Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você...
Quero chegar em casa pela manhã. Dar bom dia as flores cheias de orvalho. Sentir o cheiro do café forte. Ver a porta aberta. E sentir finalmente que estou em casa. Não se preocupe é só um sonho... despertarei em qualquer instante... mas por enquanto deixa eu te chamar de lar?
Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você... Eu ainda amo você...
Primeiramente quero pedir desculpa pela ausência geral, em postagens e comentários, tenho lido mas não comentado... sabe quando a vida cotidiana suga qualquer comentário plausível sobre qualquer assunto... muito que ouvir, mas nada a dizer... e o tempo não tem sido muito amigo, às 22h estou morta de cansada sem coragem de abrir o notebook que não passa 5 min ligado, está com problemas, e brigar com meu irmão por uns minutos no computador seria impedir que a paz que tanto busquei reine por mais um tempo...
O que há de novo? Estou há dias de um dia que poderá definir a minha vida. Engraçado! Pois há um ano atrás eu estava doida com a monografia, sem tempo algum também. E o tempinho que me resta entre o intervalo de estudos e afazeres, dedico a sair, e aproveitar meus instantes aqui nesta cidade, que ora eu amo, ora odeio... e odeio por uma razão egoísta, reconheço.
Há pouco tempo descobri algo, e não consigo ler ou estudar, porque eu precisava colocar para fora, dividir com alguém que sei lá onde poderia sentir comigo tudo isso... Eu amo aqui, mas sei que não há razão para continuar aqui... Eu não posso exigir um tempo que anda não existe, para qual nem eu mesmo estou preparada... Eu amo aquela pessoa, mas não há razão para continuar um conto de fadas que não existe... e essa historia mais ou menos é assim:
Há um tempo atrás, iniciou-se um sonho: um homem casou-se com uma relutante mulher que queria ser cidadã do mundo. Vieram, pois, de lugares opostos, sonhos diferentes, e se encontraram praticamente no centro deste continente... Ele se apaixonou por um rio, e valendo-se do que seus ancestrais faziam, instalou o sonho de constituir uma família próximo a este rio, como se pudesse plantar seus "amigos, seus discos e livros e nada mais"... filhos, netos, bisnetos, alegria, amor, vida... o sonho de viver em uma sociedade longe de grandes centros, da loucura urbana, onde se pudesse parar horas para olhar o rio, e pôr-do-sol colorido neon... um sonho perfeitamente belo... acontece que este lugar se tornou pequeno para ambições saudáveis de quem quer voar... seria um sonho que deu errado?
Acreditei por muito tempo que sim! Eu cresci, mas o lugar não cresceu comigo. E dói muito ter que partir, e na verdade nem sei porque estou pensando nisso, neste momento. Mas já me acostumei com o fato de que não sou muito comum, que se alguém sente "1", eu sinto três vezes mais forte... é a intensidade meu pior defeito, mas é o que me faz ser quem sou.
Voltando ao sonho... ele não deu errado... ele se realizou... por longos 30 anos... mas simplesmente perdeu o sentido, como uma revolução sem paixão. E digo-lhes... é necessário sonhar sempre... mas não persistir no mesmo sonho, se não é o que te faz feliz... Estou como a minha casa, algumas coisas começaram a sair... outras mais precisosas já estão sendo guardadas dentro de caixas... este sonho está com os dias contados, quem quiser acreditar, estará comigo... quem não quiser, compre uma pipoca e assista... pois para quem achava que não fôssemos capazes de sonhar, depois de tudo... este é o nosso novo sonho: temporário, porém mágico.
O importante é que vamos, e eu aprendi não olhar para trás, eu demorei a fechar aquela porta entreaberta... mas agora ela está fechada... demorei a virar a página, mas está agora virada, é inevitável...
Peço licença, para mais uma ausência, pois não basta sonhar, a luta faz parte da vida... e terei algo incrivelmente lindo, uma nova jornada, uma nova saga, em um outro lugar... como diria a Srta. Dorothy, que agora mais conhecida como Dorothy de La Mancha, "Somewhere over the rainbow, way up high", deve sim existir um lugar onde os passarinhos podem voar, por que então eu também não poderia voar?
No mais, o Chico está com a esperança de deixar de ser um "Cowboy fora da lei", não tem dado problema algum, tem sido um gentleman... e está fazendo um escuro horrível.. mas eu ainda estou cantando...
Quanto ao selinho que ganhei outro dia... (peço perdão a quem me deu) somente agora é que irei postar... Obrigada a Helinha que me presenteou com esse selinho... e que eu passo à:
1. Você é casada? Não. 2. Tem quantos filhos? Não tenho filhos. 3. Fuma? Só charutos cubanos (hehehehe) 4. Bebe? Sim, quando estou alegre adoro! 5. Tem compulsão por algum tipo de comida? Geralmente é Brigadeiro, mas ultimamente estou viciada em bolacha wafer de limão, alguém tem aí? o.O 6. Prefere frio ou calor? Frio!! estou dando adeus aos poucos ao calor.. 7. Prefere doce ou salgado? Os dois, de preferência goiabada com queijo; 8. Qual sua profissão? Sou fera, sou bixo, sou anjo e sou mulher... 9. Último filme que você viu? "Orgulho e Preconceito, precedido de Casablanca" 10. Qual foi o dia mais feliz da sua vida? não há um dia certo, mas há aqueles em que o sol nasce, e eu sinto que amo a vida.
