
domingo, 6 de setembro de 2009
Dia Singular...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009
À Srta. Dorothy...

segunda-feira, 20 de julho de 2009
"Tratado" sobre amizade...
Como o poeta, “eu poderia suportar, embora não sem dor, que perdesse todos os meus amores, mas enlouqueceria, se morressem todos os meus amigos”. Embora eu tenha descoberto que de repente um milhão de contatos tenha se tornado um grupo seleto e muito querido... Mas a vida passa é assim que acontece... De repente aquele “conta comigo” tem a sua real importância em determinadas fases da vida... Uma vez ouvi a minha mãe dizer que “nas alegrias escolhemos nossos amigos, e nas tristezas são eles que nos escolhem”... Agradeço a essa força maior, por mim chamada de Vida, por essas pessoas que me escolheram... Embora a vida doida, em que corremos contra e do tempo, como Alice e o Hook... E quando paramos um pouco para ver a banda passar, percebemos quanta coisa mudou.
s e dias falando... mas de pessoas que fazem o meu dia-dia mais agitado e colorido...E nesse dia, aproveitando “os embalos de férias-sábado a noite”, não podia deixar de falar dessas pérolas que eu descobri na minha vida... E mais uma vez agradeço! Desejo paciência a quem ler, pois para uma semana corrida, não terei tempo de postar, eis que será uma leitura um pouco extensa... E lá vamos nós!!
GENTE HUMILDE
Tem certos dias em que eu penso em minha gente... 04 xícaras de Como Nossos Pais do Belchior, 02 colheres de sopa de Meu caro amigo do Chico Buarque, 01 colher de chá de Wish you were here do Pink Floyd, 03 ovos de Help dos Beatles, e uma pitada de S.O.S. do Raul Seixas para terminar a bagunça, a loucura, a alegria, o carinho... de que é essa minha Gente Humilde!
“Nascidos no início da década de 50, incompreendidos, pois tinham pensamentos muitos à frente daqueles que os rodeavam, fundadores e apreciadores da cultura difundida nos anos 60, curtiram tanto os anos 70, sofreram muito com a repressão na época da Ditadura Militar, não agüentaram as mudanças dos anos 80, e partiram para lua com o seu moço do disco voador, num domingo, missa e praia céu de anil, com idéias de curtir as tantas estrelas por aí...
Mas no decorrer da viagem, ocorreu aquele tal de Big-Bang levando todos e tudo para lugares diferentes... Alguns até viraram estrelas, como Raulzito, e a nossa querida Elis... Outros pegaram carona com um molequinho que se dizia príncipe e estava fugindo de uma rosa furiosa, e voltaram para o Planeta Terra... Decidiram nascer ainda na década de 80, para dar conta de implantar a idéia de uma nova juventude e consciência...
Embora ainda muito jovens... eram telepaticamente ligados devido a força que os unia... Foram parar na mesma pequena cidade, na mesma escolinha, onde “meu lanchinho” era a música da época... Ali cresceram e escreveram suas histórias...
Cresceram ali naquele lugarzinho, fim de mundo, que as vezes parece Deus esquecer. Embora, muito pequeno, com pessoas de mente pequena, é ainda hoje, um lugarzinho muito amado... onde ainda pode-se andar sem medo de “perigo na esquina”... E quanto a idéia de que um dia de aqueles nos venceram é falsa... pois o sinal nunca está fechado para nós... porque ainda somos jovens!!
É impossível não falar sobre os tempos de escola, ali foi o grande palco de grandes acontecimentos... pois foram os tantos que quiseram, que esbravejaram, mas nunca conseguiram... pois preferíamos mesmo era participar dessa metamorfose do que ter as velhas opiniões formadas sobre tudo...”
Os apelidos, brincadeiras, as brigas e reconciliações, e os infinitos “eu te amo de amizade”, nos marcaram muito, nem mesmo a distância pôde desfazer uma amizade tão forte. Cada qual com seu jeito peculiar... com quem passo horas conversando e rindo seja lá sobre o que estivermos falando...
