceito o vento, e as gotas doídas da chuva. E que a chuva traga o alívio imediato.

Até breve,

Não te esqueças de cevar os peixes e deixar que as águas permaneçam cristalinas. Não me esqueço nunca de teu sorriso.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Nota de esclarecimento...


Cantei tanto "Quero" na voz de Elis, que foi inevitável buscar "um refúgio que seja seguro"! Estou a dias de um concurso, que não é tudo que quero, mas é tudo que preciso. Estou na casa dos meus "tios padrinhos", aproveitanto para fazer uma revisão, e descansar um pouco... Como preocupação e ansiedade dão rugas, nada como cuidar da pele, e rir um pouco pintando a cara... E que fique claro não é propaganda de livro! rs.. Boa Semana a todos, em poucos dias eu estarei de volta.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Pela estrada de tijolinhos amarelos...

Primeiramente quero pedir desculpa pela ausência geral, em postagens e comentários, tenho lido mas não comentado... sabe quando a vida cotidiana suga qualquer comentário plausível sobre qualquer assunto... muito que ouvir, mas nada a dizer... e o tempo não tem sido muito amigo, às 22h estou morta de cansada sem coragem de abrir o notebook que não passa 5 min ligado, está com problemas, e brigar com meu irmão por uns minutos no computador seria impedir que a paz que tanto busquei reine por mais um tempo...

O que há de novo? Estou há dias de um dia que poderá definir a minha vida. Engraçado! Pois há um ano atrás eu estava doida com a monografia, sem tempo algum também. E o tempinho que me resta entre o intervalo de estudos e afazeres, dedico a sair, e aproveitar meus instantes aqui nesta cidade, que ora eu amo, ora odeio... e odeio por uma razão egoísta, reconheço.

Há pouco tempo descobri algo, e não consigo ler ou estudar, porque eu precisava colocar para fora, dividir com alguém que sei lá onde poderia sentir comigo tudo isso... Eu amo aqui, mas sei que não há razão para continuar aqui... Eu não posso exigir um tempo que anda não existe, para qual nem eu mesmo estou preparada... Eu amo aquela pessoa, mas não há razão para continuar um conto de fadas que não existe... e essa historia mais ou menos é assim:

Há um tempo atrás, iniciou-se um sonho: um homem casou-se com uma relutante mulher que queria ser cidadã do mundo. Vieram, pois, de lugares opostos, sonhos diferentes, e se encontraram praticamente no centro deste continente... Ele se apaixonou por um rio, e valendo-se do que seus ancestrais faziam, instalou o sonho de constituir uma família próximo a este rio, como se pudesse plantar seus "amigos, seus discos e livros e nada mais"... filhos, netos, bisnetos, alegria, amor, vida... o sonho de viver em uma sociedade longe de grandes centros, da loucura urbana, onde se pudesse parar horas para olhar o rio, e pôr-do-sol colorido neon... um sonho perfeitamente belo... acontece que este lugar se tornou pequeno para ambições saudáveis de quem quer voar... seria um sonho que deu errado?

Acreditei por muito tempo que sim! Eu cresci, mas o lugar não cresceu comigo. E dói muito ter que partir, e na verdade nem sei porque estou pensando nisso, neste momento. Mas já me acostumei com o fato de que não sou muito comum, que se alguém sente "1", eu sinto três vezes mais forte... é a intensidade meu pior defeito, mas é o que me faz ser quem sou.

Voltando ao sonho... ele não deu errado... ele se realizou... por longos 30 anos... mas simplesmente perdeu o sentido, como uma revolução sem paixão. E digo-lhes... é necessário sonhar sempre... mas não persistir no mesmo sonho, se não é o que te faz feliz... Estou como a minha casa, algumas coisas começaram a sair... outras mais precisosas já estão sendo guardadas dentro de caixas... este sonho está com os dias contados, quem quiser acreditar, estará comigo... quem não quiser, compre uma pipoca e assista... pois para quem achava que não fôssemos capazes de sonhar, depois de tudo... este é o nosso novo sonho: temporário, porém mágico.

O importante é que vamos, e eu aprendi não olhar para trás, eu demorei a fechar aquela porta entreaberta... mas agora ela está fechada... demorei a virar a página, mas está agora virada, é inevitável...

Peço licença, para mais uma ausência, pois não basta sonhar, a luta faz parte da vida... e terei algo incrivelmente lindo, uma nova jornada, uma nova saga, em um outro lugar... como diria a Srta. Dorothy, que agora mais conhecida como Dorothy de La Mancha, "Somewhere over the rainbow, way up high", deve sim existir um lugar onde os passarinhos podem voar, por que então eu também não poderia voar?

No mais, o Chico está com a esperança de deixar de ser um "Cowboy fora da lei", não tem dado problema algum, tem sido um gentleman... e está fazendo um escuro horrível.. mas eu ainda estou cantando...

Quanto ao selinho que ganhei outro dia... (peço perdão a quem me deu) somente agora é que irei postar... Obrigada a Helinha que me presenteou com esse selinho... e que eu passo à:

Nay do "Mais uma Vez"

Clarinha e seu Infinito Partiular

Candy do Palavras Paralelas

Lekkerding do Egine

Pollyanna do "Eu caçador de mim

As regras são:
Respostas:

1. Você é casada? Não.
2. Tem quantos filhos? Não tenho filhos.

3. Fuma? Só charutos cubanos (hehehehe)
4. Bebe? Sim, quando estou alegre adoro!
5. Tem compulsão por algum tipo de comida? Geralmente é Brigadeiro, mas ultimamente estou viciada em bolacha wafer de limão, alguém tem aí? o.O
6. Prefere frio ou calor? Frio!! estou dando adeus aos poucos ao calor..
7. Prefere doce ou salgado? Os dois, de preferência goiabada com queijo;
8. Qual sua profissão? Sou fera, sou bixo, sou anjo e sou mulher...
9. Último filme que você viu? "Orgulho e Preconceito, precedido de Casablanca"
10. Qual foi o dia mais feliz da sua vida? não há um dia certo, mas há aqueles em que o sol nasce, e eu sinto que amo a vida.


- Indicar 05 blogueiras para receber o selo e avisá-las!
Bem, já estão indicadas as moças, mas se o selinho referisse a "moços" saibam desde já.. iriam todos ser indicados... ^^

beijos da Morena Flor..

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A magia de ser filha...

A correria da vida tem me impedido de ter qualquer tipo de inspiração, que não seja para terminar uma peça inicial, ou atualizar-me sobre este vasto mundo jurídico... Novidades: 1- o fato de eu estar empenhada em relembrar algumas coisas do incício de faculdade, para aumentar meus conhecimentos, me preparando para algumas aventuras que vêm pela frente, tendo por principal objetivo: ir embora! 2- Decidi enfrentar o bicho papão da minha vida... além de ser a "doutorinha simpática", decidi portar a carteirinha, estudando para isso! 3 - O Chico está de escapamento novo!! Depois de fazer a graça de quebrar em plena quinta-feira a noite quando eu estava na rua com as amigas curtindo um tempo bom!