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Bem, já estão indicadas as moças, mas se o selinho referisse a "moços" saibam desde já.. iriam todos ser indicados... ^^
Não quero o Pulitzer, nem o Nobel da literatura, quero atenção !
Dias desses tive de empreender viagem até Barra do Bugres, a 150 km de Cáceres, tão perto e tão longe ao mesmo tempo, para ganhar o suado e justo pão meu de cada dia.
Desembolsei, comprovadamente, R$ 31,95 (ironia, R$ 0,52 de seguro), pela passagem, inicialmente até barata, que se tornou caríssima a partir do momento em que entrei no ônibus de nº 2630 (tenho obsessão por anotar número de ônibus), e deu-se início à aventura que causaria inveja ao famoso personagem protagonizado por Harrison Ford.
O calor era infernal. Nem Dante Alighieri agüentaria o inferno que estava naquele caldeirão ambulante, barulhento e atrasado. Tentei acomodar-me naquilo que fora num passado muito, mas muito remotíssimo uma poltrona, que por sinal estava imunda, grudenta, de cor indefinida, desbotada pelo tempo, e comecei a meditar para não sentir o calor, não ouvir o burburinho das pessoas, falando quase todas ao mesmo tempo (como somos barulhentos). Umas reclamavam que a empresa havia vendido duas passagens para uma mesma poltrona (a mesma história de sempre), incrível como isso ainda acontece nos dias atuais, mesmo com toda a tecnologia, pensei. Basta clicar um botão, eis que surge na tela do computador um croqui de um ônibus, por onde dá para saber qual poltrona está vaga ou não, (observei isso, quando estava comprando minha passagem). Outras pessoas reclamavam, reclamavam e exigiam a presença do motorista, do cobrador, salvadores da pátria naquela ocasião, para resolveram a confusão.
Eu tentando ficar alheia, comecei a divagar. Refletir sobre os últimos acontecimentos, sobre a vida. E respirando lentamente, cerrei os olhos para facilitar a concentração. Não dá, pensei, Desconcentrei-me, não tinha como ficar alheia ao que acontecia a minha volta. Calor, sacolejo do ônibus por causa dos buracos na estrada. Ora poeira, ora lama. Incrível. Riquíssimos e diversificados contos, fatos, causos, ouvi. Prestei atenção (para passar o tempo, já que não dava para ler) às falas das pessoas (cacófatos, solecismos, vícios de linguagem, enfim.) Apropriei-me delas e as transcrevo ipsis litteris:
“um homi pegou a trainha dele e pediu pra descer aqui, não sabia aonde era o sítio de seu Miguel, não sei si si perdeu no mato. Si a onça não cumeu ele, ele chegou no destino dele.” “Nois atolô aqui noutro dia” “Tá tudo errado as coisas.” “Dezesseis pé que prantei, nasceu tudinho, eu tandu em casa, águo todo dia, dá cepo de banana.” “Vô descer no Sítio Córgo alegre.” “Pára preu descer no sítio 7 resfriadu, motorista.” “Tenho bagagi moço pra descer.” “Os cara chamô nóis de viado.” “Nois tem qui iscutar tudo quietu.” “Tem alguém aqui será?”
Quando abri os olhos, arre égua, assustei-me com o número de pessoas que estavam em pé no corredor do ônibus. Primeira parada, mais pessoas entraram, e assim aconteceu durante todo o percurso. Subiam e desciam pessoas. Lembrei-me de que alguém me disse que motorista de ônibus pinga-pinga, não pode ver mato balançando com o vento, na beira da estrada, que pensa que é gente, e pára. Comecei a rir sozinha. Mais ainda, porque me lembrei que quando estava na Rodoviária, alguém bem maior do que eu, bota maior, perguntou ao rapaz do guichê, por cima da minha cabeça: “esse ônibus pra Barra vai tocar direto ou é pinga-pinga?”
Voltemos para dentro do ônibus. Havia além dos quarenta e poucos passageiros sentados, conforme o permitido, mais de vinte pessoas no corredor (entre elas idosas e crianças).
O calor aumentou, lógico, e o blá-blá também. Estou longe de ser Sidarta Gautama, para meditar neste lugar, pensei. Passei então, de olhos abertos a observar tudo e todos. Comecei a ler, interessada, os cartazes, adesivos afixados no interior do ônibus. Excelente, pensei, para se trabalhar em uma aula de português: “ Senhores motoristas – não corra, não mate, não morra.”; “ O valor das despesa (passagem, hotel e restaurante), serão parcelados em até 15 vezes.) “Maiores informação falar com...”; “3ª Romaria de Férias”, “Excursão de Férias.”
Pensei com os meus botões, e queria entender como há pessoas que se permitem viver situações como aquela. De quem é a culpa? Das pessoas, que não estão nem aí para nada, e se deixam carregar como se fossem gados? Ou culpa da Empresa? Ou dos órgãos que têm o dever de fiscalizar e não o fazem? Pois, até gado é melhor tratado. Na Índia, a vaca é animal sagrado, vai entender este mundão.
