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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Meu presentinho...


Dada a distância da "casa"... dei um "print screen" para mostrar meu presente de amigo secreto... palavras que arracaram um sorriso verdadeiro... Valeu Lekkerding pelo presente ^^'
em breve voltarei a cantar... por enquanto como mesmo disse é preciso o silêncio para ver se consigo sentir o abraço dele de novo...
Um abraço a ti, querida amiga! Um bom fim de ano!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Revelando...

Olá, li sobre

meu amigo secreto, embora a época não me ajude muito a fazer algo diferente e com carinho como eu gostaria de ter feito... espero que gostes... vi que gostas de jogos... então meu presente pra ti é esse cartãozinho simples de natal.



Feliz Natal a todos os amigos blogueiros!!!!

E aviso a todos que estarei fora durante dias... ainda faz escuro por aqui... mas deixo-lhes nesta época de fim de ano um texto que adoro ler desde criança... Então, aproveito para lhes desejar um Feliz Ano Novo!

"Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA..."

-Mário Quintana-

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Faz escuro...


e hoje eu não quero cantar... na verdade, não vou cantar durante um bom tempo... um pedaço de mim se foi ontem, numa manhã chuvosa... meu amigo, meu boêmio, meu poeta, meu mestre, minha vida, minha paixão, meu amor, meu pai ontem cansou-se da vida...
Não há motivo para cantar hoje, nem amanhã.... e não sei quando conseguirei...

Não há música, nem verso, que possa explicar a saudade... Samba da Benção é simples demais... Chega de Saudade... não dá pra ser cantada sem o seu grave junto...

Ah! Se capaz eu também fosse de dizer do meu amor por você.... mas hoje eu prefiro ficar em silêncio... quem sabe assim... eu ainda possa escutar você cantando pra mim... "quem te viu e quem te vê" do nosso Chico...

Saudade Pai.... do meu poeta, poetinha vagabundo... se todos fossem iguais a você.... e a vida não gosta de esperar... a vida é pra valer, a vida é pra levar... Papai velho Saravá...

te amo...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Eu rabisco o sol que a chuva apagou...


Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração... e quem irá dizer que não existe razão?

Ela saiu do serviço, quando ainda o relógio apontava 17h21, e ansiosa por ver um rosto antigo e amigável, lembrando que todo dia é bom para se viver um happy hour, revendo companhias que há tempos vêm ajudando-na a escrever a sua história...

O engraçado é que este encontro está revestido de lembranças, de dias que não voltam, de uma nostalgia intensa e sincera... e que a farão lembrar de um sentimento quiçá adormecido...

Todavia, ela deixa de lado as tristezas e as preocupações com a vida, e até mesmo o cansaço de um dia corrido, afinal seu momento "princesa" passou... e aproveita cada risada e gota daquela bebida convidativa, em um dia que se fez tão quente...

E ela conversava, sorria, dava gargalhadas como há tempos não se ouvia, contava e escutava "causos", e é assim que a vida fazia sentido durante todo esse ano... e no meio de tantas lembranças e novas estórias e fatos... ela lembra dele... e assim os faz lembrar que está para chegar...

Embora , sua face fique avermelhada, pois tenta esconder um sentimento que por mais das vezes está estampado, escancarado na sua testa como uma placa luminosa e brilhante dizendo que ainda o ama... ela ri... envergonhada por não se conter no seu segredo...

Em pensamento canta "eu preciso dizer que te amo"... lembrando de uma tarde, onde o sol se pôs distante de sua terra, e que segurar naquela mão fazia a vida toda já vivida ter sentido, e ainda ao dormir contando casos e besteiras, com tanta coisa em comum, em que os segredos escapavam... ela lembrou que não conseguiu dizer com todas as letras que o amava... falta de coragem? Maybe... talvez ela só queria viver intensamente o calor daquela mão já que a noite era fria, porém linda...

Lembrou também que durante esses dois anos, as tantas vezes que ela ensaiara para dizer, no entanto sempre lembrava de uma outra tarde chuvosa, em que ele, ao telefone, simplesmente disse: "fico honrado", e daí não era necessário outras palavras... ele tentando reverter o choro que chegava sem vergonha nenhuma, cantou uma música única, já que os acordes só partiam daquele violão... porém foi inevitável que os olhos chorassem ao amor não correspondido...

Sim! Ela ensaiou durante tanto tempo, e ainda ensaia... são poucas... pois prefere se agarrar na idéia de que somente quer que ele seja feliz seja ao lado de quem ele escolher...

Voltando então, para o Happy Hour, rodeada de amigos, vê que a hora já se faz tarde... resolve ir embora... não se sabe se embrigada pela alegria, pela tristeza, ou pela bebida... resolve curar quem sabe um dos causadores da embriaguez... com um lanche antes de chegar em casa... e ao esperar... eis que surge acordes conhecidos, aqueles que embalavam a época em que ela o conheceu... "e mesmo sem te ver, acho que até estou indo bem"...

E ela tomou coragem para ouvir aquela voz... resolveu ligar... depois colocaria a desculpa na embriaguez latente... e não é que foi ele que atendeu... disse que estava pensando em ligar para dar os parabéns...