Gra, amiga poliglota, com suas manias de colocar apelidos, e fazer caretas desconcertantes quando estamos rindo, e de dizer eu te amo quando está “alegre”, e se não fosse por ela eu não teria decorado “Angie” ou “João e Maria”, eu sou a amiga Tanis que ela mais ama!
Flavinha com a aquela cara de gente arisca, para quem não a conhece, dona de um coração enorme, que deixa depoimentos amáveis quando se precisa dela, mas que vêm com a ordem para apagar, pois afinal ela tem aquela “pose”;
Naty, um coração sensível demais, amiga para todas as horas, da indecisão de uma roupa para sair, para atender ao telefone as 6h00 da manhã quando o meu pai se foi. Sair com ela é uma aventura... pode acontecer de tuuuuuudoo! Ela é a Klersu que a gente mais ama!
Sasá, meu herói favorito, um exemplo de perseverança e persistência, ele é para mim melhor que o Power Ranger Azul, apesar de ter comido meu cachorro quente na época da escola (não que eu não tenha perdoado hahaha);
Lineee! Mara é a palavra que a define. A gente se estranha, mas a gente se ama.
Nathália, amiga que abandonou o barco em 2001, para estudar com os metidinhos da outra escola (hahahahaha), extremamente pontual, (exceto o último sábado hahaha), eu A-D-O-R-O ouvi-la tocando “Como eu quero” do Kid Abelha!
Lui, amigo muito querido, futuro papai (e eu futura titiaaaa), a quem desejo boa sorte nas fraldinhas, devo-lhe as lembranças quando escuto algo do “Grande Encontro”.
Rô, embora num planeta a parte, nunca responder e-mails, é alguém que causa saudade;
Pupilo, “filho” de Flavinha, por quem nos sentimos responsáveis nos “embalos de sábados a noite por aí”, a quem sempre atendo as duas da madrugada, sempre me perguntando onde eu estou;
LULUZINHAS
Ao fim dos tempos de escola, eu me senti como Maysa... “Meu mundo caiu...”. Até fazer novas amizades na faculdade... As Lulus, eu arrisco a dizer, que o surgimento se deu aqui em casa. Os meninos combinavam futebol e a gente o chá da tarde. E foram vários chás... Cachorro-quente... Bolo Prestígio e Brigadeiro!
Lulisa, a magrelinha mais amada do Brasil, vive um pouco na lua, mas faz parte da personalidade calma e “da paz” dela. Ela foi a fada madrinha no dia de “contos de fada” em que a Alice e a Dorothy resolveram tomar tequilas e hablar en español (haha a gente te ama).
Jô, nossa eterna presidenta, perdida lá onde Judas perdeu as botas, mas eu morando aqui nessa cidade não posso falar nada, a não ser sentir saudade de Xuliene (por força do hábito, convivendo com a Viví).
Thaís, como ela mesmo diria, PUTA QUE PARIUU, gente boníííssima. De estupim curto, de coração enorme. Com ela não há meias verdades. Eu afirmo e confirmo, ela é a nossa miss.
Cínthia, ou diria, Srta. Dorothy, sem sapatinhos vermelhos, amiga para qualquer hora, desde o primeiro cartão de aniversário recebido na faculdade á cantorias en español no dia do meu último aniversário. Amiga é amiga e filha da puta é filha da puta, eu tomei 06 doses de tequila e ela também, eu passei mal e ela também. Dos contos de fadas à realidade cruaaaa!
Vivieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee! Há quem a gente chame de irmã, e há quem se auto-intitule membro da família. Ela que não tem um pingo de vergonha na cara conquistou a ferro e fogo um lugar na família. Vai ganhar um prêmio, por ouvir taaaaaaaaanto sobre príncipes, cross-fox, arcos, flechas e peixes-bruxa. Impossível escrever sobre ela sem chorar de saudade.