Da calmaria passei à indignação. Calor medonho, mistura horrenda de perfumes, lavandas, odores fétidos, nauseabundos. Não sou escatológica, mas em um ônibus lotadíssimo, onde pessoas estavam quase saindo pelas janelas, dá para imaginar os odores mais diversos, exóticos.
De sacolejo em sacolejo, freadas bruscas, seguíamos em frente, lentamente. Eu já estava moidinha, quebradinha que nem um grãozinho de arroz de terceira.
De repente, paramos na estrada, e alguém disse que teríamos de descer para fazermos baldeação.
Além do calor, protestos indignados, havia agora a escuridão da noite.
Descemos e no escuro, apenas os vaga-lumes e alguns clarões dos celulares iluminavam a estrada. Atravessamos o que chamavam de ponte, para do outro lado esperar sabe-se lá quanto tempo, o outro ônibus, a fim de que pudéssemos continuar o que teimosamente eu chamava de viagem.
Muitas gargalhadas, protestos ouvia-se na escuridão, à beira da estrada. E nós lá, à mercê da nossa própria sorte, esperando. Pensei em onça, cobra, sapo, lobisomem, disco voador, até queria ser abduzida.
Os topa-tudo, os nem estão aí para nada, os conformados, os passivos, os estamos aqui para qualquer coisa, os jovens universitários que iam para os Campi de Barra e de Tangará, começaram a cantar, contar piadas, rir da situação em que estávamos, e eu quietinha, pensando, olhando o céu, deslumbrada diante daquele imenso tapete negro, salpicado de estrelas que mais pareciam diamantes. Ao longe, escutavam-se trovões, relâmpagos riscavam o céu. Só falta chover, pensei.
Enfim, após longa espera chegou o outro ônibus, de ré, e retomamos o que cismo em dizer que é viagem.
Mais paradas, mais passageiros. Parecia que o ônibus iria explodir de tanta gente, parecia lata de sardinhas, panela de pressão, todos espremidos, esfregando-se uns nos outros. Calor, odor fétido, cansaço, sacolejo, peças rangendo. Pessoas em pé escorando-se nas que estavam sentadas e incomodadas.
Mais uma parada. Sobem algumas senhoras; uma delas com uma garotinha de olhar cansado, medroso, ressabiado, com enorme ovo de Páscoa em uma das mãozinhas. Agarrava com tanta força o ovo, como se fosse o bem mais precioso, talvez realmente significasse muito para ela.
Eis que chega o todo poderoso cobrador, e indaga à mãe a idade da criança. Ele não acreditou quando ouviu que a menina tinha quatro anos. Exigiu a Certidão de Nascimento, pois paga-se passagem a partir dos cinco anos. Diante da resposta da mãe, que não portava tal documento, constrangeu-a, humilhou-a, ameaçou-a dizendo que era ordem do juiz (que peso tem esta palavra para as pessoas que sentem medo de autoridades), embora o juiz não tivesse nome. Advertiu-a que seria a última vez, e que na próxima não embarcaria.
Diante da cena, mais indignada fiquei, e pensei, com que moral a Empresa por meio daquele cobrador exigia o famigerado documento da mãe, quando não poderia prestar um serviço decente, digno. Não poderia cobrar documento, valor da passagem da mãe, quando não ofereceria lugar para sentarem-se. É ilógico, incoerente.
A criança assustada, agarrava-se cada vez mais na perna da mãe, que envergonhada, após o entrevero, tentava equilibrar-se entre um sacolejo e outro. Dava tapinhas amistosos, carinhosos nas costinhas da filha, como se estivesse dizendo que tudo estava bem. Mãe é mãe.
Fechei os olhos marejados de lágrimas. Senti-me menor do que já sou, impotente diante da cena. Que país é este?
Recordei-me, oportunamente dos integrantes do Estradeiro, quando há mais ou menos três anos, se aventuraram em seus ostentosos e confortáveis carros, brincando de conhecer a realidade do nosso Estado, eu os desafiaria a viajar num ônibus que saiu da Rodoviária (?), não sei se se pode chamar aquele depósito fétido no centro de Cáceres de Rodoviária, às 16h30, e que chegou ao seu destino, Barra do Bugres, às 23h30. A propósito, qual é o destino da taxa de embarque paga por cada passageiro, cujo valor é de R$ 1,75?
Desafiaria as autoridades políticas federais, estaduais, municipais, populistas, que dizem ser amigas do povo, proprietário(s) da empresa, a viverem essas cenas sem indignarem-se, em uma estrada que já foi asfaltada oficialmente.
Em nome daquela menininha de olhar cansado, assustado, e que me fez chorar, resolvi escrever e compartilhar minha experiência, pois há pessoas que sabem se defender, outras não, estão entregues à sorte miserável, se der azar na sorte, se dão bem. Deus proverá tudo, dizem os resignados. Só pelo poder divino, pois está cada vez mais difícil confiar em quem tem o poder (que aliás é passageiro, dura 2, 4 ou 8 anos, mas passa) nas mãos para mudar algo em nossa realidade e nada faz.