E ela soube que "ele ainda é parte do que a faz forte, um pouquinho infeliz... mas tudo bem... tudo bem..."



E aqui encerro a história dessa personagem, sem nome, com um pouco de mim... "porque lá vem... lá vem... de novo... acho que estou gostando de alguém... e é de ti que não me esquecerei..." Porquanto, esse órgão aqui no meio do peito, cansou de ser altruísta...

Ré confessa...



CONVITE:

Amigos Blogueiros, a Lekkerding teve uma idéia de fazer um AMIGO SECRETO entre nós blogueiros, como achei muito interessante, resolvi compartilhar com todos essa idéia, leiam esse post aqui e sigam as instruções, acredito que será divertido!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Então é natal....

Bom, nesta época do ano é normal vermos o cenário normal do dia-dia mudar, são bolas e laços vermelhos espalhados por todos os lados, músicas pela rua, a escolha do presente para a pessoa querida... mas o que chama a minha atenção nesta época é a solidariedade e a busca pelo perdão nesta época especial.

Há muito tempo, penso nisso, não é de agora. O natal, durante muito tempo, para mim não passa de uma festa puramente consumista. Claro que pensando pelo lado bom, pelo menos as pessoas pensam um pouco mais no próximo nesta época do ano, mas porque só nesta época ? Esta foi a indagação que me fiz por muito tempo, e até hoje. No mais, acredito que sentimentos como esse deveriam ser exercidos por nós durante o ano inteiro.

Diante, desses pensamentos que sempre tive, e algumas coisas que aconteceram nos natais da minha vida, excetos os da minha infância, os quais me dão muita saudade, eu fiquei um tempo brigada com o bom velhinho. Talvez seja a vontade de que ele realmente exista. E foi num dia desses, em casa, ficando louca com a monografia, que lembrei desses pensamentos assistindo o Grinch... e tudo veio a tona...

Para vocês: pensamentos de uma adolescente, recém acadêmica, a Morena-Flor no ano de 2004.


-NOTÍCIA DE HOJE: MATARAM O PAPAI NOEL!! - era o que ecoava da televisão na casa de Clarisse - E quem o matou ? O desespero! O egoísmo! O orgulho! Morreu na cidade de Esperança o Sr. José da Silva, que estava trabalhando como Papai Noel na Loja Estrela Electrodomésticos Ltda., o assassino é Rafael de Souza, que por uma dívida antiga resolveu executa-lo.... mas não nos preocupemos, o natal não acabará, pois muitas lojas estarão abertas até a meia-noite, na véspera de Natal, o presente é que importa!!!
Clarisse tinha 5 anos, quando ouviu essa notícia na TV, recebeu da forma mais trágica de que Papai Noel, não viria aquela noite. Seus pais lhe disseram que o bom velhinho nunca existiu, que tudo não passa de "contos de fadas". No entanto, não se preocuparam em contar tudo isso a criança, e que tal verdade poderia traumatizar a menina.

Pois a pequena bonequinha, que o falso Papai Noel havia deixado no Natal anterior não importava mais e a menina Clarisse deixou de brincar... a vida para ela agora teria de ser real, ela tinha de deixar de ser criança, pois afinal ela já ia fazer 6 anos...

Não é nada difícil deixar o que damos valor para trás, é apenas virar as costas e ir embora... partir... a vida é assim... todos são assim...

A menina Clarisse cresceu... tornou-se uma garota esquisita, quieta, fechada, triste... afinal Papai Noel nunca existiu... e o menino Jesus será mesmo que nasceu em 25 de dezembro ? O que é na verdade o Natal... senão mera festinha consumista, e aqueles que se odeiam o ano inteiro, se abraçam e se perdoam... O perdão tem de vir, mas só naquele dia ? somente por dois dias ? e Clarisse pensava em tudo isso... pensava... pensava... e isso tudo a inquietava...
Tinham tirado dela a única alegria que ela queria sentir... "Papai Noel, nunca mais virá, Papai ?" "Mas, minha filha, ele nunca veio"...


O Natal, agora, não passaria de mais um dia... um dia qualquer, não era necessário roupa nova, sapatos novos, nada disso.

"Que seja feliz quem souber o que é o bem" - uma música tocava enquanto Clarisse chorava - são tantos os que sabem o que é o bem e porque tantos sofrem... "Então é natal, e o que você fez" - Melhor seria pensar o que você não fez não é ? Atirou bombas num outro país, matou milhares de pessoas, estrupou sua sobrinha, matou sua filha agrediu sua irmã, feriu o sentimento de alguém ? É Natal! Nada disso importa....

O que importa é que a loja da esquina está em promoção, portanto, compre o presente mais caro pensando ser o mais barato... para dar a seu filho dizendo que foi o Papai Noel... E não se esqueça de dizer quando ele completar 5 anos de idade que o bom velhinho não existe, e que a Xuxa não é um duende, e que a verdade é uma mentira, que a loucura é a salvação, que o medo é a ajuda, que a obsessão é bem vinda! E que também se deve punir aqueles que vão contra as regras do "castigoso Deus" e às regras dos cruéis homens... e que o amor não existe, que nesse mundo alegrias têm fim... que as pessoas mentem, que os poetas fingem...