PARAQUEDISTAS
Big – (Ou Xin, ou Din-Don) É o meu ultra, mega, super, grande amigo. Uma pessoa muito mais que especial, meu Charlie favorito.
Di – mesmas histórias, ao mesmo tempo, mesmos pensamentos, quase que irmã gêmeas, só não nascidas no mesmo dia.
Luti – Morávamos na mesma cidade, e nunca nos vimos, a conheci numa festividade em uma cidade pequena próxima a nossa e daí não larguei mais. (hahahaha) “Isso não te pertence maaaais!” Adoro suas frases feitas, e quanto tenta me colocar pra cima.
Antonio – Um grande achado! Com ele tenho certeza de que verdadeiras amizades não se baseiam em cobranças, e sim em valores.
Dary – um escândalo de pessoa! Aaaaaahhh A-D-O-R-O!!! Cada risada é um flash!!
Lê – It’s very cool to talk in english and spanish with her. Cinema é uma boa pedida também, nem que seja só para olhar a fila gigantesca e optar por comer um lanche.
Termino aqui ratificando que “enlouqueceria, se morressem todos os meus amigos”... um pouquinho, mas bem pouquinho dessas grandes pessoas que fazem parte da minha vida, da minha história... "Como é grande o meu amor por vocês!!!"
sábado, 31 de janeiro de 2009
Belas.
E é com muito orgulho, ainda em ritmo de FESTA DE ANIVERSÁRIO, que o "FAZ ESCURO MAS EU CANTO" e sua autora MORENA FLOR APRESENTA:
"BELAS. - de direito e de fato..."
Vale a pena conhecer cada uma das integrantes... amigas queridas, das quais sentirei saudade no meu dia-a-dia...
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Eu rabisco o sol que a chuva apagou...
Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração... e quem irá dizer que não existe razão?
Ela saiu do serviço, quando ainda o relógio apontava 17h21, e ansiosa por ver um rosto antigo e amigável, lembrando que todo dia é bom para se viver um happy hour, revendo companhias que há tempos vêm ajudando-na a escrever a sua história...
O engraçado é que este encontro está revestido de lembranças, de dias que não voltam, de uma nostalgia intensa e sincera... e que a farão lembrar de um sentimento quiçá adormecido...
Todavia, ela deixa de lado as tristezas e as preocupações com a vida, e até mesmo o cansaço de um dia corrido, afinal seu momento "princesa" passou... e aproveita cada risada e gota daquela bebida convidativa, em um dia que se fez tão quente...
E ela conversava, sorria, dava gargalhadas como há tempos não se ouvia, contava e escutava "causos", e é assim que a vida fazia sentido durante todo esse ano... e no meio de tantas lembranças e novas estórias e fatos... ela lembra dele... e assim os faz lembrar que está para chegar...
Embora , sua face fique avermelhada, pois tenta esconder um sentimento que por mais das vezes está estampado, escancarado na sua testa como uma placa luminosa e brilhante dizendo que ainda o ama... ela ri... envergonhada por não se conter no seu segredo...
Em pensamento canta "eu preciso dizer que te amo"... lembrando de uma tarde, onde o sol se pôs distante de sua terra, e que segurar naquela mão fazia a vida toda já vivida ter sentido, e ainda ao dormir contando casos e besteiras, com tanta coisa em comum, em que os segredos escapavam... ela lembrou que não conseguiu dizer com todas as letras que o amava... falta de coragem? Maybe... talvez ela só queria viver intensamente o calor daquela mão já que a noite era fria, porém linda...
Lembrou também que durante esses dois anos, as tantas vezes que ela ensaiara para dizer, no entanto sempre lembrava de uma outra tarde chuvosa, em que ele, ao telefone, simplesmente disse: "fico honrado", e daí não era necessário outras palavras... ele tentando reverter o choro que chegava sem vergonha nenhuma, cantou uma música única, já que os acordes só partiam daquele violão... porém foi inevitável que os olhos chorassem ao amor não correspondido...