Orion, o labrador lá de casa, é mais confiável, mesmo quando ameaça com seus quase 60 quilos, pular para cima de mim. E mesmo assim, não sinto medo. Não quero ser Diogo Manardi, mas tudo ao meu redor conspira para isso, serei ovacionada por uns e execrada por outros. O que fazer?! Segundo o filósofo Bambam, faz paaaaarte. Decidi enterrar meu título de eleitor. O ano que vem está próximo.
Margareth Krause Cidadã brasileira!
* Essa estrada Cáceres-Barra do Bugres fora asfaltada 3 vezes, no papel. Era a estrada que meu pai pegava para trabalhar, antes dele ficar mais doente. E é ainda a estrada que a minha mãe segue quase toda segunda-feira com olhos cheios de lágrimas. Não, a minha mãe não é fresca. É que tudo faz parte de uma luta antiga e uma política podre que se instalou. Desde que meu pai ficou doente, minha mãe não foi mais para lá, mas não conseguiu a transferência que lhe era de direito, por uma simples perseguição política. E se não fosse trágico, seria hilário, meu pai morreu. Eu, não faço parte dessa hipócrita instituição, apesar de ser "filha", e posso dizer que se tratava de perseguição política, e tudo por um mal entendido misturado com aquela ganância política, que vemos todos os dias na televisão. Mas o que me consola é que um dia impérios construídos em bases fracas, caem. Mas eu não estou mais preocupada com impérios alheios. Estamos na luta para conquistar sim outros lugares. Como eu disse em post anterior, mesmo de cabeça baixa, um dia vamos cobrar com juros. E finalmente a estrada está sendo asfaltada...
* *Outro dia estava conversando na aula de inglês se criatividade viria da família. Apesar de conhecer casos que não, devo o gosto musical, literário, o pensamento de aspecto revolucionário, aos meus pais. É claro, ainda não estou lá, mas chego. Sempre gostei de poesias, mas ultimamente me interesso pela prosa, então estou a aventurar para aprender e colocar no papel algumas idéias. E com a semana corrida que estou tendo, ainda não consegui escrever sobre o que eu queria. E claro com aquela tristeza e raiva contida contribuiu para a falta de inspiração. (Eu estou mais calma! :D) Espero que tenham gostado do texto acima, é de Mamita! E no mais, eu estou melhorando no Español, e no Eglish! Y trabajando mucho! O Jusé está meio estresado com os trabalhos de escola, principalmente uma animação que ele vem fazendo sobre Antonio Conselheiro, que vou postar aqui para vocês assistirem!! Essa semana vamos nos dar folga assim que julho chegar. Só fica a saudade de Papai...
Votei sim no BBB9! E assim sendo tenho minhas razões: Domingo é dia de sono sagrado, aquele sono que deve ser para fins de descanso, já que toda segunda-feira é “braba”! Se ainda não existisse o problema da insônia, a minha mãe está com uma mania terrível, ao tempo que fica em casa assiste à televisão até cair no sono (Não preciso dizer que não tenho mais a minha adorável “Tv por assinatura”, que por ela eu dormia na sala). Portanto ficamos a mercê da programação brasileira, não que a estrangeira seja boa e perfeita (se fosse perfeita o Brasil deixaria de copiar programas como esses “realityshow”), mas é que as vezes o bom senso lá prevalece.
Ah! Claro, tenho de explicar o porquê de eu não estar no meu quarto dormindo “o sono dos deuses”, além da insônia, tenho um problema sério com pesadelos, e daí se corro para a cama da mamãe? Os meus pesadelos são “trash”, e enquanto eu ter a minha mãe correrei para a cama dela!
Então, estava eu lá dormindo naquela enorme cama, com aquele sono decorrente da minha inércia de domingo que “de repente... não mais que de repente”... sumiu!!!! E me dei conta do porquê! Tinha uma voz estridente ao fundo da trilha sonora do ar-condicionado... era a “Naná”! Que inferno!!! Eu até lutei, fechando os olhos com força para ver se recuperava meu soninho amado... mas nada! ¬¬ Só tinha na minha cabeça os gritos estridentes da “Sister Naná”!!
Resolvi me aliar aos inimigos assisti ao programa até o final, e eis que surge uma oportunidade de revanche, me senti a própria Eve ao lado de V, de “V for Vendetta” e por uma sociedade menos alienada... E não é que a “Naná” foi para o “paredão”!! (Nossa, desculpem-me os fãs, mas isso me soa patético). E pensei: “- Vou votar nessa mulher!! Por um sono mais tranqüilo!”
Nada contra pessoas de idade, trabalho com elas todos os dias. Gente pobre, humilde, idosa e carente de atenção. Eu adoro o que faço, e adoro conversar e ouvir histórias que essas pessoas me contam todos os dias, pelas manhãs. É como se todo dia de manhã eu conversasse com meu avô. O que me irrita, é esse tipo de programa mesmo!