Diga sim! Tudo isso... Assim, quem sabe as pessoas por esse mundo aí fora, não teriam tantas desilusões... e pessoas não morreriam buscando o seu EU! Não enlouqueceriam implorando o amor de alguém inatingível... não abandonariam casas dizendo que iriam comprar cigarros na esquina... não se afastariam...

Clarisse não pensou mais! Decidiu se adequar, entrou na fila e no passo contínuo que esta andava... passo conformado... devagar e sempre... Todos estão lá! E ela se sentiu "feliz", afinal, ela já tinha um filho e ainda tinha de comprar o brinquedo de última geração que ele queria... Papai Noel não importava para ele...

PS.: Eu estou tentando fazer as pazes com o Bom Velhinho... Um abraço a todos...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Compartilhando Felicidades!!

VIM COMPARTILHAR A FELICIDADE QUE ESTOU SENTINDO HOJE!!! QUANTO A APRESENTAÇÃO DA MONÔ:

VALEU A PENA Ê Ê!!!!

sábado, 29 de novembro de 2008

Estou de volta pro meu aconchego....


E trazendo na mala bastante saudade...e muitas coisas a se contar...
Primeiro, quero dizer que nunca mais, mas NUNCA MAIS, eu faço a gracinha de tirar onda com a matéria de eleitoral, como eu fiz dias atrás aqui Fiquei de PF :( Mas PF feita, nota: 8,0 e felicidade a mil...

Tá! e a Monografia?? Eu descobri que as coisas fáceis não me instigam... eu amo o difícil... Eu, a Análise do Discurso e o Tribunal do Júri, formamos um triângulo amoroso... e ao final de todo trabalho árduo, cada lágrima derramada, cabelo branco nascido, fins de semana sem social life... e estresse passado... olhei para o Tribunal do Júri e disse: "pode beijar a noiva!!"

Nem acredito que terminei.... Sim eu rio agora, porque enfim acabou... não apresentei ainda... e na verdade "se chorei ou se sorri o importante é que emoções eu escrevi"... Coloquei tudo nos papéis... apesar de não muito satisfeita, pois descobri que tenho um problema com a "dona ansiedade" que não me deixa colocar no papel aquilo de mais precioso... as idéias e elas somem tão rapidamente...

E nesse todo tempo ausente... uma música não me saía da cabeça... me vi a princesa na melodia do Ludov... desde as roupas pelo chão, até as razões pra terminar... sim algo bom... porém com fim... Depois dos "mentiras sinceras" eu tentei otimizar o love na minha vida... mas ultimamente só tenho escutado as mesmas... ^^

Não quero passar a impressão de "amargura"... não estou... eu descobri que há muito tem eu vinha procurando uma pessoa e não encontrava... até que descobri que "eu me amo, e não posso mais viver sem mim"... e portanto não vou ficar chorando pelo leite que será derramado... esse é o meu lema.... a vida continua...

Dezembro está chegando, férias, amigos, barzinhos, festinhas e muitas alegrias e outras cositas más...

Não vejo a hora de colocar os pés em cima da mesa e ser a princesa que quero ser por agora...

Mas nem só de monografia vivi esses dias... nos últimos fins de semana... uma turma que viveu e aproveitou da forma como pôde os cinco anos de vida acadêmica... domingo passadou me dei pausa e fui a uma cachoeira com os amigos... tudo bem que "amarelei" e não fiz o rapel como todos... mas tomei tanto banho que voltei quebrada... rs...

Bem, até o dia 02.12, estarei vivendo ainda grandes emoções... é a defesa da monô....

Deixo aqui, queridos, um breve relato dessa volta demorada, de rápidas elocubrações....

E no seu apartamento... ela se esquecia de tudo.... não havia contratempos... ela segurava o seu coração e largava os pés em cima da mesa....

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Esclarecimentos....

Não os abandonei... mas olhem o meu estado de calma.... rs... é assim que me encontro... a beira de um colapso nervoso... Tenham paciência, queridos amigos... estou quase no fim da Monô... se eu enlouquecer mando recados lá da "Casa Verde"... Maldita hora que escolhi esse tema dificíl da @#$¨&*(&%$#@%¨&#*&%@!!!!!!!!! Mas como não sou de toda uma amiga blogueira desnaturada escrevi esse aqui...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Aventuras e Desventuras...

CONVITE:

Caros leitores, a pedidos de uma grande amiga, eu resolvi fazer um pouco mais... porque eles são para mim "mais"... motivos de minhas saudades... essa, essa aqui também... Por isso a idéia de criar um espaço só para essa "gente"... Aventuras e Desventuras

Sintam-se convidados... Pois, para mim, dividir essas grandes lembranças na parede da memória, será de imenso prazer...

Além do convite... quero lhes desejar um Feliz Novembro!!!


Com Carinho... Morena Flor.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Mentiras sinceras...

Talvez a emoção contida num primeiro beijo possa explicar de forma clara e terna, o quão verdadeiro tem tal ato...

