terça-feira, 20 de setembro de 2011

The Great Dicta(c)tor

    
    How long a man can be condemned by his acts? By his innovative ideas and principles? How long a man can be condemned by talking what he thinks finally? These are the questions can that appear when we watch Charlie Chaplin’ The Great Dictator.
   The movie is set between the World Wars, and there is a jew barber, who fights in army of Tomania, during the World War I, and He suffers loss of memory when he decides to help an officer named Schultz, whose plane crashes into a tree with both. So the barber was admitted in a hospital for twenty years and when he left the place, he has no idea what happens in Tomania, therefore, he doesn’t know that Adenoid Hynkel has become dictator of Tomania and he is persecuting the jews. The Barber and the dictator are played by Chaplin, and they change places in a moment.
   It is very important to know which moment this film has created and why it is a great and essential film. Chaplin left England to go to the USA to make his dreams like a comic actor, since that country was a place where every dream becomes true, as he said in a biographical film (Chaplin, 1992).
   In 1914 was the first apperison to the famous Chaplin’ character – The Tramp – and this creation means the success to him. Chaplin directed many films, most of them silent films, even when everybody was making sound films, he kept with his silent and funny Tramp.
The Great Dictator was released in 1940, when the Second War was happening. So Chaplin decided to create a character to criticize the Nazism and fascism in Europe. Then He gave voice to his characters with an intention to show his principles and thoughts about the real democracy and humanism.
   There are famous and classic scenes like the globe scene, when Hynkel, a figure based on Adolf Hitler, plays with a globe, or the speech scene, which the jew barber replaces the dictator by mistake and talks to people of Tomania: 

– I’m sorry but I don't want to be an Emperor, that's not my business. I don't want to rule or conquer anyone. I should like to help everyone if possible, Jew, gentile, black man, white. We all want to help one another, human beings are like that. We all want to live by each other's happiness, not by each other's misery. We don't want to hate and despise one another. In this world there is room for everyone and the earth is rich and can provide for everyone. Soldiers (…) don’t give yourselves to these unnatural men, machine men, with machine minds and machine hearts. You are not machines. You are not cattle. You are men. You have the love of humanity in your hearts. You don't hate, only the unloved hate. Only the unloved and the unnatural. Soldiers: don't fight for slavery, fight for liberty (…)

   Although the speech scene just cause emotion, it generated suspicion of that Chaplin was a communist. It is necessary to understand how capitalist countries led with Nazism and fascism before the second war. They don’t stop Hitler before his atrocities because there was an interest to prevent the communism rising. Then any discourse about democracy or liberty was taken as a socialist discourse, and the mccarthyism persecuted any person who thought in humanist way.
    There was a black list with many names of artists, writers, composers, historians, because of that Chaplin has been banned form USA. But in 1972, He comes back to receive the second honor Oscar for his contribution to the cinema.His film in until these days is considering a present movie about humanity, liberty and beliefs in a world could be changed, like the jew said:

–We are coming into a new world. A kind new world where men will rise above their hate and brutality.

domingo, 14 de agosto de 2011

"O sonífero não tem mais efeito imediato, e já sei que o caminho do sono é como um corredor cheio de pensamentos"
- Chico Buarque - 

Sem Pressa. Uma hora ou outra, meu bem, tu irás me aparecer... e será de um jeito assim, sem os meus artifícios para te encontrar. Só quero que saibas, não irei mais te esperar como alguém que espera conformado no ponto de ônibus. Uma hora ou outra tu virás sem medo e sem frescura, e uma noite será pouca para curtir aquilo tudo que me deves: uma vida inteira de sonhos impossíveis e lugares inimagináveis. E quando vires deitarei minha cabeça sobre o teu colo sem hesitar, sem pressa, sem medo, e irei dormir... dormir...

sábado, 16 de abril de 2011

Caseirices...