E só essa semana fui me atentar para a chamada do “BBB9”, meu Deus é a nona edição!!! São nove anos de alienação pura!! E o povo brasileiro adora, esse “Coliseu americanizado”! Já ouvi muito de que isso é bobagem da minha cabeça: “- Morenay, o programa é ótimo, o Bial é quem escreve as crônicas, e sobre os participantes!”. Sim, e daí!
Eu li e assisti “1984”, (há quem diga que George Orwell tenha plagiado essa obra de um outro autor, desculpem a ignorância de não saber de quem, mas a memória está falha hoje, mas li em um artigo da “Caros Amigos”) e me assusto com aquela imagem que ficou gravada aqui do BigBrother e a incessante idéia de vigiar-se e vigiar o outro. E vejo isso nas pessoas, (pode ser paranóia) e na falta de percepção de ver o que acontece no mundo. Nos juntamos para votar em “SisterFulana” porque ela disse $%#*&)@#$%&* ao “Brother Sicrano”, e esquecemos de ver o que acontece no Brasil, no mundo.
Não tinha me atentado que se tratava de algo tão sério, ao escrever para o blog, assisti ao trailler do filme e me lembrei da passagem do livro, em que havia um momento, que eram reunidos os cidadãos para expressarem o seu ódio ao traidor do governo. Ao que me parece, o país PARA para expressar na televisão sua opinião sobre um dos "Brothers".
Não olhamos nem para o nosso próximo na rua, um bêbado que seja dormindo na rua, quiçá dar atenção a uma criança que passa fome do outro lado do atlântico. Não estamos interessados no que é feio, no que é nojento, no que nos causa repulsa. Claro, se eu fosse homem, não desgrudaria os olhos do BBB9 com tantas demonstrações explícitas de “venda de imagem”. E depois nos perguntamos como a maior parte da nossa juventude está fútil, ou sem perspectivas de luta por um mundo melhor. E não é só isso há tantas coisas a serem discutidas por esse mundo afora.
Em nove anos nunca estive tão passada como estou agora. Eu me corrompi, cheguei ao ponto de fazer uma bobagem dessa! Eu cansei de falar sobre, e muita gente sabe que não faço gosto do programa. Mas se não podemos contra eles, o melhor é aliar-se, pelo menos a televisão ficará ligada, e agora eu poderei dormir melhor (espero!). E acordar melhor, para fazer a minha parte, tentar fazer esse mundo um pouquinho melhor. Mas eu quero fazer mais... muito mais... eu me sinto em dívida... “Eu gosto dos que tem fome, dos que morrem de vontade...”
*Caros Leitores, os posts agora serão acompanhados pelas músicas que os fundamentam (não achei outra palavra...)
Sem ter o que escrever aqui, pois a felicidade fútil ainda me assola a vida, impede os momentos quiçá solitários e acabo que não paro muito para pensar... prefiro estar embriagada com o que for... alegrias passageiras, piadas sem graças, copos de cerveja... e até o medo de se apaixonar novamente e suas consequências por vezes drásticas...
Mas estava aqui numa dessas madrugadas lendo... como há muito tempo não fazia... e pensar sobre é inevitável... não há como fugir da tristeza... e está mais claro do que nunca, e até já foi comentado, de que toda a minha bagagem literária e mais ainda a musical foi ele que me apresentou... ele simplesmente abriu, por muitas vezes, as portas às delícias de que são os poemas, as bossas e as utopias...
O Faz Escuro mas Eu Canto, não partiu da leitura primeira dos versos de Thiago de Mello, partiu da leitura de "Direito e Utopia" de Herkenhoff, um de "nossos" autores preferidos...
Foi ótimo ler aquele livro, pois o li em um momento difícil na minha vida, não que os outros não tiveram a sua complicação, mas foram naqueles dias em que "esperar a hora da estrela" era mais fácil... a transição de um ano estressante... para um ano cheio de crises financeiras que se findou com a "hora do poeta"...
Digo-lhes... Crescer foi inevitável...
Fez muito escuro, por todo o ano de 2008, mas eu cantava sempre... o estágio que era árduo, o aprender a engolir sapos, mas todo dia eu antes de sair colocava a música do Vinícius... e cantarolava... "é meu amigo só resta uma certeza é preciso acabar com essa tristeza, é preciso reiventar de novo o amor".
Além do fato de que todo dia eu lembrava de que eu não era "A dos sonhos dele", ou que a culpa da minha tristeza e do meu vazio era só dele, pelo menos era no que eu queria acreditar, as vezes é melhor colocar a culpa em alguém... é mais fácil... mas chega um momento em que não sobra ninguém... Então, para compensar tal culpa eu cantava... "já conheço os passos dessa estrada, sei que não vai dar em nada, seus segredos sei de cor"... a culpa foi minha mesmo, porque eu já conhecia mesmo, mas é que "eu te amo" do Chico era mais convidativa... "me diz agora como hei de partir".
E da tristeza, eu sorria sempre, mas nunca discerni muito bem se se tratava de um sorriso sincero... Até descobrir que a tristeza não é uma fraqueza, é uma carta na manga... e decidi escrever, escrever e escrever sem censura alguma de mim mesma... e era sempre sobre qualquer coisas que viesse a cabeça...