Sabe aquele sentimento que nos corrói por dentro quando aos 12, 13 e 14 anos, encontramos aquele garoto que faz o nosso coração bater mais rápido, no corredor da escola... e quando ele nos dá aquele oi que nos valerá para o mês inteiro...

Lembrar dos tempos de escola, é algo que a faz sentir saudade, quase que um "vamos fazer um filme", na voz do Renato Russo...

E essa era a música que embalava o seu coração por aqueles corredores, os eternos pedidos para ir beber água, ir ao banheiro, ou até mesmo fazer a tarefa fora da sala, tudo para ver os garotos "mais velhos"...

Não ele não era um Deus Grego, não era forte, nem estava entre os mais cotados da escola... não era nem simpático, mas era o seu "primeiro amor"... E já se sabe como são as mocinhas nesta idade... aos treze todas já tinham dado o seu primeiro e esperado beijo... e ela ainda não...

Aos 14 anos numa festa gelo, sem cuba libre e na vitrola whisky à go-go... até aposta rolou... e ela mal conseguia se conter de que era o pivô de toda a situação....
Ela fazendo panca de "Não me toque! Já sei de toda aposta!", mas no fundo, no fundo era mais para: "Play, Sam! As time goes by..."!

Quando deu por si ele estava a sua frente pedindo para conversar... deu uma olhada ao lado, ao fundo da cena que ali se instalara... viu seus amigos fazendo micagens e caretas por trás dele...
E lá foi ela de mãos dadas ao seu "primeiro amor", que para ela era sim, quase um artista de cinema...

Ah! Sim! Sem esquecer as dicas e observações das amigas: o olho no olho, o pedido de desculpa se por acaso de bater os dentes... e assim foram os momentos inesquecíveis do seu primeiro beijo... o garoto de sapo virou príncipe... e é hoje um de seus grandes amigos...

Mas o que quer se discutir aqui são emoções verdadeiras ou não que aconteceram após as emoções do 1º beijo de cada mulher...
Depois de buscar respostas de perguntas já preclusas... se questionou quando é que um "eu te amo" lhe foi verdadeiro...

Para ela, hoje nenhum dos ditos e não ditos parecem reais... Mesmo aquele escrito no papel de bala... Ou aquele dito ao telefone antes do crédito acabar... ou aquele duas semanas após o pedido de namoro... Fora preciso ouvir repetidamente "maior abandonado" para acreditar... as mentiras sinceras naquela época muito lhe interessavam..
.
Hoje, tais mentiras sinceras não mais lhe interessam... pois foram tantas... que não tem como mais nada ter valido a pena, nem mesmo o reaparecimento repentino e cheio de pedido de desculpas, motivo qual a levou a pensar em tudo isso...
Talvez, ela não queira que transpareça um sentimento de amargura, embora não há como negá-lo... Talvez, ela tenha permitido além do que poderia permitir e assim esperou um respeito que não existia...
Fez das mentiras um escudo... e das "pequenas poções de ilusão" motivos para mostrar aos outros o quanto era "amada"...

Pensou que talvez é preciso uma escola ou um curso intensivo em Vinicius de Moraes para saber como se vive um grande amor, que "é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro"...

Não é preciso cantadas baratas, ou mentiras sinceras... e ainda assim, esse pensamento pequeno de uma boa noitada, pois do contrário os únicos resultados que serão conquistados... são os de corações machucados, com a única intenção de machucar...

E sua única preocupação é de que quando forem verdadeiras aquelas palavrinhas mágicas, ela não consiga reconhecer o sentimento puro, tal qual aquele que sentiu quando do seu primeiro beijo... e ter "a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida".


* Esse post quero dedicar à aula de Direito Eleitoral, que tanto me inspira... não me crucifiquem, o meu colega ao lado estava desenhando... Ah! Se não fosse essa aula, só iria postar em novembro... rs..

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

É preciso inventar de novo o amor...


Rompidos os silêncios... ditos os não-ditos... eis que tive as respostas das perguntas provocadas... No entanto a ausência daqui, queridos leitores é a bendita monografia, mas estou perto do fim... apesar de as vezes me sentir incapaz... de terminar qualquer coisa... mas hoje eu vim deixar uma mensagem a uma pessoa que anda muito desacreditada nas belezas que a vida pode proporcionar... apesar da tristeza ser algo que parece não ter fim, ou até mesmo a solidão ser algo que sufoque... Di, esta, eu sempre escuto para animar....


"Rua Nascimento Silva,cento e sete você ensinando pra Elizete as canções de canção do amor demais lembra que tempo feliz,ai,que saudade Ipanema era só felicidade, era como se o amor doesse em paz Nossa famosa garota nem sabia a que ponto a cidade turvaria esse Rio de amor que se perdeu Mesmo a tristeza da gente era mais bela e além disso se via da janela um cantinho de céu e o Redentor É,meu amigo,só resta uma certeza é preciso acabar com essa tristeza é preciso inventar de novo o amor nossa famosa garota nem sabia a que ponto a cidade turvaria esse Rio de amor que se perdeu mesmo a tristeza da gente era mais bela e além disso se via da janela um cantinho de céu e o Redentor É, meu amigo só resta uma certeza é preciso acabar com essa tristeza é preciso inventar de novo o amor"
- Vinicius de Moraes -

domingo, 19 de outubro de 2008

Assim...