Bem, quanto ao título do post, refere-se a essa época, meio capitalista, mas que meu pai fazia questão de ser lembrado, mesmo fingindo não querer ganhar presente. Não contei o quanto era ciumento, apesar de parecer alguém totalmente liberal, nos discursos da "Mesa 14", quem conhece sabe o que estou falando. Eu era doida para ir aos barzinhos com papai, ouvir as discussões sobre a universidade, sem mesmo estar lá. Mas ele nunca deixava eu ir, e se eu chegasse de surpresa, ele me olhava com aquela cara "de quem comeu e não gostou meesmo", me perguntando "o que você está fazendo aqui", "o que você quer"... hilário lembrar! Eu, as vezes ficava, contra a vontade dele. E, as vezes, passo olhando para aquele canto, no Beto... ah que saudade.

Outro fato que demonstraria o seu jeito torto de ser, descobri uma vez quando dei de presente a minha mãe 3 pares de sandálias, por ter um pézinho, que inspirou "A pata da Gazela", a dificuldade em encontrar sapatos não infantis no número 31 ou 32. Fez ele fechar a cara durante a semana inteira! Mas logo chegou o "dia dos pais" e eu comprei o perfume de lançamento que vi nos outdoors pela rua.

Vocês já podem imaginar, não posso ver um comercial de celular que choro... por isso, digo-lhes, vou ficar um pouco ausente, até que a saudade se acalme aqui, pois não conseguiria falar de nada a não ser dele. Aos que ainda tem o papai do lado, dê-lhes um abraço por mim. Aos que não, sintam-se abraçados por mim, eu sei das suas saudades.

E... quero lhes falar sobre um novo espaço o "O menino, o Vento e a Pipa", título de uns dos textos escritos pelo meu pai. Onde serão postados, textos, crônicas e poesias escritas pelo famoso ESUARK., condinome usado pelo meu pai, nos tempos de faculdade.

Aos amigos que o conheceram, fica meu convite para os comentários e lembranças que tiverem! Aos que não conheceram, fica o convite para viajar nas entrelinhas do meu pai-poeta!


Enorme abraço, da então Morena Flor, Nayara Krause.

sábado, 18 de julho de 2009

FELIZ ANO NOVO!!

Pelo calendário "Nayarês" hoje é dia de ANO NOVO!!! Na luta da vida é assim... algum guerreiro fica para trás... mas não suas idéias, levaremos suas saudades... mas é preciso encarar o novo... e aqui começa a contagem regressiva para o dia 15 de dezembro de 2009! Esse vídeo não passou no fantástico, mas me tira gargalhadas toda vez que assisto... um pouco de mim e dos que eu amo para vocês!!

domingo, 28 de junho de 2009

Origens...


MusicPlaylist
MySpace Music Playlist at MixPod.com


Não quero o Pulitzer, nem o Nobel da literatura, quero atenção !


Dias desses tive de empreender viagem até Barra do Bugres, a 150 km de Cáceres, tão perto e tão longe ao mesmo tempo, para ganhar o suado e justo pão meu de cada dia.



Desembolsei, comprovadamente, R$ 31,95 (ironia, R$ 0,52 de seguro), pela passagem, inicialmente até barata, que se tornou caríssima a partir do momento em que entrei no ônibus de nº 2630 (tenho obsessão por anotar número de ônibus), e deu-se início à aventura que causaria inveja ao famoso personagem protagonizado por Harrison Ford.

O calor era infernal. Nem Dante Alighieri agüentaria o inferno que estava naquele caldeirão ambulante, barulhento e atrasado. Tentei acomodar-me naquilo que fora num passado muito, mas muito remotíssimo uma poltrona, que por sinal estava imunda, grudenta, de cor indefinida, desbotada pelo tempo, e comecei a meditar para não sentir o calor, não ouvir o burburinho das pessoas, falando quase todas ao mesmo tempo (como somos barulhentos). Umas reclamavam que a empresa havia vendido duas passagens para uma mesma poltrona (a mesma história de sempre), incrível como isso ainda acontece nos dias atuais, mesmo com toda a tecnologia, pensei. Basta clicar um botão, eis que surge na tela do computador um croqui de um ônibus, por onde dá para saber qual poltrona está vaga ou não, (observei isso, quando estava comprando minha passagem). Outras pessoas reclamavam, reclamavam e exigiam a presença do motorista, do cobrador, salvadores da pátria naquela ocasião, para resolveram a confusão.

Eu tentando ficar alheia, comecei a divagar. Refletir sobre os últimos acontecimentos, sobre a vida. E respirando lentamente, cerrei os olhos para facilitar a concentração. Não dá, pensei, Desconcentrei-me, não tinha como ficar alheia ao que acontecia a minha volta. Calor, sacolejo do ônibus por causa dos buracos na estrada. Ora poeira, ora lama. Incrível. Riquíssimos e diversificados contos, fatos, causos, ouvi. Prestei atenção (para passar o tempo, já que não dava para ler) às falas das pessoas (cacófatos, solecismos, vícios de linguagem, enfim.) Apropriei-me delas e as transcrevo ipsis litteris:


“um homi pegou a trainha dele e pediu pra descer aqui, não sabia aonde era o sítio de seu Miguel, não sei si si perdeu no mato. Si a onça não cumeu ele, ele chegou no destino dele.”
“Nois atolô aqui noutro dia”
“Tá tudo errado as coisas.”
“Dezesseis pé que prantei, nasceu tudinho, eu tandu em casa, águo todo dia, dá cepo de banana.”
“Vô descer no Sítio Córgo alegre.”
“Pára preu descer no sítio 7 resfriadu, motorista.”
“Tenho bagagi moço pra descer.”
“Os cara chamô nóis de viado.”
“Nois tem qui iscutar tudo quietu.”
“Tem alguém aqui será?”

Quando abri os olhos, arre égua, assustei-me com o número de pessoas que estavam em pé no corredor do ônibus. Primeira parada, mais pessoas entraram, e assim aconteceu durante todo o percurso. Subiam e desciam pessoas. Lembrei-me de que alguém me disse que motorista de ônibus pinga-pinga, não pode ver mato balançando com o vento, na beira da estrada, que pensa que é gente, e pára. Comecei a rir sozinha. Mais ainda, porque me lembrei que quando estava na Rodoviária, alguém bem maior do que eu, bota maior, perguntou ao rapaz do guichê, por cima da minha cabeça: “esse ônibus pra Barra vai tocar direto ou é pinga-pinga?”