E voltando ao que estava lendo por aí na madrugada... Li uma reportagem sobre o "poetinha" Vinicius, dizendo que ele não era um "artista feliz", que era um homem que se escondia atrás do eterno galanteio com a vida... Mas é claro! Quem ainda não havia entendido, mas é que tem sempre de haver as complicações, os estudos críticos e profundas análises acadêmicas... acredito serem válidas...
No entanto, ao meu ver, considerando que sou uma pessoa de 22 ano de idade que pouco conhece de Literatura e Música como muitos por aí nesse mundão a fora... comecei a ler Vinicius aos 12 anos, afirmo com certeza de que onde ele estiver, deve estar rindo de tudo isso... é claro que ele tinha aquela tristeza interior marcada... "mas para fazer um samba com beleza, é preciso um bocado de tristeza, se não, não se faz um samba não"... e faço as palavras do poeta as minhas... "Porque o samba é a tristeza que balança, e a tristeza tem sempre uma esperança, de um dia não ser mais triste não..."
Não preciso nem explicar o "condinome beija-flor" de MORENA FLOR... eu adoro esse "poetinha... e adoro, quem sabe, por no íntimo entender que a tristeza para quem escreve ou até mesmo para quem a finge, como Pessoa uma vez disse, ela é necessária para o ato de coragem de colocar no papel algo totalmente único e seu...
Por fim quero agradecer aos leitores por seus comentários, e pelo compartilhamento de sentimentos por meio das palavras aqui... alguns sabem, que para chegar aqui, muitas lágrimas e pedras rolaram... aprendi a ser quem eu negava ser...
Abaixo o perfil que criei para a que vos escreve... no fim eu decidi ser eu... claro que carregando o saber ser mulher de cada uma delas...
Sou nada mais e nada menos que uma humana em metamorfose que acredita que o sol ainda existe, que liberdade é pouco para a gigante alma...
E o que realmente sempre sonhou ainda não deram nome... humana esta que já teve a rosa do amor... que já se embriagou em meios de tantas alegrias...
Já afogou todas as mágoas e tristezas no travesseiro... e como Ceci, já almejou felicidades, ideais sem fronteiras, se dedicou a utopias... Tentou... porém, nada fez.
Muito da vida já quis... mas não quer mais.. Já foi por vezes inteira de um só coração... e sempre se doou inteira.
Já pensou que o mundo iria desabar por falta de um beijo nunca mais dado, e mesmo sendo tão cheia de garras e sonhos, arrancou do coração de seu amado a flecha farpada...
Aprendeu com as primaveras a se deixar cortar para poder voltar sempre inteira.
E assim um pouco de Cecília, caótica e intensa como a jovem Clarice, obcecada como Leonídia, amada como Nini, admirada como Ilsa.. sonhando com Paris... menina perdida como Wendy... curiosa como Alice.. . insegura como Pilar... dona de uma inocência pisada como Macabéa... vingativa como Cathy... e ainda sim... simplesmente uma mulher que ama a utopia do saber amar...
Feliz Aniversário ao Faz Escuro mas Eu Canto... ^^
Bom, nesta época do ano é normal vermos o cenário normal do dia-dia mudar, são bolas e laços vermelhos espalhados por todos os lados, músicas pela rua, a escolha do presente para a pessoa querida... mas o que chama a minha atenção nesta época é a solidariedade e a busca pelo perdão nesta época especial.
Há muito tempo, penso nisso, não é de agora. O natal, durante muito tempo, para mim não passa de uma festa puramente consumista. Claro que pensando pelo lado bom, pelo menos as pessoas pensam um pouco mais no próximo nesta época do ano, mas porque só nesta época? Esta foi a indagação que me fiz por muito tempo, e até hoje. No mais, acredito que sentimentos como esse deveriam ser exercidos por nós durante o ano inteiro.
Diante, desses pensamentos que sempre tive, e algumas coisas que aconteceram nos natais da minha vida, excetos os da minha infância, os quais me dão muita saudade, eu fiquei um tempo brigada com o bom velhinho. Talvez seja a vontade de que ele realmente exista. E foi num dia desses, em casa, ficando louca com a monografia, que lembrei desses pensamentos assistindo o Grinch... e tudo veio a tona...
Para vocês: pensamentos de uma adolescente, recém acadêmica, a Morena-Flor no ano de 2004.
-NOTÍCIA DE HOJE: MATARAM O PAPAI NOEL!! - era o que ecoava da televisão na casa de Clarisse - E quem o matou? O desespero! O egoísmo! O orgulho! Morreu na cidade de Esperança o Sr. José da Silva, que estava trabalhando como Papai Noel na Loja Estrela Electrodomésticos Ltda., o assassino é Rafael de Souza, que por uma dívida antiga resolveu executa-lo.... mas não nos preocupemos, o natal não acabará, pois muitas lojas estarão abertas até a meia-noite, na véspera de Natal, o presente é que importa!!! Clarisse tinha 5 anos, quando ouviu essa notícia na TV, recebeu da forma mais trágica de que Papai Noel, não viria aquela noite. Seus pais lhe disseram que o bom velhinho nunca existiu, que tudo não passa de "contos de fadas". No entanto, não se preocuparam em contar tudo isso a criança, e que tal verdade poderia traumatizar a menina.