Muitas coisas eu gostaria de ter dito, mas por medo do não-dito, da palavra exigida a ser dita... fiquei em silêncio...
Hoje, ao saber que existem tais ditos a serem ditos... não há coragem para se dizer nada... resta só uma vontade intensa de estar trancada aqui...
Lembrei das conversas, das bobagens, e das mentiras... talvez a essência não seja mais a mesma... talvez tenhamos errado ao dizer tal comentário... porque lembro-me mais das mentiras...

A essência não é mais a mesma... pois perdi o meu medo da chuva... mas restam saudades de um tempo que não seja o agora, sendo preciso escrever como se tal essência ainda fosse inocente... mas o mundo como mesmo disse uma vez... ele nos muda... e muito... eu não tinha notado o quanto...

E de tudo, só queria que me respondesse... como? desde quando vens aqui? Quero que responda, pois se enfrentou o silêncio... eu também posso e tenho direito... estou esperando... E por favor, sem outras personagens...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

E não é que as rosas falam...


Quem em sã consciência falaria ao contrário disso? Sim, de acordo com meu pai "a megera da ex-mulher do Cartola". Meu pai sempre contava esta história quando por acaso ouvíamos "As rosas não falam", do grande poeta e compositor Cartola... eu cresci no meio de músicas assim... Mas o mais engraçado é que meu irmão também... fui sempre dada a poesias... e filosofias... e mamãe está sempre certa de que sou completamente coração...
Ele não... "cientificista" de dar raiva, como diz meu pai...

Como estou em final de faculdade... como já disse aqui, várias vezes, vão até enjoar de eu lembrar que era para eu estar escrevendo sobre o tribunal do júri e seu discurso, ao invés de estar aqui postando... (ah! eu não me aguento, precisava dividir o último domingo em família!!) Pois é, não estou ficando em casa, porque estou na casa da vovó, para estudar e como todos sabem para tempos de engorda... (eu só como hahaha! monografia dá uma fome!!) Então, domingo, almoço, costela assada, conversa vai e conversa vem, aquelas tiradas de sarro da mamãe que troca os nomes de tudo... e eu não entendo como pode ser uma exímia professora de português, gente eu juro!! Dentro da sala de aula, impecável, fora uma comédia em pessoa!!
Eis a conversa eu puxei:

Eu: Pai, você viu o comentário dos 100 anos do Cartola, no jornal da manhã, eu não sabia que ele só gravou o LP com 60 anos de idade...

Pai: É, ele era um artista imcompreendido... não tem a música, então ele costumava falar com as flores, e a mulher, a megera, a ex, não a dona Zica, então ela dizia "para de bobagem homem, as flores não falam"... ele ficava conversando com as rosas... e ela... sabe não é...

Eu: Ai! Essa Música é linda não...

Mãe: Lembra, que estudamos na literatura, essas músicas brasileiras... ( minha mãe me deu aula no ensino médio, de literatura)

Eu: Lembro sim... - e começo a cantarolar - mas que bobagem as rosas não falam... simplesmente as rosas exalam - fui interrompida pelo meu irmão.

Irmão: Ah! Foi comprovado cientificamente que as rosas, as flores em si, falam... mas é que elas soltam gases... de acordo com estímulos exteriores - até aí tudo bem - um cientista, pegou uma tulipa e fez uma experiência, e observou que o gás soltado ao ser analisado por uma máquina específica, produz um som que se equipara ao som de uma mulher gritando - e nós na mesa atentos ao momento aprendizagem - Então... as flores falam... mas falam peidando... he he he!

Eu: ¬¬

Papai: ¬¬

Mamãe: ^^' - ela sempre faz essa carinha -

Resultado: as flores peidam... e assim terminamos uma discussão sobre música, Cartola, flores, rosas... e a poesia??? que importa a ciência explica tudo!! E eu to quase convencida Rita, eu juro... quase... que tudo vira bosta!!!

* Pedido de Desculpas: Cartola, desculpe-me! Mas é meu irmão, eu sei, foi criado no mesmo lar, mas ele é assim mesmo... torto! rs... E viva os 100 anos desse compositor maravilhoso...

domingo, 12 de outubro de 2008

Feliz Dia das Crianças!!!

Em homenagem a criança mais linda que já vi... minha lindinha... sobrinha... ela já come frutinha e faz: "humm"!!

Certas pessoas são como anjinhos que caem do céu... E nessa queda de anjos... não é que ganhei um de brinde... rs... pois é... eu amo vocês...

Como foi dia das crianças, saímos no sábado e ela ganhou a sua primeira bonequinha da tia-coruja aqui!!!



* Respondendo ao Meme da Lekkerding... Adivinhem quem sou? rs...

Laranja nunca foi minha cor favorita... rs..

sábado, 11 de outubro de 2008

e ele se esvai...