Sim! Ela ensaiou durante tanto tempo, e ainda ensaia... são poucas... pois prefere se agarrar na idéia de que somente quer que ele seja feliz seja ao lado de quem ele escolher...
Voltando então, para o Happy Hour, rodeada de amigos, vê que a hora já se faz tarde... resolve ir embora... não se sabe se embrigada pela alegria, pela tristeza, ou pela bebida... resolve curar quem sabe um dos causadores da embriaguez... com um lanche antes de chegar em casa... e ao esperar... eis que surge acordes conhecidos, aqueles que embalavam a época em que ela o conheceu... "e mesmo sem te ver, acho que até estou indo bem"...
E ela tomou coragem para ouvir aquela voz... resolveu ligar... depois colocaria a desculpa na embriaguez latente... e não é que foi ele que atendeu... disse que estava pensando em ligar para dar os parabéns...
E ela soube que "ele ainda é parte do que a faz forte, um pouquinho infeliz... mas tudo bem... tudo bem..."
E aqui encerro a história dessa personagem, sem nome, com um pouco de mim... "porque lá vem... lá vem... de novo... acho que estou gostando de alguém... e é de ti que não me esquecerei..." Porquanto, esse órgão aqui no meio do peito, cansou de ser altruísta...
Ré confessa...
CONVITE:
Amigos Blogueiros, a Lekkerding teve uma idéia de fazer um AMIGO SECRETO entre nós blogueiros, como achei muito interessante, resolvi compartilhar com todos essa idéia, leiam esse post aqui e sigam as instruções, acredito que será divertido!
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Mentiras sinceras...
Lembrar dos tempos de escola, é algo que a faz sentir saudade, quase que um "vamos fazer um filme", na voz do Renato Russo...
E essa era a música que embalava o seu coração por aqueles corredores, os etern
os pedidos para ir beber água, ir ao banheiro, ou até mesmo fazer a tarefa fora da sala, tudo para ver os garotos "mais velhos"...Não ele não era um Deus Grego, não era forte, nem estava entre os mais cotados da escola... não era nem simpático, mas era o seu "primeiro amor"... E já se sabe como são as mocinhas nesta idade... aos treze todas já tinham dado o seu primeiro e esperado beijo... e ela ainda não...
Aos 14 anos numa festa gelo, sem cuba libre e na vitrola whisky à go-go... até aposta rolou... e ela mal conseguia se conter de que era o pivô de toda a situação....
Ela fazendo panca de "Não me toque! Já sei de toda aposta!", mas no fundo, no fundo era mais para: "Play, Sam! As time goes by..."!
Quando deu por si ele estava a sua frente pedindo para conversar... deu uma olhada ao lado, ao fundo da cena que ali se instalara... viu seus amigos fazendo micagens e caretas por trás dele...
E lá foi ela de mãos dadas ao seu "primeiro amor", que para ela era sim, quase um artista de cinema...

Ah! Sim! Sem esquecer as dicas e observações das amigas: o olho no olho, o pedido de desculpa se por acaso de bater os dentes... e assim foram os momentos inesquecíveis do seu primeiro beijo... o garoto de sapo virou príncipe... e é hoje um de seus grandes amigos...
Mas o que quer se discutir aqui são emoções verdadeiras ou não que aconteceram após as emoções do 1º beijo de cada mulher...
Depois de buscar respostas de perguntas já preclusas... se questionou quando é que um "eu te amo" lhe foi verdadeiro...
Para ela, hoje nenhum dos ditos e não ditos parecem reais... Mesmo aquele escrito no papel de bala... Ou aquele dito ao telefone antes do crédito acabar... ou aquele duas semanas após o pedido de namoro... Fora preciso ouvir repetidamente "maior abandonado" para acreditar... as mentiras sinceras naquela época muito lhe interessavam..
.
Talvez, ela não queira que transpareça um sentimento de amargura, embora não há como negá-lo... Talvez, ela tenha permitido além do que poderia permitir e assim esperou um respeito que não existia...