Pois a pequena bonequinha, que o falso Papai Noel havia deixado no Natal anterior não importava mais e a menina Clarisse deixou de brincar... a vida para ela agora teria de ser real, ela tinha de deixar de ser criança, pois afinal ela já ia fazer 6 anos...
Não é nada difícil deixar o que damos valor para trás, é apenas virar as costas e ir embora... partir... a vida é assim... todos são assim...
A menina Clarisse cresceu... tornou-se uma garota esquisita, quieta, fechada, triste... afinal Papai Noel nunca existiu... e o menino Jesus será mesmo que nasceu em 25 de dezembro? O que é na verdade o Natal... senão mera festinha consumista, e aqueles que se odeiam o ano inteiro, se abraçam e se perdoam... O perdão tem de vir, mas só naquele dia? somente por dois dias? e Clarisse pensava em tudo isso... pensava... pensava... e isso tudo a inquietava... Tinham tirado dela a única alegria que ela queria sentir... "Papai Noel, nunca mais virá, Papai?" "Mas, minha filha, ele nunca veio"...
O Natal, agora, não passaria de mais um dia... um dia qualquer, não era necessário roupa nova, sapatos novos, nada disso.
"Que seja feliz quem souber o que é o bem" - uma música tocava enquanto Clarisse chorava - são tantos os que sabem o que é o bem e porque tantos sofrem... "Então é natal, e o que você fez" - Melhor seria pensar o que você não fez não é? Atirou bombas num outro país, matou milhares de pessoas, estrupou sua sobrinha, matou sua filha agrediu sua irmã, feriu o sentimento de alguém? É Natal! Nada disso importa....
O que importa é que a loja da esquina está em promoção, portanto, compre o presente mais caro pensando ser o mais barato... para dar a seu filho dizendo que foi o Papai Noel... E não se esqueça de dizer quando ele completar 5 anos de idade que o bom velhinho não existe, e que a Xuxa não é um duende, e que a verdade é uma mentira, que a loucura é a salvação, que o medo é a ajuda, que a obsessão é bem vinda! E que também se deve punir aqueles que vão contra as regras do "castigoso Deus" e às regras dos cruéis homens... e que o amor não existe, que nesse mundo alegrias têm fim... que as pessoas mentem, que os poetas fingem...
Diga sim! Tudo isso... Assim, quem sabe as pessoas por esse mundo aí fora, não teriam tantas desilusões... e pessoas não morreriam buscando o seu EU! Não enlouqueceriam implorando o amor de alguém inatingível... não abandonariam casas dizendo que iriam comprar cigarros na esquina... não se afastariam...
Clarisse não pensou mais! Decidiu se adequar, entrou na fila e no passo contínuo que esta andava... passo conformado... devagar e sempre... Todos estão lá! E ela se sentiu "feliz", afinal, ela já tinha um filho e ainda tinha de comprar o brinquedo de última geração que ele queria... Papai Noel não importava para ele...
PS.: Eu estou tentando fazer as pazes com o Bom Velhinho... Um abraço a todos...
É inevitável que aquele seque... parte dele se esvairá... assim como parte de mim... até que tudo se acabe... Todas as mudanças, sejam elas necessárias ou não... seja para nos abrir os olhos ou até mesmo para nos endurecer... Seja qual ela for... a mudança é doída... Mudar o curso da água para sobreviver, nunca é fácil... Sempre restará desertos e cicatrizes... E assim... ele mudará de curso, seja pelos seus próprios meios, seus próprios erros, por ter virado nesta direção... Seja pelas mãos de outros, as quais ele se permitiu... e mesmo que não tenha permitido... não tiveram dó, nem pena... Passar pelo cais, e ver que a cada dia ele se sente mais raso... mais vazio... Hoje já não é uma questão ambiental... já é parte de mim... que restem apenas os grãos de areia... de um tempo que julguei feliz...
* Como amanhã é dia das Crianças... o dia vai ser dedicado a elas...
"De que adianta Ter boa vontade Mesmo calado o peito Resta a cuca Dos bêbados Do centro da cidade..."
E não é que a minha inspiração voltou... mas ainda estou terminando de escrever o que eu iria postar hoje... tive vontade de falar sobre uma outra coisa aqui... E sendo assim, mais uma vez de volta no tempo...
Eu deveria ter de 10 a 12 anos, não me recordo bem, e sempre gostei de brincar na rua, apesar da minha avó nunca deixar eu sair de casa, eu mentia que a minha mãe deixava eu sair e ia pra rua brincar com meus amigos daquela época.
Eu morava na casa da minha avó, que fica ao lado de um colégio, e o portão deste ficava, as vezes no fim de semana aberto, e quando não ficava, nós pulávamos o portão, para brincar no parquinho que tem até hoje lá.
O colégio era dirigido por um grupo de freis, então, sempre iam pessoas pedir comida, ou roupa por lá. Pessoas bem humildes. E num desses dias que o portão estava aberto, eu, a minha amiga de infância e o irmãozinho dela, entramos para brincar. E ao entrar, vimos que tinha um senhor, mal vestido, e que parecia que estava bêbado, sentado em um dos bancos perto do parquinho.