É inevitável que aquele seque... parte dele se esvairá... assim como parte de mim... até que tudo se acabe...
Todas as mudanças, sejam elas necessárias ou não... seja para nos abrir os olhos ou até mesmo para nos endurecer...
Seja qual ela for... a mudança é doída... Mudar o curso da água para sobreviver, nunca é fácil...
Sempre restará desertos e cicatrizes...
E assim... ele mudará de curso, seja pelos seus próprios meios, seus próprios erros, por ter virado nesta direção...
Seja pelas mãos de outros, as quais ele se permitiu... e mesmo que não tenha permitido... não tiveram dó, nem pena...
Passar pelo cais, e ver que a cada dia ele se sente mais raso... mais vazio... Hoje já não é uma questão ambiental... já é parte de mim...
que restem apenas os grãos de areia... de um tempo que julguei feliz...

* Como amanhã é dia das Crianças... o dia vai ser dedicado a elas...

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

E é com esse que eu vou...


Ah! Mas é com aquele que eu vou... sambar até cair no chão... Pode fazer cara feia... dizer que eu to ficando louca... É com aquele que eu vou desabafar na multidão... E se eu sumir... não me procure... Chega! Basta! E se mamãe não gostar... e se papai fizer cara feia... não tem mais jeito... E aí eu quebrarei o meu tamborim!!! Mas se a turma gostar... só de pirraça não danço mais...

Eu sei... que aqui eu canto... mas só por este momento... será: Faz escuro, mas Eu Danço!!! E digo mais: Eu Sambo!! Até cair no chão!!!

E quem quiser dançar comigo... Selecione a música ao lado... na voz de Elis... e cante...

" Com esse que eu vou sambar até cair no chão
Com esse eu vou desabafar na multidão
Se ninguém se animar
Eu vou quebrar meu tamborim
Mas se a turma gostar vai ser pra mim

É com esse que eu vou sambar até cair no chão
É com esse que eu vou desabafar na multidão
Se ninguém se animar
Eu vou quebrar meu tamborim
Mas se a turma gostar vai ser pra mim

Quero ver o ronca-ronca da cuíca
Gente pobre, gente rica, deputado, senador
Quebra quebra eu quero ver
Uma cabrocha boa
No piano da patroa batucando
É com esse que eu vou
Mas quebra, quebra que eu quero ver
Muita cabrocha boa, no piano da patroa

E é com esse que eu vou
E é com esse que eu vou
Mas é com esse que eu vou
Sambar até cair no chão
Com esse eu vou desabafar meu coração
Sambar na multidão
Com esse eu vou
Desabafar meu coração
Com esse eu vou
Desabafar na multidão
Meu coração, eu vou
Eu vou, eu vou, eu vou
É com esse que eu vou
Eu vou
Com esse eu vou
Eu sei que vou
Sambar na multidão
Desabafar...."

* Ah! Deu uma vontade doida de dançar... rs...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Com açúcar e com afeto...



"E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não Traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias"
-Vinicius de Moraes-
"Todo apreço que te reservo, meu bem, não é de todo uma promessa para a vida inteira, no entanto para uma vida agora... De seu jeito acanhado, até por vezes estranho, quiçá esconde um coração capaz de amar... E é nas doçuras de teus beijos que te desarmo ineiro e como se fosse unicamente meu durante este eterno instante... Não me importo se me foges a vista... se é por vezes rude é preciso que sumas para que eu deseje o teu retorno... Não é que não exista felicidade... falta apenas um poquinho de açúcar... e quem sabe afeto... "
*Apenas um trechinho da carta... promessa é dívida...

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O Triste fim da saia esvoaçante...


Às tardes de quinta -feira... o relógio aponta 16h15... é preciso correr a um tempo que lhe pertence... roupa fresca, sapato baixo para que não doa o pé...

Não há o toc-toc, pois não se tratam de tamancos pela rua...

A música no volume máximo, nada muito alegre, mas também nada muito triste... apenas ao ponto para poder inspirar o desabafo... o próprio eu que tanto se angustia por essas horas...

E segue assim, pela rua onde brincam as crianças... na praça, os idosos aproveitando o calor intenso... E assim escolhendo o trajeto certo para uma coincidência provocada... chega ao seu destino!

Antes da porta escura de vidro... é uma "persona" e através do vidro como quem através do espelho... ela chora... Ela pede socorro... Ela é mais Eu!

Lá ela pode gritar, acender um cigarro sem ser repreendida... pode até ser mesquinha e cobiçar o alheio... Pode sentir-se perdida, feliz, triste, irada...

Pode, quem sabe, amá-lo, mesmo que seja só por um instante... Pode esquecer as leis e se preparar para o "Grande Truque"!!! O do desaparecimento de uma menina triste, para uma quase mulher assim... como qualquer outra, sorrindo porque convém...

No entanto, há tempos ela anda cansada... cansada...

E daí a questão: Procurar a morte é sim um ato de covardia por não se ter coragem de enfrentar a vida?

E daí se vivendo... não há coragem para se viver a vida que se quer viver... pensando assim... melhor seria morrer...

A atriz está cansada de ter de se maquiar todos os dias... Quer ser bailarina e dançar aos sons dos bandolins e se estes não tocarem? Que seja aos sons da gaita e dos violões...

Mas voltar a representar... Jamais!!

Sai de lá, e a porta escura de vidro se fecha às suas costas, triste, com os olhos "embotados de poeira e lágrima"... e ao sentir o vento em sua cara inchada... se encoraja de tal forma que até mesmo sua saia põe-se a empolgar, deixando que o vento a leve, como ele queira que ela dance...


E a cada passo dado, um olhar passado com a saia
esvoaçante... Faz com que ela a pegue com as mãos, quase que sem jeito...

E quanto a tempestade que vem, quase da cor dos olhos da moça... ela anda mais rápido, pois é preciso voltar a vida real e fugir da chuva!

E quanto a saia? Que ela sossegue, não será possível o banho de chuva!

Quem sabe... uma pipoca na praça... metade doce... metade salgada e ver os meninos brincarem à beira do rio??

Não! Não será possível! A chuva está vindo!!


E quase em frente a igreja começa a chuviscar... a tempestade cada vez mais próxima... é preciso se apressar, pois a chuva vai chegar!

Ah! Que ela venha e me molhe inteira... que afogue todas as suas mágoas e lave sua cara pintada e se sinta como eu... Mas não... é preciso correr!

Quase subindo a rua de seu destino final... ela ainda olha para lá... lugar tão amado... onde o o sol se põe... e chega até ouvir os acordes e lembra da chuva... Um Relâmpago!!! Poderia tê-la acertado...

Até que seria bom! Morreria... acabaria com essa vida insossa e não seria chamada de covarde... e sim... Mátir!!!

Mátir!! Morreu porque amava o vento!!

Sim... a saia...

E quem disse para não olhar para trás... quem sabe ele esteja passando por ali e possa lhe dar um apreço... preencher o dia com aquele sorriso maroto..

E assim... ela sobe a rua, encontra crianças na escola... rompe o portão... diante da entrada daquela humilde casa... aquele quintal onde brincara a vida inteira...



*É, minha gente voltei! Vim contar essa história da saia que queria tomar banho de chuva! O tempo foi gentil ontem a noite! Quanto ao enterro daquilo que nunca foi um dia, este foi esquecido, pelo tempo, há certas coisas que pedem para serem esquecidas, pois há outras em nossa vida pedindo atenção... Ainda estou encantada com aquela invenção... não apaixonada... mas literalmente encantada... até uma carta ele ganhou... que aqui postarei em breve.. Abraços saudosos... até o próximo...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Procura-se...


Procura-se: a dona deste blog!! Não a encontro em lugar algum!!


Meu deus!!! Estou parecendo uma mãe desnaturada... Bem, vim só para tirar um pouco das teias de aranha e espanar o pó de poeira que está por aqui... a coisa aqui ainda continua preta... mas tem sempre uma semana de festas para melhorar o astral... mas sempre uma prova no meio da semana para atrapalhar... e uma monografia para se terminar... rs... eu até tinha muito sobre o que escrever, contar, mas me falta tempo, e não o quero fazer de qualquer forma... aguardem... sobre um rio que está morrendo... um coração partido... uma saudade latente... a busca da beleza incansável, e até mesmo um clã criado por meninas que pedem "basta!"... e ainda o enterro das cinzas do que um dia foi quase perfeito...
E sendo assim, só posso contar com ele...
"Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei...
Tempo amigo, seja legal, conto contigo, pela madrugada, só me derrube no final"


sábado, 13 de setembro de 2008

Esse pileque homérico no mundo...


"De que adianta
Ter boa vontade
Mesmo calado o peito
Resta a cuca
Dos bêbados
Do centro da cidade..."

E não é que a minha inspiração voltou... mas ainda estou terminando de escrever o que eu iria postar hoje... tive vontade de falar sobre uma outra coisa aqui... E sendo assim, mais uma vez de volta no tempo...

Eu deveria ter de 10 a 12 anos, não me recordo bem, e sempre gostei de brincar na rua, apesar da minha avó nunca deixar eu sair de casa, eu mentia que a minha mãe deixava eu sair e ia pra rua brincar com meus amigos daquela época.

Eu morava na casa da minha avó, que fica ao lado de um colégio, e o portão deste ficava, as vezes no fim de semana aberto, e quando não ficava, nós pulávamos o portão, para brincar no parquinho que tem até hoje lá.

O colégio era dirigido por um grupo de freis, então, sempre iam pessoas pedir comida, ou roupa por lá. Pessoas bem humildes. E num desses dias que o portão estava aberto, eu, a minha amiga de infância e o irmãozinho dela, entramos para brincar. E ao entrar, vimos que tinha um senhor, mal vestido, e que parecia que estava bêbado, sentado em um dos bancos perto do parquinho.

Eu fiquei com medo de ficar no parquinho, sei lá porque, talvez seja, pelos tantos avisos: "cuidado com estranhos", ou "cuidado com o homem do saco que leva criancinhas"! Enfim, acho que foram tantos avisos, que até hoje ainda tento me livrar de alguns.