Voltemos para dentro do ônibus. Havia além dos quarenta e poucos passageiros sentados, conforme o permitido, mais de vinte pessoas no corredor (entre elas idosas e crianças).


O calor aumentou, lógico, e o blá-blá também. Estou longe de ser Sidarta Gautama, para meditar neste lugar, pensei. Passei então, de olhos abertos a observar tudo e todos. Comecei a ler, interessada, os cartazes, adesivos afixados no interior do ônibus. Excelente, pensei, para se trabalhar em uma aula de português: “ Senhores motoristas – não corra, não mate, não morra.”; “ O valor das despesa (passagem, hotel e restaurante), serão parcelados em até 15 vezes.) “Maiores informação falar com...”; “3ª Romaria de Férias”, “Excursão de Férias.”

Pensei com os meus botões, e queria entender como há pessoas que se permitem viver situações como aquela. De quem é a culpa? Das pessoas, que não estão nem aí para nada, e se deixam carregar como se fossem gados? Ou culpa da Empresa? Ou dos órgãos que têm o dever de fiscalizar e não o fazem? Pois, até gado é melhor tratado. Na Índia, a vaca é animal sagrado, vai entender este mundão.


Da calmaria passei à indignação. Calor medonho, mistura horrenda de perfumes, lavandas, odores fétidos, nauseabundos. Não sou escatológica, mas em um ônibus lotadíssimo, onde pessoas estavam quase saindo pelas janelas, dá para imaginar os odores mais diversos, exóticos.

De sacolejo em sacolejo, freadas bruscas, seguíamos em frente, lentamente. Eu já estava moidinha, quebradinha que nem um grãozinho de arroz de terceira.


De repente, paramos na estrada, e alguém disse que teríamos de descer para fazermos baldeação.

Além do calor, protestos indignados, havia agora a escuridão da noite.


Descemos e no escuro, apenas os vaga-lumes e alguns clarões dos celulares iluminavam a estrada. Atravessamos o que chamavam de ponte, para do outro lado esperar sabe-se lá quanto tempo, o outro ônibus, a fim de que pudéssemos continuar o que teimosamente eu chamava de viagem.


Muitas gargalhadas, protestos ouvia-se na escuridão, à beira da estrada. E nós lá, à mercê da nossa própria sorte, esperando. Pensei em onça, cobra, sapo, lobisomem, disco voador, até queria ser abduzida.

Os topa-tudo, os nem estão aí para nada, os conformados, os passivos, os estamos aqui para qualquer coisa, os jovens universitários que iam para os Campi de Barra e de Tangará, começaram a cantar, contar piadas, rir da situação em que estávamos, e eu quietinha, pensando, olhando o céu, deslumbrada diante daquele imenso tapete negro, salpicado de estrelas que mais pareciam diamantes. Ao longe, escutavam-se trovões, relâmpagos riscavam o céu. Só falta chover, pensei.


Enfim, após longa espera chegou o outro ônibus, de ré, e retomamos o que cismo em dizer que é viagem.

Mais paradas, mais passageiros. Parecia que o ônibus iria explodir de tanta gente, parecia lata de sardinhas, panela de pressão, todos espremidos, esfregando-se uns nos outros. Calor, odor fétido, cansaço, sacolejo, peças rangendo. Pessoas em pé escorando-se nas que estavam sentadas e incomodadas.


Mais uma parada. Sobem algumas senhoras; uma delas com uma garotinha de olhar cansado, medroso, ressabiado, com enorme ovo de Páscoa em uma das mãozinhas. Agarrava com tanta força o ovo, como se fosse o bem mais precioso, talvez realmente significasse muito para ela.

Eis que chega o todo poderoso cobrador, e indaga à mãe a idade da criança. Ele não acreditou quando ouviu que a menina tinha quatro anos. Exigiu a Certidão de Nascimento, pois paga-se passagem a partir dos cinco anos. Diante da resposta da mãe, que não portava tal documento, constrangeu-a, humilhou-a, ameaçou-a dizendo que era ordem do juiz (que peso tem esta palavra para as pessoas que sentem medo de autoridades), embora o juiz não tivesse nome. Advertiu-a que seria a última vez, e que na próxima não embarcaria.

Diante da cena, mais indignada fiquei, e pensei, com que moral a Empresa por meio daquele cobrador exigia o famigerado documento da mãe, quando não poderia prestar um serviço decente, digno. Não poderia cobrar documento, valor da passagem da mãe, quando não ofereceria lugar para sentarem-se. É ilógico, incoerente.


A criança assustada, agarrava-se cada vez mais na perna da mãe, que envergonhada, após o entrevero, tentava equilibrar-se entre um sacolejo e outro. Dava tapinhas amistosos, carinhosos nas costinhas da filha, como se estivesse dizendo que tudo estava bem. Mãe é mãe.

Fechei os olhos marejados de lágrimas. Senti-me menor do que já sou, impotente diante da cena. Que país é este?


Recordei-me, oportunamente dos integrantes do Estradeiro, quando há mais ou menos três anos, se aventuraram em seus ostentosos e confortáveis carros, brincando de conhecer a realidade do nosso Estado, eu os desafiaria a viajar num ônibus que saiu da Rodoviária (?), não sei se se pode chamar aquele depósito fétido no centro de Cáceres de Rodoviária, às 16h30, e que chegou ao seu destino, Barra do Bugres, às 23h30. A propósito, qual é o destino da taxa de embarque paga por cada passageiro, cujo valor é de R$ 1,75?

Desafiaria as autoridades políticas federais, estaduais, municipais, populistas, que dizem ser amigas do povo, proprietário(s) da empresa, a viverem essas cenas sem indignarem-se, em uma estrada que já foi asfaltada oficialmente.


Em nome daquela menininha de olhar cansado, assustado, e que me fez chorar, resolvi escrever e compartilhar minha experiência, pois há pessoas que sabem se defender, outras não, estão entregues à sorte miserável, se der azar na sorte, se dão bem. Deus proverá tudo, dizem os resignados. Só pelo poder divino, pois está cada vez mais difícil confiar em quem tem o poder (que aliás é passageiro, dura 2, 4 ou 8 anos, mas passa) nas mãos para mudar algo em nossa realidade e nada faz.


Orion, o labrador lá de casa, é mais confiável, mesmo quando ameaça com seus quase 60 quilos, pular para cima de mim. E mesmo assim, não sinto medo.
Não quero ser Diogo Manardi, mas tudo ao meu redor conspira para isso, serei ovacionada por uns e execrada por outros. O que fazer?! Segundo o filósofo Bambam, faz paaaaarte. Decidi enterrar meu título de eleitor. O ano que vem está próximo.

Margareth Krause
Cidadã brasileira!

* Essa estrada Cáceres-Barra do Bugres fora asfaltada 3 vezes, no papel. Era a estrada que meu pai pegava para trabalhar, antes dele ficar mais doente. E é ainda a estrada que a minha mãe segue quase toda segunda-feira com olhos cheios de lágrimas. Não, a minha mãe não é fresca. É que tudo faz parte de uma luta antiga e uma política podre que se instalou. Desde que meu pai ficou doente, minha mãe não foi mais para lá, mas não conseguiu a transferência que lhe era de direito, por uma simples perseguição política. E se não fosse trágico, seria hilário, meu pai morreu. Eu, não faço parte dessa hipócrita instituição, apesar de ser "filha", e posso dizer que se tratava de perseguição política, e tudo por um mal entendido misturado com aquela ganância política, que vemos todos os dias na televisão. Mas o que me consola é que um dia impérios construídos em bases fracas, caem. Mas eu não estou mais preocupada com impérios alheios. Estamos na luta para conquistar sim outros lugares. Como eu disse em post anterior, mesmo de cabeça baixa, um dia vamos cobrar com juros. E finalmente a estrada está sendo asfaltada...


* *Outro dia estava conversando na aula de inglês se criatividade viria da família. Apesar de conhecer casos que não, devo o gosto musical, literário, o pensamento de aspecto revolucionário, aos meus pais. É claro, ainda não estou lá, mas chego. Sempre gostei de poesias, mas ultimamente me interesso pela prosa, então estou a aventurar para aprender e colocar no papel algumas idéias. E com a semana corrida que estou tendo, ainda não consegui escrever sobre o que eu queria. E claro com aquela tristeza e raiva contida contribuiu para a falta de inspiração. (Eu estou mais calma! :D) Espero que tenham gostado do texto acima, é de Mamita!
E no mais, eu estou melhorando no Español, e no Eglish! Y trabajando mucho! O Jusé está meio estresado com os trabalhos de escola, principalmente uma animação que ele vem fazendo sobre Antonio Conselheiro, que vou postar aqui para vocês assistirem!! Essa semana vamos nos dar folga assim que julho chegar. Só fica a saudade de Papai...



*** Eu prometo que trago as poesias de Papis...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Coisas de Vovô...


"Ôh, Caboca, escuta essa..."
"Há três pessoas perigosas no mundo: Moça que ganha presente; Menino que acha coisas na rua; E Homem que tem visagem;"

"Moça que gosta de lentilha, casa mais rápido."

"O Professor chegou na beira do rio e tinha um catraieiro. Catraieiro, é uma daquelas pessoas que atravessavam as pessoas a remo de um lado para outro. Aí ele disse: - Catraieiro, me atravesse desse pólo aquele hemisfério. Aí o Catraieiro ficou assustado e disse: - O quê? Cemitério? Aí o professor respondeu: -Olha se for por ignorância eu te perdoo, mas se for zombando da minha alta "fisopopéia", eu te darei com essa bengala fosfórica no alto da sinagoga e te tranformarás em ossos cadavéricos... Aí o Catraeiro deu um pulo para trás e disse: - Chega professor! Que com toda essa bagagem a minha canoa alaga!"


*Ouvi uma outra versão da mesma estória que dava para distinguir a palavra que meu avô diz, e que eu não consigo entender. Acredito que na música "Vo imbolá" do Zeca Baleiro, dá de se ouvir corretamente, no entanto, como me interessa muito mais guardar a preciosa estória de vovô como eu ouço desde criança não fiz a correção no texto acima. Minha intenção era colocar para vocês ouvirem, mas não consegui.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Carta ao Poeta


MusicPlaylist
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"Ioiô,

Seria mentira se eu dissesse que tudo anda como antes... impossível ser sem a sua presença aqui. Sei que não devo chorar, que devo levar a vida, mesmo as vezes sem coragem, e a maior parte do medo que sinto vem de mim mesma, seria injusto culpar "a sua hora" como motivo das minhas lágrimas escondidas no dia-dia...

Crescer, não é fácil! Contudo, esta carta não é de tristeza! Só de saudade! Maybe, para colocar para fora tudo o que estou sentindo, sem prender a ti dentro de mim... seria injusto demais... egoísta demais!

Outro dia, estava conversando com um amigo, é difícil entender que alguns males vem para o bem... vale para perceber o quanto a união entre nós foi importante e continuará sendo... pois para mim nunca será "éramos quatro...", ainda somos... Mesmo você tão distante e tão perto...

Eu sei que está bem e está vivo... eu entendi o recado no meu sonho... mas é que depois eu levei a vida numa embriaguez... quem sabe uma forma de fugir da falta que você faria... Hoje vejo como o silêncio se fez presente todo esse tempo...

As vezes eu escuto você brigar comigo, me chamar a atenção... as vezes escuto você me acompanhando em "Chega de Saudade"... e me sinto sozinha quando o Eric e a Mamãe começam a viajar na maionese e não tem ninguém para me apoiar nas nossas idéias...

E estou sentindo bem, assim triste, assim saudosa, mas bem... porque quero que fiques bem... nunca deixará de ser o meu amor... razão de minha saudade maior...
Entendi o que me cabe neste momento da minha vida... chorei sim caprichosamente por vários momentos... na minha insignificância sim... e só por mim... lamentando de não TER aquilo que quero, sem me preocupar com aquilo SOU... e com aquilo que TENHO de mais precioso... Um Porto Seguro!

Para quê a pressa? Não é meu Pai.

Desculpe, se fui as vezes um pouco mesquinha em nunca ter entendido... a família é a base de tudo. Recordo-me de tudo que passamos desde julho de 2007... no quanto mudei... no quanto amadureci... só não tinha entendido e nem queria aceitar o meu dever... e a minha prova de paciência. Todos os acontecimentos foram para nós todos entendermos o quanto precisávamos estar unidos, acima de tudo.

Foi preciso, eu gritar, magoar e ouvir coisas tristes para entender, antes tarde do que nunca... E eu te peço não fiques preocupado com a Mamãe... derrubamos uma barreira que nunca deveria ter existido...
E não! Eu não vou me conformar! Eu vou sim lutar! E vou conseguir o que quero, na hora certa!

No mais, estamos bem! Com saudades todos os dias! E desculpe se as vezes choro, como agora, mas é que eu sou assim mesmo, gosto de me lembrar do que passou e como foi bom! Não é um choro de tristeza, e sim de saudade porque aconteceu... aconteceu!