Fez das mentiras um escudo... e das "pequenas poções de ilusão" motivos para mostrar aos outros o quanto era "amada"...
Pensou que talvez é preciso uma escola ou um curso intensivo em Vinicius de Moraes para saber como se vive um grande amor, que "é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro"...
Não é preciso cantadas baratas, ou mentiras sinceras... e ainda assim, esse pensamento pequeno de uma boa noitada, pois do contrário os únicos resultados que serão conquistados... são os de corações machucados, com a única intenção de machucar...
E sua única preocupação é de que quando forem verdadeiras aquelas palavrinhas mágicas, ela não consiga reconhecer o sentimento puro, tal qual aquele que sentiu quando do seu primeiro beijo... e ter "a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida".
* Esse post quero dedicar à aula de Direito Eleitoral, que tanto me inspira... não me crucifiquem, o meu colega ao lado estava desenhando... Ah! Se não fosse essa aula, só iria postar em novembro... rs..
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
O Triste fim da saia esvoaçante...

Às tardes de quinta -feira... o relógio aponta 16h15... é preciso correr a um tempo que lhe pertence... roupa fresca, sapato baixo para que não doa o pé...
Não há o toc-toc, pois não se tratam de tamancos pela rua...
A música no volume máximo, nada muito alegre, mas também nada muito triste... apenas ao ponto para poder inspirar o desabafo... o próprio eu que tanto se angustia por essas horas...
E segue assim, pela rua onde brincam as crianças... na praça, os idosos aproveitando o calor intenso... E assim escolhendo o trajeto certo para uma coincidência provocada... chega ao seu destino!
Antes da porta escura de vidro... é uma "persona" e através do vidro como quem através do espelho... ela chora... Ela pede socorro... Ela é mais Eu!
Lá ela pode gritar, acender um cigarro sem ser repreendida... pode até ser mesquinha e cobiçar o alheio... Pode sentir-se perdida, feliz, triste, irada...
Pode, quem sabe, amá-lo, mesmo que seja só por um instante... Pode esquecer as leis e se preparar para o "Grande Truque"!!! O do desaparecimento de uma menina triste, para uma quase mulher assim... como qualquer outra, sorrindo porque convém...
No entanto, há tempos ela anda cansada... cansada...
E daí a questão: Procurar a morte é sim um ato de covardia por não se ter coragem de enfrentar a vida?
E daí se vivendo... não há coragem para se viver a vida que se quer viver... pensando assim... melhor seria morrer...
A atriz está cansada de ter de se maquiar todos os dias... Quer ser bailarina e dançar aos sons dos bandolins e se estes não tocarem? Que seja aos sons da gaita e dos violões...
Mas voltar a representar... Jamais!!
Sai de lá, e a porta escura de vidro se fecha às suas costas, triste, com os olhos "embotados de poeira e lágrima"... e ao sentir o vento em sua cara inchada... se encoraja de tal forma que até mesmo sua saia põe-se a empolgar, deixando que o vento a leve, como ele queira que ela dance...
E a cada passo dado, um olhar passado com a saia

esvoaçante... Faz com que ela a pegue com as mãos, quase que sem jeito...
E quanto a tempestade que vem, quase da cor dos olhos da moça... ela anda mais rápido, pois é preciso voltar a vida real e fugir da chuva!
E quanto a saia? Que ela sossegue, não será possível o banho de chuva!
Quem sabe... uma pipoca na praça... metade doce... metade salgada e ver os meninos brincarem à beira do rio??
Não! Não será possível! A chuva está vindo!!
E quase em frente a igreja começa a chuviscar... a tempestade cada vez mais próxima... é preciso se apressar, pois a chuva vai chegar!
Ah! Que ela venha e me molhe inteira... que afogue todas as suas mágoas e lave sua cara pintada e se sinta como eu... Mas não... é preciso correr!
Quase subindo a rua de seu destino final... ela ainda olha para lá... lugar tão amado... onde o o sol se põe... e chega até ouvir os acordes e lembra da chuva... Um Relâmpago!!! Poderia tê-la acertado...
Até que seria bom! Morreria... acabaria com essa vida insossa e não seria chamada de covarde... e sim... Mátir!!!
Mátir!! Morreu porque amava o vento!!
Sim... a saia...
E quem disse para não olhar para trás... quem sabe ele esteja passando por ali e possa lhe dar um apreço... preencher o dia com aquele sorriso maroto..
E assim... ela sobe a rua, encontra crianças na escola... rompe o portão... diante da entrada daquela humilde casa... aquele quintal onde brincara a vida inteira...
*É, minha gente voltei! Vim contar essa história da saia que queria tomar banho de chuva! O tempo foi gentil ontem a noite! Quanto ao enterro daquilo que nunca foi um dia, este foi esquecido, pelo tempo, há certas coisas que pedem para serem esquecidas, pois há outras em nossa vida pedindo atenção... Ainda estou encantada com aquela invenção... não apaixonada... mas literalmente encantada... até uma carta ele ganhou... que aqui postarei em breve.. Abraços saudosos... até o próximo...
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
"E ela disse Adeus!!"
As férias para mim acabaram. Início do ultimo semestre de faculdade, são tantas coisas a se pensar, concurso, monografia, emprego... blá, blá, blá... Se eu pudesse fugir de tantos questionamentos... No entanto ultimamente estou vendo que fugir já tem sido a minha válvula de escape para muitas coisas que eu teria de ter enfrentado, mas não o fiz.
Nesses poucos dias de descanso, que mais parecem ter sido uma eternidade, das tantas coisas que aconteceram. Tantas aventuras, tantas comédias, tantas alegrias, que pareceu ter sido “ano novo” para outras pessoas também. Como eu disse anteriormente, essas férias valeram a pena mesmo! Não somente a título de farra, nem de risadas, mas sim porque tenho descoberto coisas sobre mim que eu não sabia, ou até mesmo não havia admitido. Pré-conceitos, ou pensamentos pré-concebidos estão sendo deixados de lado.
Certas pessoas podem até mesmo achar que estou sendo egoísta a ponto de pensar somente em mim, mas nunca na minha cabeça existiu “entre mim e mim”, pelo contrário, eu nunca dei espaço somente para mim, nunca tive tempo para mim mesma. E se fiz algo acreditando ainda existir, foi com a maior das boas intenções, mas não vou me obrigar a ter para o resto da minha vida, algo que não acredito ser bom para mim. Pois eu cansei de fazer algo que não quero e que pareça sensato aos olhos dos outros. Não preciso, nem quero ser entendida, pois eu mesma já tentei, hoje eu procuro viver!
Hoje, foi um dia especial, me esqueci de fechar a veneziana ontem à noite, e acordei com a claridade da manhã, antes mesmo de tocar “Você vai lembrar de mim”, às 6h. Não visitei muitos lugares durante esses 22 anos, mas nunca vi, um nascer e o um pôr-do-sol como de onde moro. É uma mistura do azul do céu, com um rosa néon, alaranjado, às vezes, meio roxo, e lá vem ele amarelo e intenso, o grande sol! Sempre indo e vindo em grande estilo!
Foi uma manhã especial, pois ao olhar tamanha beleza, não pude deixar de me lembrar de alguém, que talvez represente um dos pré-conceitos que estão sendo destituídos, é admito que estou “encantada com uma nova invenção”, e Belchior é testemunha disto. Assim, como Caetano quando diz: “coração de eterno flerte... adoro ver-te”. Instantes como esse me fazem sorrir, que nem criança lambuzada de chocolate. “Era uma idéia na cabeça”, que não tinha pretensão de acontecer, mas... Que fique o convite de ver o nascer do sol... Para ter se a idéia de um novo dia que vem, e não de um dia que se foi.