E então, ficamos jogando bola, bem longe do "senhor maltrapilho". E eis, que eu estava de costas para ele, e no que eu não consegui segurar a bola, ou rebatê-la, ela foi parar perto daquele senhor. Eu fiquei assustada, para não dizer que o preconceito tinha me tomado conta. (Acho que eu deixei de ser criança muito cedo, pois aos 7 eu já não acreditava em papai noel, futuramente conto esse trauma, rs...) Não tinha nada que me fizesse ir buscar aquela bola, e aí a minha amiga foi buscar. Mas o pior de tudo, foi que o senhor percebeu, que eu havia ficado com medo.

E então disse: "Olha menina, eu não sou animal! Sou gente também! Não precisa agir dessa maneira com as pessoas! Sou gente também"

Apesar, de eu não me lembrar ao certo quantos anos exatos eu tinha, mas aquilo me doeu profundamente, e acho (acho não... tenho certeza), que até hoje reprovo tal atitude, as vezes penso que era melhor eu pensar que eu era criança mesmo e não entendia que o mundo não é perfeito, e que existem pessoas no mundo que não tem oportunidades ou até mesmo não sabem lidar com as mesmas, ou quando sofrem alguma decepção, não são fracas por não saberem dar a volta por cima.

Depois de anos, fui entender, ou pelo menos tentar entender, o porquê daquele senhor estar daquela forma. E assim, como tantos outro bêbados que passaram pela minha vida, que encontrei nas praças... e até mesmo bem perto...

Bem, aos 15 anos tinha uma mania... eu adorava ir escrever... mas em um lugar que considerava especial ( ainda considero), mas é que ando tão sem tempo de ir lá... e olhar as crianças brincarem... eu ia na "Duque", uma praça aqui, nessa minha "imensa" cidade, lá tem bancos extensos, feitos de concreto... E numa dessas vezes, eu acordei bem cedo e fui a "Duque"... e eis que no mesmo banco que eu, senta um senhor, que não tem onde morar, e carrega sua casa nas costas...

Eu estava escrevendo uma carta, uma das que não costumo mandar, e passou uma senhora idosa, me deu bom dia, sorriu, e fiquei a observando enquanto passava. Ela passou pelo andarilho e desviou o seu percurso, como se ele tivesse lhe feito algum mal. Sendo que não lhe fez mal algum. E na hora me lembrei daquele dia no parquinho. Duas pessoas diferentes, dois momentos diferentes, lugares diferentes... mas só aí eu fui realmente entender... eles têm sentimento também. Talvez, fique um pouco difícil compreensão, mas o que posso dizer é que tive experiências péssimas com bebida na família... mas só a partir desse dia é que fui entender... que o "monstro", não o era! E se era... havia um motivo! Havia uma fraqueza, algo que o consumia... e ele, não por ser fraco, mas por optar descarregava tudo daquela forma... foi aí que vi o quanto eu amava e entendia meu pai....

E assim, escrevi:

O bêbado

Somos todos bêbados,
sem rumo, sem vida...
nessa doentia viagem...
onde só há ida!
Felicidade é somente miragem,
nesta mórbida loucura,
que se chama vida!
Somos todos loucos
normais são os poucos.
Normais que só amam a vida,
mas que não se amam...
e se dizem eternos amantes...
de um amor inexistente!
Mesmo que não bebamos hoje...
somos bêbados de tanta infelicidade,
por tudo sentir saudade...
até de nossa vida passada!
Sei que devo ficar calada, mas não!
Foi sim! Naquela vida!
Em que tínhamos esperanças...
éramos apenas crianças,
hoje adultos bêbados sem lar!
(Duque, 16.06.01)

Bem, a ultima experiência que tive, com algum bêbado, foi ano passado, em uma cidade histórica, próxima aqui, em que estávamos em um grupo de amigos e vários senhores andarilhos sentados conosco, declamando poesias e falando sobre o "carpe diem", na praça. E foi nesta madrugada, que acredito que lavei a minha alma, quase apanhei de uns rapazes que estava lá perto, jogando guardanapos de papel em fogo em um senhor bêbado que estava sentado em um dos bancos. Quando vi aquilo, fui lá e comecei a brigar com os caras que estava fazendo tamanho absurdo! Minhas palavras: "Parem! Pois ele também é gente!

Bem, um momento de desconcentração. Estou me sentindo muito lisonjeada hoje! A Lekkerdingme deu um selinho! Eis o presente e as instruções:




Regras a cumprir:
1. Aceitar exibir a distinta imagem e cumprir as regras.
2. Linkar o blog do qual recebeu o prêmio.
3. Escolher quinze (15) blogs para entregar o Prêmio Dardos.


Bem, dois dos blogs que indicaria já indicaram e como a intenção é compartilhar e não acumular, indico:


Latrino Americano, Descascando a vida e sujando a avenida, Noite Lisérgica, Além das Palavras, Janela e Vitrine, Uma Rosa e seus poemas,

As Flores do meu caminho, e para a Strª Dorothy, a qual não posso publicar o endereço... rs..