Ora, venha, entre!! Esta casa sempre será tua! Este telhado é velho e usado, mas sempre será tua morada! Não te acanhe, são poucos os que conseguem essa façanha, eu realmente não posso tudo. Eu menti! Eu omiti! Desculpe-me se o egoísmo tomou-me por inteira. Alguns estiveram sempre certos. Nós sempre o negamos! Agora eu o admito! Eu o conjugo em todos os tempos se preciso for: ele fora pretérito mais que perfeito... foi passado, é presente, e será futuro se você assim quiser! Café quentinho da tarde, cafuné ao meio da noite, carinhos nos intervalos dos instantes, dê-me uma fermata e farei um novo compasso, dê-me uma chance e te mostrarei como ser feliz... Usado? Sim está usado... Não te serve? Vamos criar um novo... Só nosso... Venha para casa! Vamos à feira aos domingos, e eu te comprarei uma cocada com sabor casa de vó... Segurarei tua mão ao andar pela praça nas tardes de sábado, e dar-te-ei um beijo de bom dia na segunda... Traga o sol, transformarei esta água salgada em chuvas de verão... Venha, deixe este medo pela porta afora... Esqueça estes detalhes e mal entendidos... Esqueça que o tempo não quis... Basta apenas tu sentires que está aqui... eu estarei aí... Contando-te histórias para adormecer-te... Aconchegue-te aqui neste colo, como outrora fizeste, amassando o meu vestido branco... Não me recordo era maio ou junho? Sei que era primavera de mim...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

À mon petit déjeuner…

“I'm gonna love you, like nobody's loved you… Come rain or come shine…” Sim, querido, descobri que por esses três dias eternos, não há ninguém no mundo como você! Que bobeira minha achar que seria perigoso estas disritmias constantes causadas por sua presença todas as manhãs... Sei que é você, que pela manhã me faz sentir uma mulher completa, e pronta para as adversidades da vida! Oh! Não, não me separarei nunca mais de ti, apenas reduzirei as doses do meu amor por você, embora inofensivo, tuas águas são por demais escuras e profundas... Nunca sei o que posso encontrar. Preto, tu serás o meu vício eterno, haja calor ou frio... E terá total controle das batidas deste coração bobo...  “Touches my foolish heart… Lovely, never never change…Keep that breathless charm. Won't you please arrange it… Cause I love you… Just the way you look tonight”


*Ao meu pretinho básico de todas as manhãs... E ao Lira Café pela falta que me faz Van Gogh nos dias frios, e o Lasar Segall nos dias de calor.. E a Billie Holiday!!

sábado, 4 de dezembro de 2010

A menina do muro vizinho

Ficava lá na espreita por uma boa conversa - Olá como vai? Qual é seu nome? – era assim quase todos os dias, após uma tarde recheada de brincadeiras, num mundo que era só dela.

Às vezes sonhava em ser bailarina... Mas acabou se rodopiando ao som de bandolins diante de seu espelho de moldura cor-de-rosa. Perdia-se nas horas tentando entender o sono das flores... Inebriava-se com as fragrâncias das orquídeas e fazia do quintal seu reino encantado.

No entanto o que mais adorava fazer era sonhar além daquele muro... Grande diversidade de universos ela encontrava... Nada lhe passava despercebido, gestos, olhares, sorrisos, atitudes, sentimentos... O muro fora levantado e a infância ficara lá adormecida em algum lugar plantada próxima as dorme-dorme...

Algo sempre fica adormecido, é engraçado o jeito que o destino rege o concerto da vida, entradas, fermatas, violinos, acordeons, notas em mi maior... Sol... Só... A menina cresceu e pôde subir mais uma vez ao muro, e pôde ver que encontrara novamente seu lugar no mundo... O mundo.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Um pouco mais daquele mesmo e velho...

Você se lembra do exato instante em que se apaixonou por alguém? Eu sim. E se você pudesse descrever este momento como uma fotografia, como diria? Não sabe. Eu sim. Quer saber? Era manhã, e o ar tinha cheiro de café. E havia um sorriso maroto disperso no tempo. O ato durou exatamente dois lindos e eternos segundos. Havia um verde vivo. E um sol refletido pelos olhos. E um banco de dois lugares. E você ali. Fazendo parte de eventos que não me pertenciam. Por vezes questionei-me, por quanto tempo seria necessário para começarmos amar... E não há uma resposta exata. E dali em diante pude descobrir que a vida seria linda... risadas, bobeiras, segredos, embriaguez, madrugada, dança, chuva, cheiro de terra molhada, proteção, espera, comedida... um amor feito de instantes... presos nas fotografias... Você já amou alguém que viu numa fotografia? Não. Eu sim...