Eu só sinto, pelas noites que não conseguirá me irritar na hora da novela da Globo, sempre odiamos os mocinhos, mas era divertido ouvir você satirizando todos, mesmo que fosse nos momentos mais emocionantes... Sinto pelos filmes que não veremos mais juntos e que você insistentemente não poderá dizer que já assistiu todos mesmos os não estreados no cinema... Sinto pela Bohemia que não beberemos hoje, e pelo Vinicius e Chico que não ouviremos juntos, acho que você prefere ficar ao lado dos anjinhos tocando harpa (ha ha ha)... Sinto pela peixada que você não poderá fazer hoje, mas não sinto pelo fato de eu ter que cortar a cebola... E sinto pelas fotos que seriam tiradas as quais você sairia com cara de bunda...

Mas, eu não sinto, nenhum um pouco, do fundo do meu coração... falta do seu rostinho triste, chateado, doente, e sem vontade de cantar... aquele rosto de quem perdeu esperança na vida... pois, antes da minha apresentação da monografia, eu senti que você iria partir, e me doía tanto te ver daquele jeito... vivo e sem vida... eu prefiro você assim, como no meu sonho... forte e bem... e repito: "Obrigada, por me ensinar a cultivar esse sentimento pela vida: a Paixão!" E prometo que mesmo diante das dificuldades, eu vou cantar!

Mesmo diante da saudade eu vou cantar! E vou fazer o possível para "reinventar o amor"! Eu te amo!

PS.: Converse com o Chico para ele ser legal comigo!

da sua Iaiá..."

Hoje, é o dia do Ioiô, meu coração não quis falar sobre outra coisa... a saudade está além da conta... Não quero deixar a impressão de dias tristes, mas sim dias nostálgicos... Eu me sinto com medo e feliz... Depois da quase depressão pré-aniversário... o aniversário foi ótimo... E para quem quer saber notícias de Alice e Dorothy... eu não sei explicar, mas depois de 6 doses de tequila... se transformaram em Cinderelas... e aí todos já podem imaginar... a fada madrinha... a ábobora e os sapatinhos de cristal... e o mais importante... voltar da rua antes das doze badaladas... 00h00 estávamos em casa... eu insconsciente! Não conto o que aconteceu, pois realmente não me lembro! ^^

E se eu não lembro eu não fiz! Cantar música sertaneja em espanhol? Não eu Nego!

MINISTÉRIO DA MORENAY FLOR ADVERTE: NÃO VIVER "O QUE HÁ PRA VIVER" PODE CAUSAR SÉRIOS RISCOS DE AMARGURA.

Meu Tarot pessoal que o diga com aquela "Rainha de Espadas"... por isso estou tentando viver a vida simples como ela tem sido... sem muitas exigências... e sem pressa de chegar...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Rompendo o silêncio de dias...



"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."


Cheguei da biblioteca e fiz o de costume. A água para ferver e as flores de camomila na xícara, outro tranquilo final de tarde. O dia resolveu chorar e se pintar de cinza. Subi para o quarto liguei o computador, a porta para o descanso, nada de leis, nada de concurso... apenas me dou a liberdade de apreciar as poesias, contos, o conhecer novas vertentes, sentir-em coração de outrem...

E comecei a escrever sobre um domingo na praça, mas devido as circunstâncias da vida, eu resolvi com todas as minhas forças me libertar desses pensamentos de que "o que seria da minha vida se ele estivesse aqui"... e eu já falei tudo o que tinha para dizer, chorei o que tinha para chorar, esbravejei maldades, mas nada voltará no tempo e será como antes... á começar eu não ou mais a mesma pessoa quando o conheci... eu nunca escrevi sobre a "nossa verdadeira história" aqui no meu canto particular... Talvez fosse o medo dele ler sobre o que eu sentia e entender tudo errado... realmente apostar todas as suas fichas num amor e tudo desabar no dia seguinte é desesperador... Mas tal domingo e a história toda agora está enterrada... foi queimada e agora enterrada!

Ao tempo que desisti de falar sobre o que me entristecia... Não pôde um convite passar despercebido... E de repente me deparo com Borges... um dos preferidos do meu pai... foi impossível não lembrar de uma de nossas conversas... e mais uma vez o tempo parou e eu fiquei em silêncio tentando ouvir a voz dele dentro de mim... E como se não bastasse, tinha ainda a saudade de dividir com ele boas palavras... A "leitura Germaneana sobre a leitura Borgeana" muito me emocionou...

A primeira lembrança que tive foi de um dia estar com sono, mas numa luta para não dormir... e uma melodia que meu pai insistia em cantarolar... "Ioiô..." e por incrível que pareça, foi a única que não aprendi a cantar com ele... a minha música de ninar... De volta a leitura, chorei ao ler a poesia, que o Germano colocou ao final do seu texto... "a molhada tarde me traz a voz desejada de meu pai que volta e não morreu...

E a pesquisa se deu com êxito, achei a melodia que trazia meu sono..."Linda Flor"... um samba canção de 1929...

De forma infantil, desesperada em saciar a minha saudade... me consolei ao ler e repetir para mim mesma... "de que não estamos mortos depois da morte"... Estava chovendo, já havia terminar de ler... cerrei meus olhos e deixei-me levar na voz de João Gilberto e sua filha...

Eu demorei a escrever este fato aqui hoje, talvez tenha sido o destino... porque dias depois sonhei com ele... e ele me dizia... "-Filha, eu estou vivo!"... E acabei fraquejando durante esses dias... Eu tinha tantas coisas a escrever... esse post de hoje deveria sim ser sobre uma boa saudade e não só uma confissão, pois só tive vontade de dormir... e mais nada... eu parei tudo nesses dias... para o nada e para o medo.

Mas estou voltando aos poucos... desculpem-me pela ausência...

segunda-feira, 23 de março de 2009

Diálogos em Família...


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Era uma vez um dia, como outro qualquer na casa de uma família Normal(???)...
Mamita: - Filho, olha só, comprei esse tanto de carne, e vocês nem irão dar conta de comer...
Jusé: - Pois é, tem essa carne moída, mais a carne no congelador, e se gente quiser direto da fonte, tem aquela vaca no quintal...
Mamita: - Que vaca?
Jusé: - Aquela ali... no quintal... Oras!
Mamita desprovida de noções de interpretação de uma tirada sarcástica de seu filho, se dirige para a porta para ver a vaca a qual ele se referia...
Mamita: - Ah! Vai #$%¨&**&%$# Jusé, achei que fosse de verdade!!
Jusé: - Nay!!!! Vem aqui!!! - e quase morrendo de tanto rir conta o fora da mãe, é claro que esse episódio seria relembrado por muitos dias - Eu falei para Mamãe, blá, blá, blá...
Num outro dia...
Mamita: - Gente, vocês precisam ver o cacho de banana...
Eu: - Banana, onde?
Jusé: - A banana que cresceu na testa da vaca...
Eu: Ha! Ha! Ha!
Mamita: - Na Bananeira, né! Ah! Pára É!
Jusé: Muuuuuu!
No almoço...
Mamita: - Come logo esse resto de macarrão, É!
Eu: Deixa para o Tobby!
Jusé: Deixa para a minha Vaca, Musa taurus...
Mamita: ¬¬ Não vai esquecer essa história?
Jusé e Eu: Ha! Ha! Ha!
Cada hora é "pego um para Cristo", e instantes depois deles apelidarem todos os meus ex-namorados, e rolos... os quais fiquei com os dedos "coçando" para publicá-los de tão engraçados...
Eu: ÉÉÉÉ! Como foi mesmo que a mamãe disse aquela hora??
Mamita: ¬¬ Não acredito que você está escrevendo sobre isso!! ¬¬ - gritando lá de cima.
Eu: ÉÉÉÉÉÉ!!!! - o procurei pela casa, e o encontrei na varanda lá fora.
Jusé: Xiiii! Fala baixo vai assustar o côco... - abrindo um côco "violento"!

* Uma foto do quintal e da citada vaca. Meu irmão depois que começou a ter aulas de física com o Bosco (meu ex-professor), tem tido manias estranhas, de ver galinhas e vacas por aí.
Eu ia escrever hoje sobre o Chico, integrante de nossa família. Quem me tem adicionada no Orkut, sabe que eu estava até me preparando, fotos e fotos para homenagem a ele.
No entanto, ontem "fui dar uma volta na praça" (maldito costume provinciano)... e a inspiração fora toda por água abaixo... rendeu mais um capítulo para a minha personagem sem nome... prometo que falarei claramente... aguardem!!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Eu confesso!!!


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Music Playlist at MixPod.com



Votei sim no BBB9! E assim sendo tenho minhas razões: Domingo é dia de sono sagrado, aquele sono que deve ser para fins de descanso, já que toda segunda-feira é “braba”! Se ainda não existisse o problema da insônia, a minha mãe está com uma mania terrível, ao tempo que fica em casa assiste à televisão até cair no sono (Não preciso dizer que não tenho mais a minha adorável “Tv por assinatura”, que por ela eu dormia na sala). Portanto ficamos a mercê da programação brasileira, não que a estrangeira seja boa e perfeita (se fosse perfeita o Brasil deixaria de copiar programas como esses “reality show”), mas é que as vezes o bom senso lá prevalece.

Ah! Claro, tenho de explicar o porquê de eu não estar no meu quarto dormindo “o sono dos deuses”, além da insônia, tenho um problema sério com pesadelos, e daí se corro para a cama da mamãe? Os meus pesadelos são “trash”, e enquanto eu ter a minha mãe correrei para a cama dela!

Então, estava eu lá dormindo naquela enorme cama, com aquele sono decorrente da minha inércia de domingo que “de repente... não mais que de repente”... sumiu!!!! E me dei conta do porquê! Tinha uma voz estridente ao fundo da trilha sonora do ar-condicionado... era a “Naná”! Que inferno!!! Eu até lutei, fechando os olhos com força para ver se recuperava meu soninho amado... mas nada! ¬¬ Só tinha na minha cabeça os gritos estridentes da “Sister Naná”!!

Resolvi me aliar aos inimigos assisti ao programa até o final, e eis que surge uma oportunidade de revanche, me senti a própria Eve ao lado de V, de “V for Vendetta” e por uma sociedade menos alienada... E não é que a “Naná” foi para o “paredão”!! (Nossa, desculpem-me os fãs, mas isso me soa patético). E pensei: “- Vou votar nessa mulher!! Por um sono mais tranqüilo!”

Nada contra pessoas de idade, trabalho com elas todos os dias. Gente pobre, humilde, idosa e carente de atenção. Eu adoro o que faço, e adoro conversar e ouvir histórias que essas pessoas me contam todos os dias, pelas manhãs. É como se todo dia de manhã eu conversasse com meu avô. O que me irrita, é esse tipo de programa mesmo!

E só essa semana fui me atentar para a chamada do “BBB9”, meu Deus é a nona edição!!! São nove anos de alienação pura!! E o povo brasileiro adora, esse “Coliseu americanizado”! Já ouvi muito de que isso é bobagem da minha cabeça: “- Morenay, o programa é ótimo, o Bial é quem escreve as crônicas, e sobre os participantes!”. Sim, e daí!

Eu li e assisti “1984”, (há quem diga que George Orwell tenha plagiado essa obra de um outro autor, desculpem a ignorância de não saber de quem, mas a memória está falha hoje, mas li em um artigo da “Caros Amigos”) e me assusto com aquela imagem que ficou gravada aqui do Big Brother e a incessante idéia de vigiar-se e vigiar o outro. E vejo isso nas pessoas, (pode ser paranóia) e na falta de percepção de ver o que acontece no mundo. Nos juntamos para votar em “Sister Fulana” porque ela disse $%#*&)@#$%&* ao “Brother Sicrano”, e esquecemos de ver o que acontece no Brasil, no mundo.

Não tinha me atentado que se tratava de algo tão sério, ao escrever para o blog, assisti ao trailler do filme e me lembrei da passagem do livro, em que havia um momento, que eram reunidos os cidadãos para expressarem o seu ódio ao traidor do governo. Ao que me parece, o país PARA para expressar na televisão sua opinião sobre um dos "Brothers".

Não olhamos nem para o nosso próximo na rua, um bêbado que seja dormindo na rua, quiçá dar atenção a uma criança que passa fome do outro lado do atlântico. Não estamos interessados no que é feio, no que é nojento, no que nos causa repulsa. Claro, se eu fosse homem, não desgrudaria os olhos do BBB9 com tantas demonstrações explícitas de “venda de imagem”. E depois nos perguntamos como a maior parte da nossa juventude está fútil, ou sem perspectivas de luta por um mundo melhor. E não é só isso há tantas coisas a serem discutidas por esse mundo afora.

Em nove anos nunca estive tão passada como estou agora. Eu me corrompi, cheguei ao ponto de fazer uma bobagem dessa! Eu cansei de falar sobre, e muita gente sabe que não faço gosto do programa. Mas se não podemos contra eles, o melhor é aliar-se, pelo menos a televisão ficará ligada, e agora eu poderei dormir melhor (espero!). E acordar melhor, para fazer a minha parte, tentar fazer esse mundo um pouquinho melhor. Mas eu quero fazer mais... muito mais... eu me sinto em dívida... “Eu gosto dos que tem fome, dos que morrem de vontade...”
*Caros Leitores, os posts agora serão acompanhados pelas músicas que os fundamentam (não achei outra palavra...)

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

E não é que as rosas falam...


Quem em sã consciência falaria ao contrário disso? Sim, de acordo com meu pai "a megera da ex-mulher do Cartola". Meu pai sempre contava esta história quando por acaso ouvíamos "As rosas não falam", do grande poeta e compositor Cartola... eu cresci no meio de músicas assim... Mas o mais engraçado é que meu irmão também... fui sempre dada a poesias... e filosofias... e mamãe está sempre certa de que sou completamente coração...
Ele não... "cientificista" de dar raiva, como diz meu pai...