Eu fiquei com medo de ficar no parquinho, sei lá porque, talvez seja, pelos tantos avisos: "cuidado com estranhos", ou "cuidado com o homem do saco que leva criancinhas"! Enfim, acho que foram tantos avisos, que até hoje ainda tento me livrar de alguns.
E então, ficamos jogando bola, bem longe do "senhor maltrapilho". E eis, que eu estava de costas para ele, e no que eu não consegui segurar a bola, ou rebatê-la, ela foi parar perto daquele senhor. Eu fiquei assustada, para não dizer que o preconceito tinha me tomado conta. (Acho que eu deixei de ser criança muito cedo, pois aos 7 eu já não acreditava em papai noel, futuramente conto esse trauma, rs...) Não tinha nada que me fizesse ir buscar aquela bola, e aí a minha amiga foi buscar. Mas o pior de tudo, foi que o senhor percebeu, que eu havia ficado com medo.
E então disse: "Olha menina, eu não sou animal! Sou gente também! Não precisa agir dessa maneira com as pessoas! Sou gente também"
Apesar, de eu não me lembrar ao certo quantos anos exatos eu tinha, mas aquilo me doeu profundamente, e acho (acho não... tenho certeza), que até hoje reprovo tal atitude, as vezes penso que era melhor eu pensar que eu era criança mesmo e não entendia que o mundo não é perfeito, e que existem pessoas no mundo que não tem oportunidades ou até mesmo não sabem lidar com as mesmas, ou quando sofrem alguma decepção, não são fracas por não saberem dar a volta por cima.
Depois de anos, fui entender, ou pelo menos tentar entender, o porquê daquele senhor estar daquela forma. E assim, como tantos outro bêbados que passaram pela minha vida, que encontrei nas praças... e até mesmo bem perto...
Bem, aos 15 anos tinha uma mania... eu adorava ir escrever... mas em um lugar que considerava especial ( ainda considero), mas é que ando tão sem tempo de ir lá... e olhar as crianças brincarem... eu ia na "Duque", uma praça aqui, nessa minha "imensa" cidade, lá tem bancos extensos, feitos de concreto... E numa dessas vezes, eu acordei bem cedo e fui a "Duque"... e eis que no mesmo banco que eu, senta um senhor, que não tem onde morar, e carrega sua casa nas costas...
Eu estava escrevendo uma carta, uma das que não costumo mandar, e passou uma senhora idosa, me deu bom dia, sorriu, e fiquei a observando enquanto passava. Ela passou pelo andarilho e desviou o seu percurso, como se ele tivesse lhe feito algum mal. Sendo que não lhe fez mal algum. E na hora me lembrei daquele dia no parquinho. Duas pessoas diferentes, dois momentos diferentes, lugares diferentes... mas só aí eu fui realmente entender... eles têm sentimento também. Talvez, fique um pouco difícil compreensão, mas o que posso dizer é que tive experiências péssimas com bebida na família... mas só a partir desse dia é que fui entender... que o "monstro", não o era! E se era... havia um motivo! Havia uma fraqueza, algo que o consumia... e ele, não por ser fraco, mas por optar descarregava tudo daquela forma... foi aí que vi o quanto eu amava e entendia meu pai....
E assim, escrevi:
O bêbado
Somos todos bêbados, sem rumo, sem vida... nessa doentia viagem... onde só há ida! Felicidade é somente miragem, nesta mórbida loucura, que se chama vida! Somos todos loucos normais são os poucos. Normais que só amam a vida, mas que não se amam... e se dizem eternos amantes... de um amor inexistente! Mesmo que não bebamos hoje... somos bêbados de tanta infelicidade, por tudo sentir saudade... até de nossa vida passada! Sei que devo ficar calada, mas não! Foi sim! Naquela vida! Em que tínhamos esperanças... éramos apenas crianças, hoje adultos bêbados sem lar! (Duque, 16.06.01)
Bem, a ultima experiência que tive, com algum bêbado, foi ano passado, em uma cidade histórica, próxima aqui, em que estávamos em um grupo de amigos e vários senhores andarilhos sentados conosco, declamando poesias e falando sobre o "carpe diem", na praça. E foi nesta madrugada, que acredito que lavei a minha alma, quase apanhei de uns rapazes que estava lá perto, jogando guardanapos de papel em fogo em um senhor bêbado que estava sentado em um dos bancos. Quando vi aquilo, fui lá e comecei a brigar com os caras que estava fazendo tamanho absurdo! Minhas palavras: "Parem! Pois ele também é gente! Bem, um momento de desconcentração. Estou me sentindo muito lisonjeada hoje! A Lekkerdingme deu um selinho! Eis o presente e as instruções:
Regras a cumprir: 1. Aceitar exibir a distinta imagem e cumprir as regras. 2. Linkar o blog do qual recebeu o prêmio. 3. Escolher quinze (15) blogs para entregar o Prêmio Dardos.
Bem, dois dos blogs que indicaria já indicaram e como a intenção é compartilhar e não acumular, indico: