segunda-feira, 17 de agosto de 2009
sábado, 18 de julho de 2009
FELIZ ANO NOVO!!
Pelo calendário "Nayarês" hoje é dia de ANO NOVO!!! Na luta da vida é assim... algum guerreiro fica para trás... mas não suas idéias, levaremos suas saudades... mas é preciso encarar o novo... e aqui começa a contagem regressiva para o dia 15 de dezembro de 2009! Esse vídeo não passou no fantástico, mas me tira gargalhadas toda vez que assisto... um pouco de mim e dos que eu amo para vocês!!
terça-feira, 23 de junho de 2009
Viu Macabéa...
* Cena e fala do filme "A hora da Estrela" de Suzana Amaral, com Marcélia Cartaxo, como Macabéa.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Eu confesso!!!
Ah! Claro, tenho de explicar o porquê de eu não estar no meu quarto dormindo “o sono dos deuses”, além da insônia, tenho um problema sério com pesadelos, e daí se corro para a cama da mamãe? Os meus pesadelos são “trash”, e enquanto eu ter a minha mãe correrei para a cama dela!
Então, estava eu lá dormindo naquela enorme cama, com aquele sono decorrente da minha inércia de domingo que “de repente... não mais que de repente”... sumiu!!!! E me dei conta do porquê! Tinha uma voz estridente ao fundo da trilha sonora do ar-condicionado... era a “Naná”! Que inferno!!! Eu até lutei, fechando os olhos com força para ver se recuperava meu soninho amado... mas nada! ¬¬ Só tinha na minha cabeça os gritos estridentes da “Sister Naná”!!
Resolvi me aliar aos inimigos assisti ao programa até o final, e eis que surge uma oportunidade de revanche, me senti a própria Eve ao lado de V, de “V for Vendetta” e por uma sociedade menos alienada... E não é que a “Naná” foi para o “paredão”!! (Nossa, desculpem-me os fãs, mas isso me soa patético). E pensei: “- Vou votar nessa mulher!! Por um sono mais tranqüilo!”
Nada contra pessoas de idade, trabalho com elas todos os dias. Gente pobre, humilde, idosa e carente de atenção. Eu adoro o que faço, e adoro conversar e ouvir histórias que essas pessoas me contam todos os dias, pelas manhãs. É como se todo dia de manhã eu conversasse com meu avô. O que me irrita, é esse tipo de programa mesmo!
E só essa semana fui me atentar para a chamada do “BBB9”, meu Deus é a nona edição!!! São nove anos de alienação pura!! E o povo brasileiro adora, esse “Coliseu americanizado”! Já ouvi muito de que isso é bobagem da minha cabeça: “- Morenay, o programa é ótimo, o Bial é quem escreve as crônicas, e sobre os participantes!”. Sim, e daí!
Eu li e assisti “1984”, (há quem diga que George Orwell tenha plagiado essa obra de um outro autor, desculpem a ignorância de não saber de quem, mas a memória está falha hoje, mas li em um artigo da “Caros Amigos”) e me assusto com aquela imagem que fico
u gravada aqui do Big Brother e a incessante idéia de vigiar-se e vigiar o outro. E vejo isso nas pessoas, (pode ser paranóia) e na falta de percepção de ver o que acontece no mundo. Nos juntamos para votar em “Sister Fulana” porque ela disse $%#*&)@#$%&* ao “Brother Sicrano”, e esquecemos de ver o que acontece no Brasil, no mundo.
Não tinha me atentado que se tratava de algo tão sério, ao escrever para o blog, assisti ao trailler do filme e me lembrei da passagem do livro, em que havia um momento, que eram reunidos os cidadãos para expressarem o seu ódio ao traidor do governo. Ao que me parece, o país PARA para expressar na televisão sua opinião sobre um dos "Brothers".
Não olhamos nem para o nosso próximo na rua, um bêbado que seja dormindo na rua, quiçá dar atenção a uma criança que passa fome do outro lado do atlântico. Não estamos interessados no que é feio, no que é nojento, no que nos causa repulsa. Claro, se eu fosse homem, não desgrudaria os olhos do BBB9 com tantas demonstrações explícitas de “venda de imagem”. E depois nos perguntamos como a maior parte da nossa juventude está fútil, ou sem perspectivas de luta por um mundo melhor. E não é só isso há tantas coisas a serem discutidas por esse mundo afora.
Em nove anos nunca estive tão passada como estou agora. Eu me corrompi, cheguei ao ponto de fazer uma bobagem dessa! Eu cansei de falar sobre, e muita gente sabe que não faço gosto do programa. Mas se não podemos contra eles, o melhor é aliar-se, pelo menos a televisão ficará ligada, e agora eu poderei dormir melhor (espero!). E acordar melhor, para fazer a minha parte, tentar fazer esse mundo um pouquinho melhor. Mas eu quero fazer mais... muito mais... eu me sinto em dívida... “Eu gosto dos que tem fome, dos que morrem de vontade...”
domingo, 22 de junho de 2008
Assim como o preço do feijão...
- O preço do Direito não cabe no poema -
Seu José, não muito diferente de outros Josés, filho de Dona Maria, vá se saber se filho era de algum finado Zacarias, morador da Rua Quintino Bocaiúva, número zero, na Vila Paraíso, próxima à cidade Porto Esperança. Esta não muito pequena, e não muito grande, tinha o tamanho ideal para ter uma dúzia de farmácias na mesma proporção de botecos, um hospital digno de uma população miserável brasileira. Quanto à justiça, até bem estruturada, uma casinha que ninguém sabia se fora pintada daquela cor meio suja, ou cor de terra vermelha, ou se fora pintada de branca e depois de tantos anos ficara encardida.
Depois dessa descrição que explica mais ou menos onde morava o Seu José, é importante contar a história deste cidadão, com aquela “inocência pisada” de identidade desconhecida, e como milhares há neste país.
A casa do Seu José era bem pequena, mas tinha até um bom terreno para cuidar de sua vaquinha leiteira Iracema, um pé de laranjeira, e outro pé de acerola, cuja produção ínfima, participava da feririnha aos domingos em Porto Esperança.
A venda do leite e das frutas era o sustento de Seu José, já que a Assistência ou Previdência Social era coisa totalmente desconhecida às pessoas daquela região.
Sua vaquinha era a sua paixão, cuidava daquela como se fosse gente, até que um dia, falava-se na região de uma doença que estava atacando os bovinos e por isso todos os animais que contraíram doenças tinham de ser sacrificados.
Os fazendeiros, donos de suas grandes terras, contrataram pessoas para matarem os animais doentes, na tentativa de proteger suas criações e atribuindo culpa aos pequenos proprietários e criadores, como Seu José a existência de tal doença. Foi quando um desses jagunços foi até a casa de Seu José matar Iracema, que não tinha a doença. Todavia no auge da discussão, e o pobre homem tentando impedir que matassem seu único sustento, atiraram na vaquinha, vindo esta a morrer em agonia.
Seu José chorou por um dia inteiro a morte de sua Iracema, pensando em como iria se sustentar. E agora José?
No outro dia, conversando com os amigos da feira, que o convenceram de ir atrás de seu direito, em busca de justiça. E lá foi José até a casinha encardida buscar a solução do seu problema. Encheu-se de coragem e de esperança, não de reaver sua vaquinha, pois disso sabia, mas de ter seu direito, e quem sabe, conseguir outra vaquinha.
Mas o negócio não é tão fácil não, chegando onde teria seu direito, conforme disseram seus amigos, assustou-se com tal situação. Era um falatório só, blá, blá, daqui, blá, blá, dali, gente ia, gente voltava; uma coisa ele percebera, ali todos estavam em busca de um tal direito.
Em falatório com o “doutô” advogado, homem sabedor da lei, de fala mansa e difícil para Seu José entender; tinha hora que o “doutô” falava, parecia outra língua saiu do jeito que entrou, perdido sem saber, sem entender nada.
Palavras esquisipáticas, o “doutô” usou: “petição”, “jurisdição”, “dano qualificado”, “propriedade”, “onus probandi incumbi ei qui agite” etc.
Seu José chegou até pensar que o “doutô” estava rezando missa, pois usava um palavrório que nem o vigário, e concordou com o poeta que tinha no seu caminho uma pedra. Voltou a si quando ouviu o valor a ser pago pelos serviços do advogado, e o tempo que demoraria a ter seu direito atendido e desistiu com aquele sentimento conformado de que não havia mais nada a se fazer.
Pensou por um momento em bater à casa do fazendeiro que havia mandado matar sua Iracema, e pedir que reparasse o dano causado, ou seja, fazer justiça com as próprias mãos, como era de costume lá pelas aquelas bandas, mas não o fez.
E andando embriagado por aquela tristeza, sentindo como se a rua o mastigasse com suas mandíbulas de asfalto, atravessando a rua com aquele passo tímido, tropeçou como se fosse um bêbado, morrendo na contramão atrapalhando o tráfego. E não sendo apenas por ironia do destino o carro que lhe atropelara era o do fazendeiro que mandara matar Iracema.
É, o preço do direito não cabe no poema, Seu doutô, pois não há vagas.
*Espero que gostem...
Um vídeo clipe de produção minha e do meu irmão... e que apresentarei na faculdade... um joguinho de intertextualidade com aquela beleza triste...