Como estou em final de faculdade... como já disse aqui, várias vezes, vão até enjoar de eu lembrar que era para eu estar escrevendo sobre o tribunal do júri e seu discurso, ao invés de estar aqui postando... (ah! eu não me aguento, precisava dividir o último domingo em família!!) Pois é, não estou ficando em casa, porque estou na casa da vovó, para estudar e como todos sabem para tempos de engorda... (eu só como hahaha! monografia dá uma fome!!) Então, domingo, almoço, costela assada, conversa vai e conversa vem, aquelas tiradas de sarro da mamãe que troca os nomes de tudo... e eu não entendo como pode ser uma exímia professora de português, gente eu juro!! Dentro da sala de aula, impecável, fora uma comédia em pessoa!!
Eis a conversa eu puxei:

Eu: Pai, você viu o comentário dos 100 anos do Cartola, no jornal da manhã, eu não sabia que ele só gravou o LP com 60 anos de idade...

Pai: É, ele era um artista imcompreendido... não tem a música, então ele costumava falar com as flores, e a mulher, a megera, a ex, não a dona Zica, então ela dizia "para de bobagem homem, as flores não falam"... ele ficava conversando com as rosas... e ela... sabe não é...

Eu: Ai! Essa Música é linda não...

Mãe: Lembra, que estudamos na literatura, essas músicas brasileiras... ( minha mãe me deu aula no ensino médio, de literatura)

Eu: Lembro sim... - e começo a cantarolar - mas que bobagem as rosas não falam... simplesmente as rosas exalam - fui interrompida pelo meu irmão.

Irmão: Ah! Foi comprovado cientificamente que as rosas, as flores em si, falam... mas é que elas soltam gases... de acordo com estímulos exteriores - até aí tudo bem - um cientista, pegou uma tulipa e fez uma experiência, e observou que o gás soltado ao ser analisado por uma máquina específica, produz um som que se equipara ao som de uma mulher gritando - e nós na mesa atentos ao momento aprendizagem - Então... as flores falam... mas falam peidando... he he he!

Eu: ¬¬

Papai: ¬¬

Mamãe: ^^' - ela sempre faz essa carinha -

Resultado: as flores peidam... e assim terminamos uma discussão sobre música, Cartola, flores, rosas... e a poesia??? que importa a ciência explica tudo!! E eu to quase convencida Rita, eu juro... quase... que tudo vira bosta!!!

* Pedido de Desculpas: Cartola, desculpe-me! Mas é meu irmão, eu sei, foi criado no mesmo lar, mas ele é assim mesmo... torto! rs... E viva os 100 anos desse compositor maravilhoso...

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O Triste fim da saia esvoaçante...


Às tardes de quinta -feira... o relógio aponta 16h15... é preciso correr a um tempo que lhe pertence... roupa fresca, sapato baixo para que não doa o pé...

Não há o toc-toc, pois não se tratam de tamancos pela rua...

A música no volume máximo, nada muito alegre, mas também nada muito triste... apenas ao ponto para poder inspirar o desabafo... o próprio eu que tanto se angustia por essas horas...

E segue assim, pela rua onde brincam as crianças... na praça, os idosos aproveitando o calor intenso... E assim escolhendo o trajeto certo para uma coincidência provocada... chega ao seu destino!

Antes da porta escura de vidro... é uma "persona" e através do vidro como quem através do espelho... ela chora... Ela pede socorro... Ela é mais Eu!

Lá ela pode gritar, acender um cigarro sem ser repreendida... pode até ser mesquinha e cobiçar o alheio... Pode sentir-se perdida, feliz, triste, irada...

Pode, quem sabe, amá-lo, mesmo que seja só por um instante... Pode esquecer as leis e se preparar para o "Grande Truque"!!! O do desaparecimento de uma menina triste, para uma quase mulher assim... como qualquer outra, sorrindo porque convém...

No entanto, há tempos ela anda cansada... cansada...

E daí a questão: Procurar a morte é sim um ato de covardia por não se ter coragem de enfrentar a vida?

E daí se vivendo... não há coragem para se viver a vida que se quer viver... pensando assim... melhor seria morrer...

A atriz está cansada de ter de se maquiar todos os dias... Quer ser bailarina e dançar aos sons dos bandolins e se estes não tocarem? Que seja aos sons da gaita e dos violões...

Mas voltar a representar... Jamais!!

Sai de lá, e a porta escura de vidro se fecha às suas costas, triste, com os olhos "embotados de poeira e lágrima"... e ao sentir o vento em sua cara inchada... se encoraja de tal forma que até mesmo sua saia põe-se a empolgar, deixando que o vento a leve, como ele queira que ela dance...


E a cada passo dado, um olhar passado com a saia
esvoaçante... Faz com que ela a pegue com as mãos, quase que sem jeito...

E quanto a tempestade que vem, quase da cor dos olhos da moça... ela anda mais rápido, pois é preciso voltar a vida real e fugir da chuva!

E quanto a saia? Que ela sossegue, não será possível o banho de chuva!

Quem sabe... uma pipoca na praça... metade doce... metade salgada e ver os meninos brincarem à beira do rio??

Não! Não será possível! A chuva está vindo!!


E quase em frente a igreja começa a chuviscar... a tempestade cada vez mais próxima... é preciso se apressar, pois a chuva vai chegar!

Ah! Que ela venha e me molhe inteira... que afogue todas as suas mágoas e lave sua cara pintada e se sinta como eu... Mas não... é preciso correr!

Quase subindo a rua de seu destino final... ela ainda olha para lá... lugar tão amado... onde o o sol se põe... e chega até ouvir os acordes e lembra da chuva... Um Relâmpago!!! Poderia tê-la acertado...

Até que seria bom! Morreria... acabaria com essa vida insossa e não seria chamada de covarde... e sim... Mátir!!!

Mátir!! Morreu porque amava o vento!!

Sim... a saia...

E quem disse para não olhar para trás... quem sabe ele esteja passando por ali e possa lhe dar um apreço... preencher o dia com aquele sorriso maroto..

E assim... ela sobe a rua, encontra crianças na escola... rompe o portão... diante da entrada daquela humilde casa... aquele quintal onde brincara a vida inteira...



*É, minha gente voltei! Vim contar essa história da saia que queria tomar banho de chuva! O tempo foi gentil ontem a noite! Quanto ao enterro daquilo que nunca foi um dia, este foi esquecido, pelo tempo, há certas coisas que pedem para serem esquecidas, pois há outras em nossa vida pedindo atenção... Ainda estou encantada com aquela invenção... não apaixonada... mas literalmente encantada... até uma carta ele ganhou... que aqui postarei em breve.. Abraços saudosos... até o próximo...

sábado, 13 de setembro de 2008

Esse pileque homérico no mundo...


"De que adianta
Ter boa vontade
Mesmo calado o peito
Resta a cuca
Dos bêbados
Do centro da cidade..."

E não é que a minha inspiração voltou... mas ainda estou terminando de escrever o que eu iria postar hoje... tive vontade de falar sobre uma outra coisa aqui... E sendo assim, mais uma vez de volta no tempo...

Eu deveria ter de 10 a 12 anos, não me recordo bem, e sempre gostei de brincar na rua, apesar da minha avó nunca deixar eu sair de casa, eu mentia que a minha mãe deixava eu sair e ia pra rua brincar com meus amigos daquela época.

Eu morava na casa da minha avó, que fica ao lado de um colégio, e o portão deste ficava, as vezes no fim de semana aberto, e quando não ficava, nós pulávamos o portão, para brincar no parquinho que tem até hoje lá.

O colégio era dirigido por um grupo de freis, então, sempre iam pessoas pedir comida, ou roupa por lá. Pessoas bem humildes. E num desses dias que o portão estava aberto, eu, a minha amiga de infância e o irmãozinho dela, entramos para brincar. E ao entrar, vimos que tinha um senhor, mal vestido, e que parecia que estava bêbado, sentado em um dos bancos perto do parquinho.

Eu fiquei com medo de ficar no parquinho, sei lá porque, talvez seja, pelos tantos avisos: "cuidado com estranhos", ou "cuidado com o homem do saco que leva criancinhas"! Enfim, acho que foram tantos avisos, que até hoje ainda tento me livrar de alguns.

E então, ficamos jogando bola, bem longe do "senhor maltrapilho". E eis, que eu estava de costas para ele, e no que eu não consegui segurar a bola, ou rebatê-la, ela foi parar perto daquele senhor. Eu fiquei assustada, para não dizer que o preconceito tinha me tomado conta. (Acho que eu deixei de ser criança muito cedo, pois aos 7 eu já não acreditava em papai noel, futuramente conto esse trauma, rs...) Não tinha nada que me fizesse ir buscar aquela bola, e aí a minha amiga foi buscar. Mas o pior de tudo, foi que o senhor percebeu, que eu havia ficado com medo.

E então disse: "Olha menina, eu não sou animal! Sou gente também! Não precisa agir dessa maneira com as pessoas! Sou gente também"

Apesar, de eu não me lembrar ao certo quantos anos exatos eu tinha, mas aquilo me doeu profundamente, e acho (acho não... tenho certeza), que até hoje reprovo tal atitude, as vezes penso que era melhor eu pensar que eu era criança mesmo e não entendia que o mundo não é perfeito, e que existem pessoas no mundo que não tem oportunidades ou até mesmo não sabem lidar com as mesmas, ou quando sofrem alguma decepção, não são fracas por não saberem dar a volta por cima.

Depois de anos, fui entender, ou pelo menos tentar entender, o porquê daquele senhor estar daquela forma. E assim, como tantos outro bêbados que passaram pela minha vida, que encontrei nas praças... e até mesmo bem perto...

Bem, aos 15 anos tinha uma mania... eu adorava ir escrever... mas em um lugar que considerava especial ( ainda considero), mas é que ando tão sem tempo de ir lá... e olhar as crianças brincarem... eu ia na "Duque", uma praça aqui, nessa minha "imensa" cidade, lá tem bancos extensos, feitos de concreto... E numa dessas vezes, eu acordei bem cedo e fui a "Duque"... e eis que no mesmo banco que eu, senta um senhor, que não tem onde morar, e carrega sua casa nas costas...

Eu estava escrevendo uma carta, uma das que não costumo mandar, e passou uma senhora idosa, me deu bom dia, sorriu, e fiquei a observando enquanto passava. Ela passou pelo andarilho e desviou o seu percurso, como se ele tivesse lhe feito algum mal. Sendo que não lhe fez mal algum. E na hora me lembrei daquele dia no parquinho. Duas pessoas diferentes, dois momentos diferentes, lugares diferentes... mas só aí eu fui realmente entender... eles têm sentimento também. Talvez, fique um pouco difícil compreensão, mas o que posso dizer é que tive experiências péssimas com bebida na família... mas só a partir desse dia é que fui entender... que o "monstro", não o era! E se era... havia um motivo! Havia uma fraqueza, algo que o consumia... e ele, não por ser fraco, mas por optar descarregava tudo daquela forma... foi aí que vi o quanto eu amava e entendia meu pai....

E assim, escrevi:

O bêbado

Somos todos bêbados,
sem rumo, sem vida...
nessa doentia viagem...
onde só há ida!
Felicidade é somente miragem,
nesta mórbida loucura,
que se chama vida!
Somos todos loucos
normais são os poucos.
Normais que só amam a vida,
mas que não se amam...
e se dizem eternos amantes...
de um amor inexistente!
Mesmo que não bebamos hoje...
somos bêbados de tanta infelicidade,
por tudo sentir saudade...
até de nossa vida passada!
Sei que devo ficar calada, mas não!
Foi sim! Naquela vida!
Em que tínhamos esperanças...
éramos apenas crianças,
hoje adultos bêbados sem lar!
(Duque, 16.06.01)

Bem, a ultima experiência que tive, com algum bêbado, foi ano passado, em uma cidade histórica, próxima aqui, em que estávamos em um grupo de amigos e vários senhores andarilhos sentados conosco, declamando poesias e falando sobre o "carpe diem", na praça. E foi nesta madrugada, que acredito que lavei a minha alma, quase apanhei de uns rapazes que estava lá perto, jogando guardanapos de papel em fogo em um senhor bêbado que estava sentado em um dos bancos. Quando vi aquilo, fui lá e comecei a brigar com os caras que estava fazendo tamanho absurdo! Minhas palavras: "Parem! Pois ele também é gente!

Bem, um momento de desconcentração. Estou me sentindo muito lisonjeada hoje! A Lekkerdingme deu um selinho! Eis o presente e as instruções:




Regras a cumprir:
1. Aceitar exibir a distinta imagem e cumprir as regras.
2. Linkar o blog do qual recebeu o prêmio.
3. Escolher quinze (15) blogs para entregar o Prêmio Dardos.


Bem, dois dos blogs que indicaria já indicaram e como a intenção é compartilhar e não acumular, indico:


Latrino Americano, Descascando a vida e sujando a avenida, Noite Lisérgica, Além das Palavras, Janela e Vitrine, Uma Rosa e seus poemas,

As Flores do meu caminho, e para a Strª Dorothy, a qual não posso publicar o endereço... rs..