Bem, vou ficando por aqui, disse várias coisas, mas fica a impressão de não ter escrito sobre nada. Vou enfrentando os dias, sem fugas. Vestindo a camisa da minha nova invenção! Tentando ser mais eu! Sem entender, só mesmo vivendo! Talvez a música explique para quem se aventurar em entender...
“Cai a tarde sobre os ombros da montanha onde me largo
O dia não foi, a noite o que será
Meus cabelos pela grama e eu sem nem querer saber
por onde começo e onde vou parar
Na imensidão do amanhã
meu amor se mudou pra Lua
Eu quis te ter como sou
mas nem por isso ser sua
Vou adiante como posso, liberdade é do que gosto
O dia nasceu, azul é sua forma
Já não quero mais ser posse, fosse simples como fosse
Um dia partir sem ganchos nem correntes
Façamos um brinde, façamos um brinde
à noite que já vai chegar
Façamos um brinde, façamos um brinde
ao vento que veio dançar”
Para quem quiser saber de uma outra história... a que deu motivo para o meu "ano novo" leiam o "Triângulo das Bermudas". a Camila a publicou no Porto das Leitoras! Um abraço a todos...
sexta-feira, 25 de julho de 2008
BAR, BARZINHOS E BOTECOS...
Em ritmo de dia dos amigos, ainda, hoje vou contar uma das minhas presepadas nesses lugares tão convidativos nos finais de semana, ou melhor, de segunda a segunda, quando há algo a se comemorar como as férias. Mas antes de contar os fatos, vou contar sobre cada lugarzinho que tem nos marcado ao longo desses anos.
Por aqui, há um Barzinho, que carinhosamente apelidamos, apenas, de “Clube”, apesar de às vezes chamarmos de “Quinzinho” ou até mesmo “Lá no seu Mané”. Há dias que “rola um som nervoso ao vivo” por lá, e dias que sempre toca Raul, Dylan, Marley, Janis, Belchior e até mesmo meu querido Vininha! E claro que outros grandes nomes da música.
E porque não lembrar do “Pipocas”, com aquele garçom, “simpático”, que quase nunca nos ouve chama-lo, e ainda cobram a porcentagem de atendimento. Mas claro que as férias de janeiro não teriam sido tão divertidas se não existisse esse outro barzinho que tanto gostamos de ir.
No carnaval!? Sim, eis que surgiu o “Bar na Beira”, na “Quintino Bocaiúva”, ao som das marchinhas de carnaval! Como eu poderia esquecer!?
E vou um pouquinho mais longe no passado, quem poderá esquecer o “Tom Brasil” ao lado do “Sinuanelo” (Eu sei que é Sinuelo, mas diz a lenda que uma vez eu bêbada li “sinuanelo”!), ou como alguns preferem chamar de “Veio” ou “Old” . Barzinhos quem embalaram sextas e sábados à noite, assim como grandes festivais, como o de 2003.
E Claro, como não citar o Butikim do Beto, em frente a Facul! Tio Beto é quase da família, eu cresci ouvindo as histórias da "Mesa 14", que papai frequentava, ou ainda frequenta, e como filho de peixe, peixinha é! Vou lá sempre que puder!
Bem, estávamos em casa, eu e Naty, conversando sobre a última sexta-feira, o que tinha acontecido no “Clube” (acreditem aconteceu de tuuudooo, mas eu estava sã, não podia beber, então estava só na base da água mineral, e claro cuidando dela, pois ela estava para lá de Marrakech, quando eu cheguei da fazenda), aí resolvemos sair para tomar uma cervejinha! Em plena Quinta-Feira!!! Ah, mas estamos em férias! Como estávamos com preguiça e eu sem dinheiro para colocar gasolina no carro, fomo a pé, num boteco aqui perto da minha casa.
Sabe, aqueles botecos de esquina, que nenhuma menina fresca freqüentaria? Então! E para a nossa surpresa, éramos clientes VIPs! Além da cerveja mais barata, sem porcentagem de garçom, recebemos um tratamento ótimo, dos próprios donos.
E no leva e traz de garrafas, ele veio nos dizer que os senhores que tinham acabado de sair haviam nos pagado uma cerveja. Opa!! Sem Problemas! Já na 4ª Garrafa, pensamos em ir embora, quando eu fui pagar, fiquei de cara! Pagaram-nos três cervejas! Ou seja, eu só iria pagar uma! Ah! Ir embora para quê!
Ficamos e tomamos mais duas, depois fomos embora com a promessa de voltar a este lugarzinho cativante! Um brinde a estes lugares para sempre em nossos corações. Se eu esqueci de algo, me lembrem! Naty esse post é para você sempre lembrar que essas férias valeram a pena!!! Para os amigos! E para quem gosta de barzinhos... nos vemos lá!
domingo, 20 de julho de 2008
Loucos e Santos
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa.Quero amigos para saber quem eu sou...
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril..."
-Oscar Wilde-
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Sem Margaridas, sem espinhos, sem tequilas...

quarta-feira, 4 de junho de 2008
Encontrando a fórmula...
3º passo: ALVO!! Lembrando que é preciso se arriscar! Confiar no seu próprio taco!! Paquerar de forma divertida! E assim que encontrar uma pessoa especial para conhecer, invista, tentando se aproximar da pessoa. É importante se interessar por pessoas que se interessam por você, ou que tenha certas afinidades, para que não se sinta a “maior abandonada” por que um “babaca” qualquer não te dá o valor devido. Ou até faz pensar que o erro esta em você. Deixe que os outros impressionem você. Tudo bem... Que às vezes preferimos aquele “doce” babaca com aquele ar de conquistador barato... Que não mede esforços para soltar pérolas com as quais estamos acostumadas a ouvir... aquelas do tipo... “você é tudo na minha vida” ou “te vi esses dias na praça e fiquei mó afim de você”... Eu prefiro o “você é muito inteligente” com aquela cara de “décimas quartas” intenções... Mas é sempre bom... guardar um dinheiro e comprar para esses intelectuais conquistadores... um “Aurélio” e um “Machado de Assis”, pois como diz meu sábio pai: “quem o lê... conhece o mundo”
terça-feira, 20 de maio de 2008
Buscando a Fórmula...

"Alea jacta est", como diz a minha mãe nas suas aulas de latim!
"Eu tenho o gesto exato, sei como devo andar
Aprendi nos filmes pra um dia usar
Um certo ar cruel de quem sabe o que quer
Tenho tudo planejado pra te impressionar
Luz de fim de tarde, meu rosto em contra-luz
Não posso compreender, não faz nenhum efeito
A minha aparição será que errei na mão
As coisas são mais fáceis na televisão
Mantenho o passo alguém me vê
Nada acontece, não sei porque
Se eu não perdi nenhum detalhe
Onde foi que eu errei?
Ainda encontro a fórmula do amor
Ainda encontro, oh!oh!oh!oh!
A fórmula, a fórmula do amor
Eu tenho a pose exata pra me fotografar
Aprendi num vídeo pra um dia usar
Um certo ar cruel, de quem sabe o que quer
Tenho tudo ensaiado pra te conquistar
Eu tenho um bom papo e sei até dançar
Não posso compreender, não faz nenhum efeito
A minha aparição será que errei na mão
As coisas são mais fáceis na televisão
Eu jogo um charme, alguém me vê
Nada acontece, não sei porque
Se eu não perdi nenhum detalhe
Onde foi que eu errei?"
sexta-feira, 28 de março de 2008
Saudades...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Por favor responda-me...
Para que eu possa mandar-te
Suspiros através das nuvens...
A que horas o sol nasce para ti mesmo?
Quero beijar-te a face e dizer-te...
Bom dia! Desejar-te todo amor existente...
A que horas caiu aquela chuva?
E quando foi que o tempo fechou?
sussurre-me...
Assim poderei dar-te minha mão,
Para caminharmos sobre a grama molhada...
Quando será que o sol retornará?"
